segunda-feira, maio 05, 2014

Ministério da Cultura do Brasil: Impeça a alteração das palavras originais nas obras da língua portuguesa

Por que isto é importante https://secure.avaaz.org/po/petition/Ministerio_da_Cultura_do_Brasil_Impecam_a_alteracao_das_palavras_originais_nas_obras_da_lingua_portuguesa/?pv=2
Na qualidade de cidadãos brasileiros, entendemos que o papel do Ministério da Cultura é estabelecer políticas nacionais de cultura e a proteção do patrimônio histórico e cultural. Este descritivo, a propósito, foi retirado do próprio sítio eletrônico oficial do MiNC. Nós, abaixo assinados, leitores e escritores, consideramos inadmissível a aprovação de quaisquer projetos cujo propósito tenha a pretensão de alterar, seja no todo ou em parte, as palavras originais utilizadas por autores em suas obras na língua portuguesa. Referimo-nos, no caso, a recente projeto aprovado pelo MiNC, cujas pretensões imediatas envolvem mudar palavras nas obras de Machado de Assis. Ampliar o acesso do jovem à cultura deveria representar a ampliação de seu vocabulário, e não a alteração de termos utilizados por um autor. Observa-se, contemporaneamente, um empobrecimento da linguagem. Ainda que faça sentido apontar para a dificuldade do jovem em compreender expressões menos coloquiais, isso poderia ser sanado a partir da elaboração de obras com devidas notas de rodapé, explicando o significado de cada palavra considerada "complicada". Salientamos que obras com tais notas explicativas já existem, e outras poderiam ser criadas, de modo a atrair o interesse dos jovens. Vale lembrar o disposto pela lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998: Art. 24. São direitos morais do autor: IV - o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra; § 2º Compete ao Estado a defesa da integridade e autoria da obra caída em domínio público. Art. 27. Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis. Ora, ainda que se interprete a presente lei, argumentando "ausência de prejuízo" a Machado de Assis (ou a qualquer autor falecido), tal interpretação é subjetiva e contestável. Consideraria o autor aceitável tal modificação em sua obra? Como sabê-lo? Inadmissível partir do pressuposto de que o autor não se incomodaria com tal intromissão. Este projeto abre precedentes preocupantes. Teremos nós mesmos os nossos dizeres alterados no futuro? A única posição passível de ser tomada, diante deste fato, é o agnosticismo: diante da impossibilidade de saber o que o autor pensaria disso, não alterem o texto original deste autor. Inclua-se, no máximo, notas explicativas. Apontamos, aqui, alternativas capazes de possibilitar o maior interesse do jovem por obras clássicas: 1. Versão do livro com notas de rodapé, explicando o que é cada palavra. Isso irá ampliar o vocabulário do jovem, realizando a proposta do Ministério da Cultura: levar cultura. 2. Realizem versões em quadrinhos das obras de Machado de Assis. Os quadrinhos consistem em uma magnífica porta de entrada para o universo da leitura. Certos de vossa compreensão, subscrevem esta petição os seguintes leitores e escritores:

quinta-feira, maio 01, 2014

Lúcio Flavio Pinto entre os 100 Heróis da Liberdade de Informação

O querido amigo Lucio Flavio Pinto é o único brasileiro na lista dos cem Heróis da Liberdade de Informação, ao lado de nomes globalmente conhecidos, como o do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e o do ex-analista da NSA Edward Snowden, O jorrnalista Lúcio Flávio Pinto é o único brasileiro presente na lista dos 100 "heróis da informação" da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), publicada nesta terça-feira por causa do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que será celebrado no próximo dia 3 de maio. Ele publica desde 1987, com seu irmão- o artista gráfico Luiz Pinto-- o Jornal Pessoal, em Belém. http://www.lucioflaviopinto.com.br/ Trata-se de um quinzenário individual que circula em Belém sem qualquer tipo de publicidade, e que tem como diferencial em relação ao restante da imprensa paraense o não alinhamento a nenhum dos grupos políticos e empresariais do estado. O jornalista ao qual "mais de 30 processos judiciais não impediram de seguir escrevendo sobre tráfico de drogas, desmatamento e corrupção", aparece como o único brasileiro da lista, embora haja 14 profissionais latino-americanos na lista. Ameaças, sequestros, prisões e assédio policial são alguns dos pontos que conformam o "denominador comum" desses 100 comunicadores homenageados pela RSF na lista, que conta com nomes globalmente conhecidos, como o do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e o do ex-analista da NSA Edward Snowden, além de Glenn Greenwald e Laura Poitras.

terça-feira, janeiro 28, 2014

sexta-feira, dezembro 13, 2013

sábado, outubro 12, 2013

Belchior a palo seco

E eu quero é que esse canto torto, Feito faca, corte a carne de vocês.

sexta-feira, setembro 27, 2013

sábado, setembro 14, 2013

Um poema para Luiz Gushiken

Eu estava me preparando para caminhar neste lindo sábado de sol em Poços de Caldas, quando soube. É tão bonito ver quantas pessoas o amavam. O amavam por causa da pessoa, e só por ser esta pessoa humana pôde ser amado pela atuação política. Porque o ser humano vem antes do ser político. Vejam, diz aqui a Tita Dias: “Uma vida inteira acreditando na humanidade. Uma vida inteira ampliando o sentido da palavra amor. Valeu pelas opiniões, conselhos, ensinamentos e solidariedade que fizeram diferença pra valer nos rumos da minha vida. Na vida do país eu não preciso falar.” Um beijo eterno para Luiz Gushiken. Abaixo vídeo que encontrei em comentário de Clovis Libanio, na página de Reiko Miura. E um poema que escrevi quarta-feira.
Um poema para Luiz Gushiken Noite alta, madrugada de silêncios sem seriemas. As seriemas não gritam agora, só debaixo do sol. As seriemas não têm medo dos humanos. E à noite dormem sossegadas. Eu não. Eu vejo a foto sorridente dele, cercado por amigas que também sorriem e pela mulher Ele está morrendo. Disse antes, quando podia falar, que não leva mágoas nem rancores Minha amiga conta a ele que escrevi um texto lido na Fé Bahai, que é a sua trilha: “A luz de uma lâmpada é boa, seja ela qual for” Eu escrevi: Se existe uma luz, mas não é da lâmpada à qual nos acostumamos, não vamos apagar. Para nos livrar das trevas, a luz, qualquer luz. Minha amiga perguntou se ele se lembrava de mim. Ele moveu a cabeça dizendo sim, e sorriu. . Poços de Caldas, 11 de setembro de 2013 2H32m