segunda-feira, agosto 10, 2009

Sagrada Família


Só com o comentário do Jô Fevereiro aqui notei a incrivel semelhança desta imagem da Sagrada Familia, de Gaudi, com a Torre de Babel aí em cima, do Brueghel...
Dai veio ocomentario do Liu, muito interessante:
"Semelhança que não é mera coincidência. Um e outro tinham uma visão mística e "naturista" a referenciar (enriquecer) suas obras. Gaudí é fantástico. Da idade de ouro da arquitetura catalã, graças à grana que jorrava da revolução industrial, que enriquecia o norte da Espanha, teve (tivemos) a sorte de topar com um mecenas ilustradíssimo na figura do conde Eusebi Güell, que "comprou" a genialidade de Gaudí e pegou carona na imortalidade.Gaudí achava que qualquer intervenção humana tinha que trazer a marca de sua origem natural, uma expressão "religiosa" da própria criação das coisas naturais, e a natureza não trabalha com retas. Tudo é maleavel, fluido, pedra, terra, vegetação, multifacetado, colorido, "mole". A Sagrada Família é um castelo divino saido da cabeça de uma criança (ainda condicionada pela geometria de regua e compasso). Só na velha Europa, mesmo. Porque ele projetou um hotel pra Nova Iorque que os gringos nem tiveram peito pra levantar.Ao mesmo tempo, era tão moderno que um século antes de virar moda, já tinha bolado o processo "just in time", projetando apartamentos com espaço interno flexível, as dependências e o acabamento organizados de acordo com as necessidades e o gosto do morador. Isso é gênio. Niemeyer deve ter olhado muito Gaudí.Valeu, Beth."

4 comentários:

jo fevereiro disse...

VIVA BABEL! Notável a semelhança da foto com a imagem do cabeçalho.
B
Jo

Elizabeth disse...

Jõ, que incrivel, só agora notei!

Liu disse...

Semlhança que não é mera coincidência. Um e outro tinham uma visão mística e "naturista" a referenciar (enriquecer) suas obras.

Gaudí é fantástico. Da idade de ouro da arquitetura catalã, graças à grana que jorrava da revolução industrial, que enriquecia o norte da Espanha, teve (tivemos) a sorte de topar com um mecenas ilustradíssimo na figura do conde Eusebi Güell, que "comprou" a genialidade de Gaudí e pegou carona na imortalidade.

Gaudí achava que qualquer intervenção humana tinha que trazer a marca de sua origem natural, uma expressão "religiosa" da própria criação das coisas naturais, e a natureza não trabalha com retas. Tudo é maleavel, fluido, pedra, terra, vegetação, multifacetado, colorido, "mole". A Sagrada Família é um castelo divino saido da cabeça de uma criança (ainda condicionada pela geometria de regua e compasso). Só na velha Europa, mesmo. Porque ele projetou um hotel pra Nova Iorque que os gringos nem tiveram peito pra levantar.
Ao mesmo tempo, era tão moderno que um século antes de virar moda, já tinha bolado o processo "just in time", projetando apartamentos com espaço interno flexível, as dependências e o acabamento organizados de acordo com as necessidades e o gosto do morador. Isso é gênio.
Niemeyer deve ter olhado muito Gaudí.
Valeu, Beth.

Liu disse...

Desculpe,
uma errata:

... (ainda não contaminada pela geometria...)