sábado, maio 22, 2010

Esquadros


Eu ando pelo mundo prestando atenção a cores que eu nao sei o nome
Cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores




sexta-feira, maio 21, 2010

Pergunta feliz



A pergunta do repórter da TV Brasil, se o candidato pretende acabar com o Bolsa Família ou dar novo formato a ele é legítima. Não precisa citar fonte alguma. O povo quer saber. O candidato do partido que sempre atacou o Bolsa Familia tem o dever de responder.Quem está na chuva é para se queimar, diria Vicente Matheus.
Repórteres estão desacostumados, a maioria dos políticos estão desacostumados com jornalismo como deveria ser.
Leio que, segundo a Folha, Teresa Cruvinel, presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, telefonou para a assessoria do candidato José Serra e pediu desculpas pelo repórter.Se a informação da Folha for confiável,diz que Cruvinel se comprometeu a produzir rapidamente um Manual de Redação.
Não estou entendendo. Pedir desculpas por se tentar produzir jornalismo de interesse público numa empresa pública?

quinta-feira, maio 20, 2010

Lady



Blue gardênia
Onde os diamantes nos teus olhos?
O homem que te amaria?
Summertime?
A voz de lâmina e ouro
Blue gardênia blues

Cabarés, fumaças nos olhos
Outros sons
Em alguma nova primavera
Você tentará o amor outra vez
Os diamantes voltarão a brilhar
O homem que você ama te amará
E dirá que you’re his only one
(Noites estelares
Doces rapsódias
Abat -jour lilás)


Blue gardenia:


Flor da noite
Dama só
Olho caído
no bar.

quarta-feira, maio 19, 2010

Intelectuais e intelectuais

Alguém na blogosfera lançou um repto : que nenhum acadêmico brasileiro, de nenhuma área, dê entrevista para a Veja, ou colabore com a revista enquanto não houver um pedido de desculpas a Eduardo Viveiros de Castro, o antropólogo citado na matéria "A farra da antropologia oportunista", reproduzindo pretensas afirmações suas sem entrevistá-lo.
(De minha parte, entendo que intelectuais de respeito não deveriam dar entrevistas ou colaborar com tal publicação de qualquer forma, e não apenas em virtude desse caso absurdo).
Lembrei imediatamente de outro episódio envolvendo intelectuais: a lista de professores improdutivos, documento vazado da reitoria da USP, publicado pela Folha de S. Paulo. Dizia:

"A Universidade de São Paulo começa a fazer o levantamento de sua produção docente. Nos anos de 85e 86, um quarto de seus professores não produziu. Este é o resultado do levantamento preliminar feito pela reitoria. Ele contém incorreções, mas sua publicação é a possibilidade deiniciar o debate sobre a avaliação dos docentes nas universidades.

Os dados foram obtidos através de questionários enviados aos docentes pela reitoria. Eles deveriam informar sobre todos os trabalhos publicados nos anos de 85 e 86."

(Iniciava-se, então, o processo vigente mais do que nunca hoje em nossas universidades, em que "produtividade" se mede pela quantidade em quilos de artigos publicados, não pela sua qualidade, muito menos pela atuação do professor em sala de aula).
Criou-se imensa polêmica da comunidade uspiana contra a Folha e contra o então reitor José Goldemberg, que depois foi secretário e ministro de Collor.
O Jornal da USP, do qual eu era editora, tentava garantir a palavra e o mesmo espaço a todos os segmentos envolvidos.
Entretanto o reitor, mentalidade autocrática e imperial, considerando-se dono da Universidade-- porque todos os brasileiros conhecemos a eterna confusão entre o público e o privado --, mandou recolher a edição do jornal em que os professores falavam, pois queria ele mesmo ter mais e mais espaço do que todos.Censura em plena Universidade.

A editora pediu demissão e a própria Folha cobriu o episódio. O representante do reitor argumentou que o jornal não havia sido apreendido, mas simplesmente retido para inclusão de um encarte, desculpa absolutamente esfarrapada pois qualquer encarte teria de ser do conhecimento da editora.

Resumo da ópera: os intelectuais uspianos, revoltadissimos, prometiam não mais colaborar com a FSP. Promessa que não durou mais de uma ou duas semanas: voltaram todos.

Por isso, e sem colocar todos no mesmo saco, é fácil entender as razões pelas quais um repto desses não teria qualquer eco na academia. Mesmo porque, quem vive sem mídia, não é mesmo?
Tudo o que digo aqui tem provas, guardadas nos baús , de tão guardadas são difíceis de achar no momento, e só me socorro da memória. Não é mesmo mais uma historinha exemplar?

terça-feira, maio 18, 2010

Menos

Se o presidente ajuda Clovis Rossi a se recuperar de um tombo, não quer dizer que é um ato de magnanimidade frente a um jornalista que o critica. Por que não poderia o presidente ser solidário com um jornalista brasileiro que levou um tombazo, seja ele de que lado for?Questão de educação. Menos, minha gente...

Sobre o futebol


Não gosto de comerciais em geral. Este argentino, entretanto, é uma exceção em meio a tanta coisa ruim dos publicitários deste mundo.E poderia , também, ser sobre o futebol brasileiro. Vi no Blog da Josefina , de um certo fotógrafo que mora na mais bela cidade do mundo ocidental.

segunda-feira, maio 17, 2010

Cartas à redação

From: Celso Lungaretti
To: leitor@uol.com.br
Sent: Monday, May 17, 2010 5:42 PM
Subject: "Governo Lula quer implantar ditadura totalitária no País" General Maynard

"É chocante que a Folha tenha permitido ao general reformado Maynard Marques de Santa Rosa afirmar, sem nenhuma prova, que Dilma Rousseff assaltou, torturou e matou pessoas. Foi uma acusação grave demais para o jornal colocar, como única ressalva, a débil refutação da repórter ("Até onde se sabe, ela não matou ninguém"), ao que o entrevistado respondeu taxativamente: "É o que ela alega. Sabe-se que tem vítima". E fiquei pasmo ao não encontrar, em seguida, a pergunta que até um 'foca' faria: "Quem são essas vítimas?". Assim como estranho muito a omissão de uma informação fundamental: a de que, como tenente de Infantaria, Maynard Marques atuou na Inteligência do Exército e integrou a equipe de Buscas do DOI-Codi/RJ no período de 1971/72, o que coloca sob suspeição todas as suas críticas à Comissão da Verdade, já que ele pode estar temeroso do que possa ser apurado a seu respeito."

Celso Lungaretti, ex-preso político, torturado pelo DOI-Codi/RJ em 1970 (Sâo Paulo, SP)

Si quieres vivir 100 anõs

Joaquin Sabina, cantautor e poeta andaluz

domingo, maio 16, 2010

Klee


"A arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver"


Paul Klee

Lady Day