sexta-feira, julho 30, 2010
quarta-feira, julho 28, 2010
Geléia geral -2."A melhor profissão do mundo" já dançou faz tempo
fonte
Motorista da TV Sergipe vira repórter e faz entrevistas
Anderson Scardoelli
Um motorista da TV Sergipe, afiliada da TV Globo, teve que mudar de função e virar repórter. Como a equipe da emissora estava incompleta, ele pegou o microfone e fez entrevistas durante uma manifestação em um posto de saúde na zona Norte de Aracaju, no dia 20/07.Em nota publicada no site do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe, o presidente da entidade, George Washington Silva, criticou o fato e acusou a emissora de desrespeitar a legislação. Segundo ele, a profissão de motorista merece respeito, mas o Jornalismo precisa ser tratado com seriedade.“A empresa incorre em uma irregularidade trabalhista, pois o motorista está acumulando duas funções. Em face disso, vamos notificar a Superintendência Regional do Trabalho”, disse Silva.A diretora de Jornalismo da TV Sergipe, Ligia Tricot, afirmou que o caso foi isolado. Ela alega que o motorista não chegou a fazer a reportagem, apenas “pegou o microfone para fazer as sonoras”, pois o repórter escalado para cobrir a manifestação ainda não havia chegado ao local.“Foi uma exceção infeliz, um ato falho que não irá ocorrer novamente. A TV Sergipe respeita a legislação e os jornalistas”, afirmou Ligia.
Comentários
-Rodrigo Soares Lima [28/07/2010 - 10:39]
(Editor de imagem-TV SBT - MG - TV ALTEROSA - DIVINÓPOLIS)
Em primeiro lugar: Esse motorista tem curso superior de jornalismo? Pergunto isso porque nem todos que se formam em jornalismo entram em uma empresa de comunicação como jornalista. Segundo: Esse sindicato como tantos outros está apenas querendo aparecer em cima de uma situação que em relação a tantos outros fatos não tem nenhuma relevância. Terceiro: Desde quando esse fato tem a relevância de se tornar uma notícia tão polêmica? Quarto: Sou Jornalista formado e quando entrei para uma emissora de tv não era como jornalista e fazia reportagem também. Gente vamos parar com essa demagogia de que se o cara é motorista, faxineiro ou seja lá o que for, eles precisam fazer só o que seu cargo permite. Quem não entra em uma empresa querendo mostrar serviço e crescer?
-Wilson Moreira dos Santos [28/07/2010 - 11:21]
O patronato agradece pelo comentário acima!Critica o sindicato, elogia a maior tv do Sergipe que colocou um microfone na mão do motorista, e ainda confessa que burlava a lei até então existente!
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Darlene Santiago [27/07/2010 - 21:20] (Estudante)
O pessoal vem aqui para criticar o sindicato. Acho que a questão não é criticar o sindicato ou criticar o motorista, que trabalhou com boa vontade. O problema são as REDAÇÕES SUCATEADAS E DESRESPEITOSAS.Mas nós, jornalistas, vivemos reclamando do mercado, da profissão, e dando tiro no próprio pé. Só vejo a nossa categoria desunida e num processo de autofagia. Mas que coisa...Na boa, temos muitos problemas. Como o fato de grande massa sequer conseguir ganhar o piso salarial. São maus profissionais? Faculdades ruins, é? Mas precisamos de dignidade. E temos "estrelas" que ganham pequenas fortunas. Não existe tamanha discrepância nas competências profissionais que justifiquem as desigualdades. Ou uma Íris Stefanelli ganhando mais de R$ 30 mil na TV Fama...Acho que precisamos de diplomas, sim. Ainda que nossas faculdades sejam ruins. Precisamos de sindicatos, sim, para nos defender (ou tentar ao menos!).
-Débora Carvalho de Oliveira [28/07/2010 - 08:41]
(Colunista / Comentarista / Crítico-DIGESTIVO CULTURAL - SP)
Proativo - isso que o motorista foi. O colega repórter estava atrasado (não sabemos o motivo), e o motorista foi proativo para fazer algumas perguntas básicas e bastante óbvias, para não deixar a emissora que lhe garante o pão e o leite das crianças com ônus. Qual o problema? Na mesma situação, se eu precisasse virar motorista (sendo humanamente capaz de fazer a tarefa) eu faria. Por que o contrário não pode acontecer? Você se recusaria alegando "eu sou jornalista e não motorista", assim, no duro? Caramba!
terça-feira, julho 27, 2010
De frente com Gabi e Da Matta: o discurso da geléia geral

Gabriela: “Estava louca para te perguntar, há um tempo. Veio uma coisa toda hipócrita brasileira, proibiram uma campanha de cerveja dizendo que, enfim, não sei de onde partiu, uma queixa ao Ministério Público, virou briga de agências...Lembrei de uma campanha que fiz, anos atrás, com o Jô Soares, os dois com um copo de cerveja e ele dizia: “loira gostosa”. E eu: “JÔ!!! E ele; A cerveja, Gabi...”. Cerveja sempre foi associada a mulher gostosa. Por que, de repente, em um país que me parece tem muita coisa devassa, existe uma grita...
Antropólogo Roberto Da Matta: ”Você já respondeu, o país tem uma capacidade de se auto-enganar violenta, é mais um episódio dentro de um oceano de hipocrisia. Absurdo”
(...) Gabriela: “Continuo não entendendo, porque ainda no caso, durante anos aquilo corre como uma unanimidade, e de repente, um dia, saído do nada, faz tuiiim, alguém se irrita e faz um movimento...
Antropólogo: Não, acontece um episódio de repente que coagula alguma coisa, um contraste de valores, alguém reclama da cena da novela e cria um debate...
Este foi um pequeno trecho da entrevista que assisti domingo à noite pelo SBT. E como há pouco havia assistido a um debate e postado aqui um vídeo sobre o controle da imagem da mulher na mídia, fiquei muitíssimo impressionada.
Primeiro, não entendi a que propaganda a apresentadora se referia, pois ela nao explicou, em meio a frases entrecortadas. Mas não faz mal, o cerne da coisa era a suposta “hipocrisia” brasileira em relação ao uso da imagem da mulher gostosa e loura associado à cerveja, que tem sido objeto, sim, de muita briga e discussão de movimentos de cidadania.
Marília Gabriela ficou conhecida por sua apresentação do pioneiro TV Mulher, nos anos 80, na Globo, o primeiro programa a apresentar a mulher de outra forma que não apenas na cozinha e nas artes de coser etc. Tinha a excelente jornalista Rose Nogueira como criadora e responsável.
Estou certa de que, há 30 anos, MG não daria essa opinião no TV Mulher porque havia mais gente nos bastidores que pensava e era séria.
Passadas três décadas, a jornalista tornou-se famosa, virou atriz e cantora e hoje protagoniza programas em três emissoras, uma aberta, uma a cabo e a TV Cultura. Além disso, é uma grande vedete do mercado publicitário.
Como? Uma jornalista colocar à venda seu prestígio anunciando desde o segmento imobiliário (11/04/2008 -A atriz e apresentadora Marília Gabriela é a nova garota-propaganda do segmento imobiliário. Apostando no carisma e na imagem de credibilidade transmitida por ela, a agência Eugenio Marketing Imobiliário desenvolveu a campanha para o lançamento de um empreendimento inédito em São Paulo: o Paulistano - Bairro Privativo, que já começou a ser divulgado na TV em filme estrelado por Gabi)
até o software de gestão empresarial (31/07/2009- a TOTVS lança campanha para consolidação de sua nova marca. Para abrilhantar este lançamento, a empresa escolheu como porta voz da campanha a jornalista e apresentadora Marília Gabriela.) entre inúmeros produtos?
Estes foram alguns que pesquisei na rede, mas o mais recente já havia me chamado bastante a atenção. A publicidade da Margarina Becel Pro Activ (Unilever), que se autoproclama um alimento funcional que baixa os níveis de colesterol devido aos fitoesteróis que contém. Misturando a campanha Ame seu Coração com as maravilhas de tal produto, Gabriela contracena até com seu filho Cristiano.
Anos atrás, editando uma revista de uma entidade de defesa do consumidor, fizemos uma matéria sobre a mesma margarina, cuja publicidade havia juntado um grupo de idosos declarando como seus níveis de colesterol haviam diminuído com a Becel, aliás, produto bem caro. Solicitamos à agencia de publicidade entrevista com aquelas pessoas, perguntando se eram atores ou “pessoas reais”. Jamais conseguimos, alegaram segredo. É para rir? Leio na mesma revista agora que a tal margarina, tão saudável, continha, até recentemente, as condenadas gorduras Trans, mas agora está isenta.
Não está isenta entretanto , e muito menos pela agência reguladora competente, de fazer publicidade desse tipo.
Em tempos de geléia geral, de pretensos formadores de opinião, do jornalismo à antropologia, ainda me assusto com tanto preconceito apresentado como sabedoria. A apresentadora não pode ser qualificada como jornalista, muito menos isenta e competente, se vende sua imagem a qualquer produto, seja duvidoso ou não.
Uma jornalista competente e com tantos anos de carreira não pode dizer que “deu um tuiiimmmm”, e, do nada, alguém começa a reclamar das campanhas de cerveja. Não, MG, não dá um "tuiim "assim de repente, é só estudar a Historia e seus movimentos. Nem vou me estender, a melhor resposta está no vídeo aqui postado e referido acima.
Mas, para arrematar o assunto, o antropólogo afirma, talvez caindo em si um pouco: “ O problema é você ter a liberdade ou não de discutir isso, e a possibilidade chamar pessoas representativas envolvidas ou não que queiram e possam falar”. Seria, aliás, uma ótima pauta para o programa da apresentadora, pois essas discussões somente são vistas, eventualmente, em canais alternativos.
Não vi mais do que esse trecho e desisti. Pesquisando, leio que o antropólogo chamou o presidente Lula de analfabeto, dizendo que ele é “o drama brasileiro em pessoa”, porque representa a culpa... Que os EUA são um país igualitário e outras análises rasteiras. Mas ele não é um PHD que mantém colunas em O Globo e no Estadão, conforme informou? Encontrei aqui
uma boa análise de alguém que também viu o programa e até apreciava, anteriormente, o antropólogo.
E aqui um estudante de Natal (RN) faz uma excelente análise sobre o desaparecimento dos limites entre jornalismo e publicidade: O discurso (in) competente do jornalismo, 13/7/2010, por Fagner Torres de França, que escreve:
"A bonita loira é uma das vedetes do mercado de anúncios. Por quê? Porque as pessoas confiam na sua palavra por intermédio de um pseudo-discurso jornalístico comprometido com a veracidade da informação. Sua imagem funciona da seguinte forma: ao emitir uma mensagem sobre determinado assunto, o público a associa a alguém cuja fala é verdadeira, pois oriunda de um campo onde todos necessariamente falam a verdade, no caso, o jornalismo. Nada mais falso.
Outro dia a vi estrelando uma propaganda de telefonia móvel e serviços de banda larga. Nele, Marília Gabriela falava em um tom professoral, jornalístico, sério. E diz: "Eu sou Marília Gabriela, jornalista." O texto denuncia uma clara interferência de discursos. No caso, fala uma jornalista, mas que há muito tempo abandonou a profissão.
Hoje ela é uma boa atriz. E como boa atriz que é, desempenhou perfeitamente o papel para o qual foi chamada a desempenhar: o de jornalista.
Atualmente, Gabriela é talvez a única jornalista-atriz no Brasil de renome que aceita atuar como jornalista para o explícito ganho econômico dela e das empresas. Por isso é tão
requisitada."
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Será o terma debatido nas faculdades de Comunicação? Talvez em algumas, mas parece que, também na academia, jornalismo e publicidade estão juntos, e às vezes até são um curso único.
Na geléia geral comunicacional, assim como em tantos outros setores, está tudo de pernas para o ar. O que é ético? O que é correto? O que é justo?
domingo, julho 25, 2010
Antonio Candido, o mestre faz 92 anos
Devo ser de fato tão antiquado, que venho sendo definido em algumas instâncias como "ilustrado", devidamente entre aspas, e como alguém preso a uma visão de tipo teleológico da história e do pensamento. Devo esclarecer que, ao contrário do que se poderia pensar, considero esta restrição um elogio. Ela quer dizer que me mantenho fiel à tradição do humanismo ocidental definida a partir do século XVIII, segundo a qual o homem é um ser capaz de aperfeiçoamento, e que a sociedade pode e deve definir metas para melhorar as condições sociais e econômicas, tendo como horizonte a conquista do máximo possível de igualdade social e econômica e de harmonia nas relações. O tempo presente parece duvidar e mesmo negar essa possibilidade, e há em geral pouca fé nas utopias. Mas o que importa não é que os alvos ideais sejam ou não atingíveis concretamente na sua sonhada integridade. O essencial é que nos disponhamos a agir como se pudéssemos alcançá-los, porque isso pode impedir ou ao menos atenuar o afloramento do que há de pior em nós e em nossa sociedade. E é o que favorece a introdução, mesmo parcial, mesmo insatisfatória, de medidas humanizadoras em meio a recuos e malogros. Do contrário, poderíamos cair nas concepções negativistas, segundo as quais a existência é uma agitação aleatória em meio a trevas sem alvorada.
sexta-feira, julho 23, 2010
Pelo controle social da imagem da mulher na midia
O Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia from Intervozes on Vimeo.
Vídeo analisa representação das mulheres na televisão brasileira e mostra importância do monitoramento do conteúdo e das políticas públicas de comunicação.
O conteúdo foi produzido em março de 2009 pela Articulação Mulher e Mídia, com o apoio da Secretaria Especial de Política para as Mulheres.
Produção e entrevistas: Daniele Ricieri e Mariana Pires
Roteiro: Articulação Mulher e Mídia
Seleção de imagens: Bia Barbosa, Daniele Ricieri, Lurdinha Rodrigues, Mariana Pires, Rita Quadros, Rita Ronchetti e Terezinha Vicente
Colaboração: Bernarda Perez
Câmera: Cristian Cancino e Fernando Marron
Áudio: Pépe Chevs
Edição: Elizabeth Paik
Edição final de conteúdo: Bia Barbosa, Lurdinha Rodrigues e Terezinha Vicente
Construtora Exto desrespeita lei do silêncio
Mas, como o engenheiro da obra me disse, ele nunca soube de lei que proiba barulho após 7 da manhã. Acho que também desconhecem a lei sobre horário noturno.
E olhem que o lema da tal empresa é "o bem estar em primeiro lugar". Naturalmente, o bem estar de seus donos$$$$.
Rua Cayowaá, em São Paulo: um caminhão cheio de terra faz manobras para descarga num terreno em obras da construtora Exto, após as 23h, incomodando todos os vizinhos
quinta-feira, julho 22, 2010
Pela janela de André Breton
"Cara imaginação, o que mais amo em ti, é que tu não perdoas." Palavras do poeta André Breton, inventor do surrealismo - movimento literário que trouxe o inconsciente, a fantasia e o sonho para o domínio da arte.
Leon Trotski e André Breton, tiveram em 1938, na Cidade do México, um encontro histórico de que resultou, após muitos debates entre eles e outros agentes culturais, este documento, cuja versão final foi elaborada por Breton e Diego Rivera, com a aquiescência de Trotski. Naquele momento nascia a F.I.A.R.I. – Federação Internacional da Arte Revolucionária e Independente – de vida efêmera mas importância histórica crucial.
Em 1938 a Guerra Civil Espanhola entrava no seu segundo ano, antecipando o confronto que se daria na Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945.
Por uma arte revolucionária independente
Alguns dos seus propósitos estabelecidos, infelizmente nunca conquistados até hoje:
_ Uma aliança em prol da civilização, da vida, do ser humano em sua plenitude de manifestações.
_ Nenhuma barreira, nenhum tipo de controle, nenhum limite aos sonhos, à cultura ou à arte, que todos nascem no mesmo lugar.
_ Um libelo pela mais plena e absoluta liberdade de expressão, sem qualquer tipo de amarras.
_ O mais vigoroso repúdio a toda e qualquer forma de autoritarismo ou dirigismo.
_ Os meios materiais devem ser postos sem limite ou controle de qualquer espécie a serviço do ser humano e da arte.
_ A arte jamais deve ser reduzida a serviçal do capital.
_ O capitalismo é liberticida por definição.
_ O socialismo não pode ser autoritário.
_ Se destruir uma obra de arte é considerado por todas as pessoas sensíveis um gesto hediondo, como classificar o gesto de impedi-la de sequer existir?
_ Repúdio à barbárie das guerras e do autoritarismo.
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quarta-feira, julho 21, 2010
Não te amo mais-3
Hieronymus BoschChuva, pássaros, floresta, mar
Enquanto a retroescavadeira da construção do imenso prédio comercial ao lado
Cospe o dia todo lama retirada das profundas do subsolo e joga em caminhões
Interminável faina
Até quando? Ninguém sabe
Ninguém liga
O Hades emerge
A retroescavadeira apita na ré, em suas centenas de movimentos--apito, instrumento de segurança nos veículos automotores de serviço,
na intenção de evitar amassar o desavisado, pedestre ou motorizado ou ciclista que passar.
Das 7 da manhã às 18 horas, diariamente.
Fúrias verticais exterminando as últimas casas do ex-bairro agradável
Vão sfdr.
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Joseph Campbell dizia que a mitologia do nosso tempo está na primeira página dos jornais. Claro.
(http://pt.wiktionary.org/wiki/Hades)
Hades
Uma das mais ancestrais e importantes divindades da mitologia grega, mas não um dos doze olímpicos, que dominava o mundo inferior, soberano do reino dos mortos ou simplesmente o submundo, correspondente ao romano Plutão, o rico, pois era dono das riquezas do subsolo. Filho dos Titãs Cronos e deRéia,os romanos Saturno e Cibele, que detinham o controle do mundo, e portanto, também irmão de Zeus e de Poseidon ou Posídon. Quando o pai foi destronado e vencidos os titãs, os três irmãos partilharam entre si o império do universo. Zeus ficou com o céu, a terra e o domínio e cuidado das deusas irmãs, Poseidon herdou o reino dos mares e ele tornou-se o deus das profundezas, dos subterrâneos e das riquezas. Casou-se com Perséfone ou Cora, a Proserpina no mundo subterrâneo, filha de Zeus com Deméter, após um rapto bem sucedido e reinava, em companhia de sua esposa, sobre as forças infernais.
terça-feira, julho 20, 2010
Las malas compañias
(o video nao conta, a letra es muy buena)
Por Joan Manuel Serrat
Mis amigos son unos atorrantes.Se exhiben sin pudor, beben a morro, se pasan las consignas por el forro y se mofan de cuestiones importantes.
Mis amigos son unos sinvergüenzas que palpan a las damas el trasero,que hacen en los lavabos agujeros y les echan a patadas de las fiestas.
Mis amigos son unos desahogadosque orinan en mitad de la vereda,contestan sin que nadie les pregunte y juegan a los chinos sin monedas.
Mi santa madreme lo decía:"cuídate mucho, Juanito,de las malas compañías".
Por eso es que a mis amigos los mido con vara rasay los tengo muy escogidos, son lo mejor de cada casa.
Mis amigos son unos malhechores,convictos de atrapar sueños al vuelo,que aplauden cuando el sol se trepa al cielo y me abren su corazón como las flores.
Mis amigos son sueños imprevistos que buscan sus piedras filosofales,rondando por sórdidos arrabales donde bajan los dioses sin ser vistos.
Mis amigos son gente cumplidora que acuden cuando saben que yo espero.Si les roza la muerte disimulan.Que pa' ellos la amistad es lo primero.

