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sexta-feira, outubro 23, 2009
quinta-feira, outubro 22, 2009
Walker Evans & Hemingway
Família sem teto em Havana, 1933.Prima de la Revoluzione. Esta cena não existe mais..
À esquerda, a elegância cubana em 1933. Acima, a foto mais famosa da Depressão norte-americana.
Esta cidade também tem boas surpresas às vezes. Estava no Masp para um trabalho e fiquei encantada com o banner da exposição: um elegante negro cubano, terno de linho branco . Eu não conhecia Walker Evans (1903-1975) e esta é sua primeira retrospectiva no Brasil.
Evans fotografou a depressão americana nos anos 1930 e passou para a história da fotografia. O presidente Roosevelt estava interessado em criar um arquivo de imagens da Depressão para uma agência estatal. O arquivo serviria ao programa social do ex-presidente para a erradicação da pobreza e a construção de uma identidade nacional .
Ele foi o primeiro fotógrafo a ser contemplado com uma exposição individual no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), em 1933 .
Esta cidade também tem boas surpresas às vezes. Estava no Masp para um trabalho e fiquei encantada com o banner da exposição: um elegante negro cubano, terno de linho branco . Eu não conhecia Walker Evans (1903-1975) e esta é sua primeira retrospectiva no Brasil.
Evans fotografou a depressão americana nos anos 1930 e passou para a história da fotografia. O presidente Roosevelt estava interessado em criar um arquivo de imagens da Depressão para uma agência estatal. O arquivo serviria ao programa social do ex-presidente para a erradicação da pobreza e a construção de uma identidade nacional .
Ele foi o primeiro fotógrafo a ser contemplado com uma exposição individual no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), em 1933 .
Em 1933 Evans foi a Cuba para fazer fotos para o livro do jornalista norte-americano Carleton Beals, The Crime of Cuba, e foi quando conheceu Ernest Hemingway e durante três semanas tornou-se seu companheiro de bebida. Ficaram tão amigos que o escritor providenciou grana para esticar a estadia de Evans.
Diz-se também que nessa época Hemingway escreveu dois contos que mais tarde transformaria em To Have and To have not. E que foram pensados a partir de uma série de fotos de Evans.
As três semanas que passaram juntos tiveram impacto em ambos. Os eventos que testemunharam, e suas discussões, os afetaram por toda a vida, dizem as biografias. Seus caminhos nunca mais se cruzaram.
Imagens de famílasa cubanas, crianças, soldados nas ruas, homens mortos, vitimas do ditador Machado, que precedeu o ditador Fulgêncio Batista, deposto pela Revolução.
Temendo que suas fotos fossem confiscadas pela policia secreta do ditador, Evans deixou-as sob a guarda de Hemingway. Mais tarde partiu de Havana com 400 negativos e deu outros 46 de presente ao escritor. James R. Mellow confirma essa história na biografia de Walker Evans em 1999.
Fiquei especialmente impressionada com a foto da família cubana na rua, eu que estive lá duas vezes, na década de 1990 e em 2006 e pude comprovar que essa cena não existe mais.
Evans foi o primeiro fotógrafo a ser contemplado com uma exposição individual no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), em 1933 .
Masp. Avenida Paulista, 1.578. 11h/18h (5.ª até 20 h; fecha 2.ª). R$ 15 (3.ª, grátis). Até 10 de janeiro.
Masp. Avenida Paulista, 1.578. 11h/18h (5.ª até 20 h; fecha 2.ª). R$ 15 (3.ª, grátis). Até 10 de janeiro.
domingo, outubro 18, 2009
Programa de domingo:Vampiros suecos & Bonner & Mendes
Ninguém merece. Primeiro, escolhemos um filme que a Folha assim resumia: um frágil menino sueco solitário, frequentemente provocado por seus colegas e que nunca se defende, conhece uma garota que só sai de casa à noite.Alguém imaginaria, com tal resumo, que se tratava de um filme de vampiro? Ainda por cima sueco, no meio daquele eterno gelo e sempre à noite?? Quando apareceu um homem matando outro, pendurando-o de ponta cabeça, esfaqueando e deixando o sangue correr dentro de um recipiente plástico, para dar de comer à filhinha, tivemos certeza; mais uma vez caimos no conto da Folha de S. Paulo. Azar nosso que ainda confiamos nas indicações do jornal, com QUATRO estrelas, e sem classificação como "terror".
Tenham dó, um cinema que já nos deu Bergman, no século 21 entrar na onda de filme de vampiro? Que aliás está na maior moda, a sala estava cheia, mas todo o mundo gargalhou com a cena final, cuja o diretor deve ter idealizado como um total terror... Mas aqui nos trópicos, a gente sabe, o buraco é mais embaixo, inda bem.
Após um excelente café turco- na rua Augusta tem um ótimo restaurante e café turco- caímos em outra: bom, mas esta eu já estava preparada, maior curiosidade era ver como a Marilia Gabriela levantaria a bola para ninguém menos que seu colega William Bonner, no GNT, canal da Globosat, tudo em famiglia.
No primeiro intervalo, pediu que ele imitasse Clodovil. Ele disse que não, e imitou o presidente Lula. (Lembro vagamente que houve algum episódio homofóbico com o apresentador imitando Clô).
Ele contou que começou muito jovem, que mudou o nome paterno de Bonnemer para Bonner para que o pai médico não tivesse que tirar o nome da lista telefônica (????) , que é de ascendência árabe (sempre pensei que fosse alemão) , que é rigoroso e justo segundo sua mulher, que nao estaciona o carro em cima da calçada nem consome drogas porque é um homem de TV ( se não fosse, então, faria tudo isso?), que é sério e rigoroso, que tem uma grande admiração intelectual por seu chefe Ali Kamel ( aquele que diz não existir racismo no Brasil), que o polêmico debate Collor x Lula na Globo já foi esmiuçado num dos livros históricos da Globo e que até hoje nao se provou nada ( procurem na busca da internet o tema e encontrarão as repostas),
E a Gabriela só levantando a bola, não argumentou nada.
"E o seu livro, soube que você nao ganha nada com ele?"
Não, doei os direitos para a ECAUSP, onde estudei". Explica que o pai não tinha condições de mandá-lo para uma escola particular.
Diz ainda que a queda do diploma de jornalista não interfere em nada, as grandes mídias continuarao contratanto jornalistas formados. Não sem antes aproveitar para acusar as universidades públicas de usarem apenas enfoques esquerdistas na sua pedagogia, quando na verdade deveriam apresentar todos e o aluno escolheria o seu. (Não me consta, aliás, que a USP forme contingentes de jornalistas de esquerda e o exemplo de Bonner já desmente essa teoria- dos-tempos-da-guerra-fria0.
Blonner teme apenas isto: a qualidade dos jornalistas que virão , por causa da ideologia...
A Gabriela, nada. Poderia perguntar , só de leve, por exemplo, e nas particulares?
Não, apenas entremeava com perguntas sobre a vida do casal, suas brigas? Não brigamos, só no trabalho, sou justo e rigoroso.
"Mas você é sério demais, Bonner!"
Até que ele diz que gosta do twitter porque a coisa não é séria, ele colocou em capítulos uma receita de brigadeiro e ficou se perguntando se esta atividade faria parte da função social do jornalista...
Gabi Gabriela: " Ah, não acredito, imagine gente, um homem sério desses vem e diz que gosta do twitter porque não é sério???"
Aproveita para perguntar sobre um episódio em Barcelona, no momento mais grave do programa leve--em que o apresentador teria se embebedado e saído em desabalada carreira de carro, que ele, sério e justo, desmente peremptoriamente.
Mas não ficou por aí:
"Você canta, Bonner?"
"Ah, só no karaokê"
"Ah canta alguma coisa pra encerrar esse bloco".
Eu tinha certeza que o tipo ia emplacar um Sinatra com My Way, afinal, ele se fez por si mesmo.
Mas errei por pouco: Cantou "New York, New York".
Sobre ele ter classificado os espectadores do JN como Hommers, tal como denunciou o professor de jornalismo que assistiu a tal declaração -- sobre seu sentido pranto na morte do companheiro Roberto Marinho, ao vivo e em cores, y otras cositas, nada.
Ele ainda mencionou ter estado em NY -- onde esbarrou com Paul McCartney na rua-- e onde foi participar do Premio Emy. Ficamos sem saber que a Globo esteve lá concorrendo com aquela abominável cobertura do caso da menina Eloá, onde a televisão extravasou e nenhum canal, que eu saiba, se salvou. Não soubemos que eles voltaram de mãos abanando, e tal, porque Gabi nada perguntou.
Só soubemos que ele é rigoroso e justo, sério, bom marido, bom pai e bom chefe, que lindo, que entrevista esclarecedora, em blons tempos isso se chamava matéria 500, aquelas recomendadas, onde o cara fala o que quiser e só ouve gracinhas de volta.
Vampiros mirins suecos, bonners e gabrielas numa descontraída entrevista à noite, querem mais? O ministro Gilmar Mendes, aquele que soltou Daniel Dantas, o que acabou com o diploma de jornalista e não pôs nada no lugar, vislumbro na TV, outra entrevista. É mole?
Parece que o esquema de levantar a bola foi mais ou menos parecido, e o Instituto que o presidente do STF mantém em Brasilia não foi refutado: Mendes disse que é um professor importante e não há problema algum. O repórter não comentou sobre os contratos de tal instituto com o governo.
No que o repórter chama de pinga fogo (!!!), o ministro falou bem de JK, FHC, Lula e etc. Ainda no pinga fogo(???) qual seu filme preferido? Cinema Paradiso. Ator? Atriz? Diretor? Nennum especial. Cantor? Chico, Caetano. Cantora? Simone.
Música? Sim, finalmente,
My Way!!!!
Só faltou pedir pro ministro cantar, para encerrar.
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sábado, outubro 17, 2009
Classe média way of life
Engraçadissimos os sintomas da verdadeira classe média explicadinhos no blog Classe média way of life, clique aqui
e se divirta, porque o que mais se pode fazer?
e se divirta, porque o que mais se pode fazer?
quinta-feira, outubro 15, 2009
A mulher do povo, sua família e o pintor

Patrícia Galvão em 1929.
Imagem reproduzida do livro Croquis de Pagu e Outros Momentos Felizes que Foram Devorados Reunidos
O Museu Lasar Segal inaugura exposição Pagu/Oswald/Segall e lança a edição fac-similar de O homem do povo, dirigida por Oswald de Andrade e Pagu (1931, co-edição do Museu Lasar Segall, Imprensa Oficial e Editora Globo), com novos documentos após a edição de 1985.
Durou apenas 8 números, criado em 1931, logo após a filiação de Oswald e Pagu ao Partido Comunista. Patricia Galvão- que eu soube, na maturidade não gostava de ser chamada Pagu, o que lembrava muitas dores e sua prisão e tortura naquele ano- tinha uma coluna super avant garde chamada A Mulher do Povo.
O que falar mais de Patricia? Melhor ler o exto da curadora da exposição, Genese Andrade, abaixo.
A Folha de S. Paulo deu a notíia no dia 14, e colocou a seguinte legenda na foto da família: "Pagu segura a filha Rudá de Andrade no colo, ao lado de Oswald, em foto datada de 1930."
Os copys da Folha são mesmo criativos, e quiçá videntes.Pobre Rudá, cineasta e escritor, falecido no início deste ano. Ele nunca soube que era uma menina.
Pagu/Oswald/Segall
Pagu/ Oswald/ Segall Oswald de Andrade encontra nos anos 1930 e 1940 uma das fases mais intensas no âmbito da produção e da circulação de sua obra. É nesse período que publica três romances, quatro peças de teatro, um poema longo e inúmeros artigos de jornal sobre temas diversos, complementados por várias entrevistas. Corresponde à sua fase comunista ou marxista: em 1931, filia-se ao Partido Comunista do Brasil (PCB), e em 1945, rompe com ele. Focalizamos aqui as pontas dessa trajetória. Em 1929, o encontro com Pagu muda o rumo de sua vida e de sua obra. A intensa relação que estabelecem nos anos 1930 é marcada pelo engajamento, obras a quatro mãos, romances individuais que têm pontos de contato e intensa crítica social. Nos anos 1940, Oswald tem nova paixão, dedica-se intensamente à prosa, mas também retorna ao verso. Cabe a Candido Portinari, nos anos 1930, retratar Oswald e Patrícia Galvão, e a Emiliano Di Cavalcanti, nos anos 1940. A Lasar Segall, cabe focalizar Oswald e Maria Antonieta d’Alkmin, então sua esposa, também nessa década. A amizade do escritor com o pintor lituano remonta aos anos 1920 e ao casal Tarsiwaldo, e permite olhares cruzados: Tarsila pelo traço de Segall, e vice-versa. A exposição Pagu/ Oswald/ Segall gira em torno de revoluções, romances, versos e retratos.
Sábado, 17 de outubro de 2009
Horário: das 17h00 às 19h00
Local: Museu Lasar Segall
Rua Berta 111, Vila Mariana, telefone: (11) 5574-7322 (11) 5574-7322
De 17 de outubro de 2009 a 31 de janeiro de 2010
Horário: de terça a sábado, das 14h00 às 19h00; domingo e feriados, das 14h00 às 18h00 Entrada gratuita
terça-feira, outubro 13, 2009
Modelo, atriz e jornalista?
Diploma Não é Necessário
p/ Trabalhar como Jornalista. Faça um Curso Rápido, apenas R$40
www.Cursos24Horas.com.br
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segunda-feira, outubro 12, 2009
Segunda no parque

Crianças, crianças, milhares delas no Parque da Água Branca. De onde veio tanta gente? Dos bairros da zona oeste, e da leste, e de tantos, afinal tem metrô no Memorial , mais ou menos perto. Caminho quase sempre lá pela manhã, mas hoje, sinto não ter máquina ou celular, muitos tinham e faziam sua festa.
Olhando de cima, as alamedas apreciam avenidas fervilhantes de gente. Para as crianças, só um parque de diversões, e pago, claro. Nada de palhaço, nada de teatrinho, nada de contador de história: parece que o governo do estado se esqueceu daquele povão no Dia da Criança.
Hot dog, pernil, barraquinhas. E cataventos a R$ 2 cada.
Mas para os pequenos tudo vira festa,e com pai ou sem pai, com mãe, tia ,avó, elas se divertiam, alegres- que alegria é natural em criança desde que nasce.
Nada de grifes, nada de brinquedo importado: só alegria de um dia. Especial, porque quando é que podem ver galinha, pavão, árvores, bancos de jardim? A festa pobre não é pobre aos olhinhos brilhantes: se o pai tem um dinheirinho, ou a mãe -- elas são a maioria dos chefes de familia neste país -- sobem nos brinquedos e gritam, lá perto do céu.
Um cachorro quente, um refri, um doce, um catavento.
E se não, o piquenique veio no isopor lá de casa. Pegar um lugar, estender a toalha e comer sanduiche.
Não sei o que aconteceu com essas milhares de crianças e suas famílias e amigos quando caiu o maior toró, depois do almoço. O parque não tem áeas cobertas pra tanta gente.Devem ter ficado lá mesmo, tomando chuva.
Eu estava abrigada na porta do Sesc Pompéia, ao lado de uma jovem mãe e seu filho de uns 2 anos. Ela veio do bairo de Morro Doce para ir ao parque, mas ficou no meio do caminho.
"O menino fica a semana toda na escolinha e hoje nem deu pra se divertir", lamentava a moça olhando a chuva, o menino quietinho.
Digo a ela que ali no Sesc sempre tem programação infantil, ainda mais hoje. E que ela até teve sorte de escapar do toró no parque. "É, deve estar um caos", ela diz.
A mãe resolve pegar um pouco de chuva, virar à direita e entrar. Sigo atrás, e fico feliz, porque uma roda de crianças assitia a uma apresentação de atores. A mãe e o filho afinal nao perderam a viagem.
Fico pensando que nem todos nesta cidade sabem das maravilhas do Sesc Pompéia, nem têm idéia , lá, parados na porta , esperando a chuva passar.
Um dia de festa, num parque público, que não apresenta nenhuma atração especial, e numa entidade bancada pelo comércio do estado, com várias atrações e aberta ao público: coisa civilizada entre tanta falta de cidadania que nos rodeia, exceção bendita. A César o que é de César...
Fernandinhos, Ivos, Marias, tantos/as. Pelo menos foram esses os nomes que ouvi, gritados pelas mães.
Vão dormir cedo, na volta de ônibus, de fusca, de Corcel, de Chevete, de trem, de metrô, depois de tantas emoções. Já vão dormindo na viagem, é claro. Felizes, têm colos.
Festa de ricos, festa de pobres, não se importam, nem sabem a diferença.
Festa, e ponto.
Olhando de cima, as alamedas apreciam avenidas fervilhantes de gente. Para as crianças, só um parque de diversões, e pago, claro. Nada de palhaço, nada de teatrinho, nada de contador de história: parece que o governo do estado se esqueceu daquele povão no Dia da Criança.
Hot dog, pernil, barraquinhas. E cataventos a R$ 2 cada.
Mas para os pequenos tudo vira festa,e com pai ou sem pai, com mãe, tia ,avó, elas se divertiam, alegres- que alegria é natural em criança desde que nasce.
Nada de grifes, nada de brinquedo importado: só alegria de um dia. Especial, porque quando é que podem ver galinha, pavão, árvores, bancos de jardim? A festa pobre não é pobre aos olhinhos brilhantes: se o pai tem um dinheirinho, ou a mãe -- elas são a maioria dos chefes de familia neste país -- sobem nos brinquedos e gritam, lá perto do céu.
Um cachorro quente, um refri, um doce, um catavento.
E se não, o piquenique veio no isopor lá de casa. Pegar um lugar, estender a toalha e comer sanduiche.
Não sei o que aconteceu com essas milhares de crianças e suas famílias e amigos quando caiu o maior toró, depois do almoço. O parque não tem áeas cobertas pra tanta gente.Devem ter ficado lá mesmo, tomando chuva.
Eu estava abrigada na porta do Sesc Pompéia, ao lado de uma jovem mãe e seu filho de uns 2 anos. Ela veio do bairo de Morro Doce para ir ao parque, mas ficou no meio do caminho.
"O menino fica a semana toda na escolinha e hoje nem deu pra se divertir", lamentava a moça olhando a chuva, o menino quietinho.
Digo a ela que ali no Sesc sempre tem programação infantil, ainda mais hoje. E que ela até teve sorte de escapar do toró no parque. "É, deve estar um caos", ela diz.
A mãe resolve pegar um pouco de chuva, virar à direita e entrar. Sigo atrás, e fico feliz, porque uma roda de crianças assitia a uma apresentação de atores. A mãe e o filho afinal nao perderam a viagem.
Fico pensando que nem todos nesta cidade sabem das maravilhas do Sesc Pompéia, nem têm idéia , lá, parados na porta , esperando a chuva passar.
Um dia de festa, num parque público, que não apresenta nenhuma atração especial, e numa entidade bancada pelo comércio do estado, com várias atrações e aberta ao público: coisa civilizada entre tanta falta de cidadania que nos rodeia, exceção bendita. A César o que é de César...
Fernandinhos, Ivos, Marias, tantos/as. Pelo menos foram esses os nomes que ouvi, gritados pelas mães.
Vão dormir cedo, na volta de ônibus, de fusca, de Corcel, de Chevete, de trem, de metrô, depois de tantas emoções. Já vão dormindo na viagem, é claro. Felizes, têm colos.
Festa de ricos, festa de pobres, não se importam, nem sabem a diferença.
Festa, e ponto.
quarta-feira, outubro 07, 2009
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