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sábado, dezembro 10, 2011
José James
Ele estreou há dois anos, com "The dreamer", e foi saudado como o cantor e compositor que melhor traduziu o jazz para a geração hip hop.Hoje com 30 anos, morando em Nova York, mas criado em Minneapolis, ele cresceu nos anos 1990, como muitos garotos de sua geração nos Estados Unidos, ouvindo hip-hop. Até que, por volta dos 14 anos, foi sequestrado por uma gravação de "Take the A-train"
James entendeu e correu atrás do tempo perdido, passando pela obra de mestres como Duke Ellington, Charlie Parker, Miles Davis, Billie Holiday... Até chegar a outra revelação, o saxofonista John Coltrane . "Quando ouvi aquele tema, 'Equinox', eu me apaixonei por ele. A música de Coltrane virou uma obsessão".
sexta-feira, dezembro 09, 2011
quinta-feira, dezembro 08, 2011
quarta-feira, dezembro 07, 2011
Mario de Andrade
(Mário de Andrade, 1933 - Resposta ao Inquérito sobre Mim para Macaulay).
"Escrevo meus livros só nas horas vagas de minhas outras ocupações. No Brasil ainda é raro o escritor que pode viver dos seus próprios livros. Me dedico por isso ao jornalismo e ao professorado, que são ocupações sempre de ordem intelectual, e me conservam dentro da minha realidade primeira que é a arte. (...). Não tenho nenhum cacoete nem característica quando escrevo, a não ser, encostar de vez em quando a testa no metal da máquina de escrever, e sentir-lhe o friozinho. Também, às vezes, quando o escrito sai com lentidão, acaricio a máquina com a mão direita, como quem passa a mão num cavalo para amansá-lo. Tenho procurado me consertar desse animismo exagerado, mas não consigo"
"Escrevo meus livros só nas horas vagas de minhas outras ocupações. No Brasil ainda é raro o escritor que pode viver dos seus próprios livros. Me dedico por isso ao jornalismo e ao professorado, que são ocupações sempre de ordem intelectual, e me conservam dentro da minha realidade primeira que é a arte. (...). Não tenho nenhum cacoete nem característica quando escrevo, a não ser, encostar de vez em quando a testa no metal da máquina de escrever, e sentir-lhe o friozinho. Também, às vezes, quando o escrito sai com lentidão, acaricio a máquina com a mão direita, como quem passa a mão num cavalo para amansá-lo. Tenho procurado me consertar desse animismo exagerado, mas não consigo"
segunda-feira, dezembro 05, 2011
Transfer
http://ocaoseosanjos.blogspot.com/2011/07/transfer.html
By Nina
Colei em mim flores de tinta
unhas de plástico
cílios postiços
Descolei você.
O que mais dura prá sempre?
By Nina
Colei em mim flores de tinta
unhas de plástico
cílios postiços
Descolei você.
O que mais dura prá sempre?
domingo, dezembro 04, 2011
Sobre As Dez Mil Coisas
Um pouco de poesia
http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2011/12/01/um-pouco-de-poesia/
12:09, 1/12/2011 PAULO MOREIRA LEITE CULTURA TAGS: POESIA
Livro de amigo é como jantar em casa de parente. Você vai e elogia mesmo quando não gosta.
Mas acabo de ler “As Dez Mil Coisas", de apenas 68 páginas de Elizabeth Lorenzotti. É uma amiga de mais de 30 anos. Jornalista e escritora, trabalhamos juntos, pensamos por idéias próximas.
Arriscada como é de seu feitio, Beth Lorenzotti fez um livro de poesias — coisa que, por si só, já é complicada.
O lançamento foi na Academia Paulista de Letras e o prefácio é de Claudio Willer, professor e poeta de São Paulo.
Não sou crítico mas queria dizer que gostei do livro. Li e cheguei ao final com a certeza de que não perdi meu tempo. Leia estes dois versos:
SERTÃO
Tudo será esquecido
Tudo será aprendido
Tudo terá se fingido
Tudo Sertão
ou então este
CORAÇÃO TORTO
O meu nome não é brasileiro
e o desespero tão profundo
sequer transparece na face
A minha raça é estrangeira
e o que me comove pode ser
mais forte do que o que me move
Eu reverencio a estranheza.
http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2011/12/01/um-pouco-de-poesia/
12:09, 1/12/2011 PAULO MOREIRA LEITE CULTURA TAGS: POESIA
Livro de amigo é como jantar em casa de parente. Você vai e elogia mesmo quando não gosta.
Mas acabo de ler “As Dez Mil Coisas", de apenas 68 páginas de Elizabeth Lorenzotti. É uma amiga de mais de 30 anos. Jornalista e escritora, trabalhamos juntos, pensamos por idéias próximas.
Arriscada como é de seu feitio, Beth Lorenzotti fez um livro de poesias — coisa que, por si só, já é complicada.
O lançamento foi na Academia Paulista de Letras e o prefácio é de Claudio Willer, professor e poeta de São Paulo.
Não sou crítico mas queria dizer que gostei do livro. Li e cheguei ao final com a certeza de que não perdi meu tempo. Leia estes dois versos:
SERTÃO
Tudo será esquecido
Tudo será aprendido
Tudo terá se fingido
Tudo Sertão
ou então este
CORAÇÃO TORTO
O meu nome não é brasileiro
e o desespero tão profundo
sequer transparece na face
A minha raça é estrangeira
e o que me comove pode ser
mais forte do que o que me move
Eu reverencio a estranheza.
Sócrates Brasileiro (1954-2011)

"É muito estranho você morar neste país e não gostar de futebol", estranhou alguém dia desses. É, não curto, não acompanho os jogos, mas as histórias, os personagens, o circo sedutor todo. Me comovem, e /ou me ensandecem.Mas ainda estão lá, nesse circo, a marca dessa cultura, as pegadas dos nossos vãos e desvãos, da nossa alegria ainda não extinta, apesar de tanto esforço pra acabarem com ela. Do nosso talento . Do comércio vil em que tudo se transforma, mas ainda não. Nessa história de brilhos e desgraças, Sócrates era um com a consciência aguda.Que o circo de horrores da midia vai sugar até a útima gota hoje, o dia todo, a semana toda, depois vai esquecer. Não vamos entrar nessa , claro. Salve o Sócrates, brasileiro no mome assim como o maestro Antonio Carlos Jobim.
Saudades do Brasil.
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