terça-feira, janeiro 06, 2009

Longa é a arte, tão breve a vida


Tide Hellmeister por Mario Amaya

Os ventos que as vezes tiram
algo que amamos, são os
mesmos que trazem algo que
aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi
dado.Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai
para sempre...

Bob Marley

Uma bonita homenagem do Mario Amaya para o Tide em

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Poema do Menino Jeus



Alberto Caeiro

(trecho)


Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como
uma fotografia: eu vi Jesus Cristo descer à Terra.
Ele veio pela encosta de um monte, mas era outra vez
menino, a correr e a rolar-se pela erva
A arrancar flores para deitar fora, e a rir de modo a
ouvir-se de longe.
Ele tinha fugido do céu. Era nosso demais pra
fingir-se de Segunda pessoa da Trindade.
Um dia que Deus estava dormindo e o Espírito Santo
andava a voar, Ele foi até a caixa dos milagres e
roubou três.
Com o primeiro Ele fez com que ninguém soubesse que
Ele tinha fugido; com o segundo Ele se criou
eternamente humano e menino; e com o terceiro Ele
criou um Cristo eternamente na cruz e deixou-o pregado
na cruz que há no céu e serve de modelo às outras.
Depois Ele fugiu para o Sol e desceu pelo primeiro
raio que apanhou.
Hoje Ele vive na minha aldeia, comigo. É uma criança
bonita, de riso natural.
Limpa o nariz com o braço direito, chapinha nas poças
d'água, colhe as flores, gosta delas, esquece.
Atira pedras aos burros, colhe as frutas nos pomares,
e foge a chorar e a gritar dos cães.
Só porque sabe que elas não gostam, e toda gente acha
graça, Ele corre atrás das raparigas que levam as
bilhas na cabeça e levanta-lhes a saia.
A mim, ensinou-me tudo. Ele me ensinou a olhar
para as coisas. Ele me aponta todas as cores que há
nas flores e me mostra como as pedras são engraçadas
quando a gente as tem na mão e olha devagar para
elas.
Damo-nos tão bem um com o outro na companhia de tudo
que nunca pensamos um no outro. Vivemos juntos os dois
com um acordo íntimo, como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer nós brincamos as cinco pedrinhas no
degrau da porta de casa. Graves, como convém a um DEUS
e a um poeta. Como se cada pedra fosse todo o Universo
e fosse por isso um perigo muito grande deixá-la cair
no chão.
Depois eu lhe conto histórias das coisas só dos
homens. E Ele sorri, porque tudo é incrível. Ele ri
dos reis e dos que não são reis. E tem pena de ouvir
falar das guerras e dos comércios.
Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da
minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o
lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo
materno até Ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma. Às vezes Ele acorda de
noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de pena pro ar,
põe uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho,
sorrindo para os meus sonhos.
Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais
pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro a Tua
casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e
humano. Conta-me histórias caso eu acorde para eu
tornar a adormecer, e dá-me sonhos Teus para eu
brincar.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Meirelles resgata brio da classe artística

Foto Reinaldo Marques/Terra

O Terra Magazine traz uma bela notícia de fim de ano, papai noel para todos os que já estávamos tão desiludidos com a classe artística, que há muitos anos não assume posições combativas. O talentoso cineasta Fernando Meirelles (Cidade de Deus, Jardineiro Fiel, Ensaio sobre a Cegueira) recebe prêmio da Veja e o dedica ao juiz Fausto de Sanctis.
Na carta a de Sanctis, ele diz que o juiz é um paulistano que merece o troféu mais do que ele, "por sua postura e capacidade de resistir às pressões". Tapa bem dado com luva de pelica na Editora Abril, que via revista Veja tem protagonizado espetaculos de antijornalismo explicito no caso Daniel Dantas.

Beijos pro Meirelles!

Não dá mais pra ver artistas posando para publicidade de tudo: Fernanda Montenegro na Vale, nos bancos estatais, etc. Artistas de todos os quilates fazendo propaganda de bebida alcoólica e de remédios ( aliás exatamente hoje sua performance foi proibida pela Anvisa).

Paulo Autran recusava-se a fazer publicidade. Era o nosso maior ator.

Por que todos os outros são tão necessitados?
Não pensam na ética?
Na sua imagem?
Ou só pensam no Castelo de Caras?
Mirem-se no exemplo de Meirelles e ajam como cidadãos.





Claudio Leal
O cineasta Fernando Meirelles, diretor de Ensaio sobre a cegueira, realizou uma premiação particular e inabitual ao juiz da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, Fausto de Sanctis, que condenou o banqueiro Daniel Dantas a 10 anos de prisão por corrupção ativa.
Vencedor do prêmio "Paulistanos do Ano 2008", da Veja São Paulo, Meirelles repassou o troféu ao magistrado por achar que havia um paulistano que merecia a homenagem mais do que ele. A notícia foi antecipada pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo desta quinta, 18. Em cima da placa, Meirelles colou um papel: "Fausto De Sanctis/ O Homem!".
Em novembro, De Sanctis recusou a promoção à vaga de desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Permaneceu no caso Dantas e condenou o banqueiro por tentativa de suborno ao delegado Vitor Hugo Alves, da Polícia Federal.
O cineasta foi procurado por Terra Magazine, mas se encontra em Dubai, onde divulga Ensaio.









quinta-feira, dezembro 11, 2008

Do blog de José Saramago



Baltasar Garcón,


Dezembro 11, 2008 by José Saramago



Apesar do tempo agreste, com chuva a espaços e frio, o cinema estava cheio. Carmen Castillo temia que as duas horas e meia de projecção do seu documentário acabassem por fazer desanimar a assistência, mas não foi assim. Nem uma só pessoa se levantou para sair e, no final, com os espectadores rendidos à força das imagens e aos testemunhos estremecedores dos membros do M.I.R sobreviventes da ditadura, Carmen foi aplaudida de pé. Nós, os da Fundação, estávamos orgulhosos daquele público. Havia confiança, mas a realidade excedeu as previsões mais optimistas.
À hora a que escrevo, mais de duzentos mil exemplares da Declaração Universal dos Direitos Humanos circulam nas mãos de outros tantos leitores dos jornais Diário de Notícias, de Lisboa, e Jornal de Notícias, do Porto. E hoje, dia 11, será a vez de Baltasar Garzón, que vem expressamente de Madrid para falar de direitos humanos, de Chile e de Guantánamo. Tal como a homenagem às Letras Portuguesas que se realizou ao fim da tarde com grande êxito, a conferência de Garzón será na Casa do Alentejo, às 18 horas. É uma boa ocasião para aprender. Sim, para aprender.


Dezembro, 12


O juiz Baltasar Garzón deixou em Lisboa uma lição do que é ou deve ser o Direito. A verdade é que, em sentido estrito, do que se falou no acto organizado pela Fundação foi de Justiça. E de sentido comum: dos delitos que não podem ficar impunes, das vítimas a quem tem de ser dada satisfação, dos tribunais que têm de levantar alcatifas para ver o que há por baixo do horror. Porque muitas vezes, por baixo do horror, há interesses económicos, delitos claramente identificados perpetrados por pessoas e grupos concretos que não podem ser ignorados em Estados que se proclaman de direito. Quem sabe se os responsáveis dos crimes contra a humanidade, que de outra forma não posso chamar a esta crise financeira e económica internacional, não acabarão processados, como o foram Pinochet ou Videla ou outros ditadores terríveis que tanta dor espalharam? Quem sabe?
O juiz Baltasar Garzón fez-nos compreender a importância de não cair na vileza uma vez para não ficar para sempre vil. Quem conculca uma vez os direitos humanos, em Guantánamo, por exemplo, atira pela borda fora anos de direito e de legalidade. Não se pode ser cúmplice do caos internacional com que a administração Bush infectou meio mundo. Nem os governos, nem os cidadãos.
Um auditório multitudiná rio e atento seguiu as intervenções do juiz com respeito e consideração. E aplaudiu como quem ouve não verdades reveladas, mas sim a voz efectiva de que o mundo necessita para não cair em na permissividade da abjecção.
A Fundação está contente: fizemos o que pudemos para recordar que há uma Declaração de Direitos Humanos, que estes não são respeitados e que os cidadãos têm de exigir que não se tornem em letra morta. Baltasar Garzón cumpriu a sua parte e tê-lo puesto posto a claro esta tarde em Lisboa só pode fazer com que nos felicitemos.

domingo, novembro 30, 2008

Um poema antigo para Maiacóvski


Por Vladímir Maiacóvski

De Elizabeth


Vladímir voz de veludo
Carcaça gigante, eu te reverencio
Porque se passaram 66 anos
e passarão cem, e o século vai virar
e mais mil anos
e sempre ressuscitarás a cada poema
E continuarão a ler tua obra/vida
Com ou sem balalaikas
Ó delicado!
A iluminar, a brilhar
A libertar povo e poesia
Muita coisa junta para um só poeta

E a misérias do cotidiano
E os amores servis
E o deserdados do mundo
Ó delicado!
Tudo mudou
nada mudou

É preciso que tudo mude, eles dizem
Para que tudo permaneça como sempre foi

Este o slogan do século 20
(Não o seu , não o nosso)

New York, Moscou, Praga
São Paulo (Brasil, lá onde poderia existir um homem feliz)
As capitais engasgadas
Desenrolam suas misérias
Sérvio e croatas, afegãos,
e nordestinos, cucarachos e africanos
judeus, palestinos, e curdos e tantos
sangram como talvez nunca
tenha sangrado o homem

Vladímir, foi bom
foi bom que teu tempo se esgotou tão cedo
Quanto disso o poeta poderia suportar?

Resta-nos beber da tua fonte
Ó delicado!
Entoar poemas pelos bares vadios
E brilhar
Nossa vingança é brilhar
Brilhar sempre
Brilhar como o sol

sexta-feira, novembro 28, 2008

Livros, essa coisa antiga

Do Abrapalavra, do jornalista e escritor Ronaldo Antonelli:
http://ronaldoantonelli.blogspot.com/search/label/Abrapalavra

"Procurou-me uma sobrinha, na casa dos vinte anos e estudante de comunicações, perguntando pelo porão de casa, local amplo e aproveitável que uso como sala de trabalho: queria saber se lá havia ainda “aquelas estantes com livros”.
Dono de alguns milhares de livros que acumulei durante a vida, respondi que naturalmente ainda estavam lá – até pela dificuldade de sua remoção, sempre presente numa eventual perspectiva de mudança. Ela me explicou que desejava fazer uma filmagem, para um documentário que produzia como trabalho de faculdade.
Visitando o local, a sobrinha concluiu que era ideal para suas necessidades de apresentar um ambiente de “coisas antigas”, de acervo bibliográfico antiquado para introduzir a matéria sobre histórias fantásticas e de terror que constituía o tema de seu trabalho.
E veio a equipe, composta de vários jovens com tralha de equipamentos, que se mostraram admirados com a quantidade de livros e a aparência anacrônica do acervo. Com alguma discreta indagação, apurei que o que reputavam antiquado era a mera existência dos livros, reunidos em tal quantidade.
Sua matéria falava nas lendas medievais, tal como coletadas pelos irmãos Grimm, e sua busca de ambientação entre estantes vetustas tinha começado por bibliotecas públicas e sebos, mas seus pedidos tinham esbarrado na burocracia dos funcionários e na má-vontade dos comerciantes. Foi então que minha sobrinha se lembrou do porão de seu livresco tio.
Os membros da equipe fizeram seu trabalho e se foram, agradecendo-me pelo empréstimo do local. Fiquei pensando na idéia que tantos jovens atuais parecem fazer dos livros. Lembrei-me de que minha sobrinha dispõe, em sua casa, de um quarto exclusivo, com seu computador e aparelhos de áudio e vídeo, onde uns poucos livros se alojam em sua escrivaninha – aqueles estritamente utilizados no dia-a-dia escolar.

Pensei nos quartos e casas de outros jovens, incluídos amigos de meu filho mais novo, e a memória não me revelou quadro diferente. Depois me recordei de um instalador de redes, estudante de informática de nível superior, que ao visitar o porão de casa também se intrigou diante dos livros... sugerindo que “hoje o Google e a Wikipedia substituíram tudo isso, não?” Tentei argumentar que nem de longe se poderia supor tal substituição, mas logo percebi a árdua tarefa que teria pela frente.
Tremi à idéia de que estaríamos (“estaríamos” quem, cara-pálida?) repassando aos jovens a noção de que as volumosas massas de livros de papel das bibliotecas seriam “antiquadas”, ultrapassadas e... inúteis, talvez, diante das modernas tecnologias de armazenamento de textos – e, pior que isso, diante das atuais necessidades de seu uso, já não absorvido, exaustivo e mnemônico, porém imagético, salteado e acessável via cliques ou outras formas de solicitação técnica.

À idéia, enfim, de que a própria cultura se estaria rapidamente reduzindo a um recurso secundário, confinada a nichos museológicos e a cargo de especialistas excêntricos. A um exótico tema de documentário para um TCC – trabalho de conclusão de curso... quem sabe, por isso mesmo, premiado pela originalidade!

sexta-feira, novembro 21, 2008

terça-feira, novembro 18, 2008

Apenas alguns minutos . De silêncio?

Sérgio Neves/AE

Paulo Sérgio, operador da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) tentou o suicídio com um tiro no peito esta tarde em São Paulo.

Está internado em estado grave, 36 anos, 3 ou 4 filhas - as notícias são desencontradas- corretor da Itaú. Sofre, segundo essas notícias desencontradas, de síndrome de pânico, entre outras doenças graves do desequilíbrio, tão corriqueiras hoje em dia.

Comprou uma casa a prestação.

Com a fusão entre Itaú e Unibanco, estava preocupado com a possibilidade de perder o emprego, o que vai acontecer com muitos e muitos bancários, claro como água.

Em nota, o Itaú afirmou que está dando "total assistência ao funcionário e a seus familiares". "Em profundo respeito ao ser humano, não comentaremos o fato", acrescentou o comunicado.

Quem ler sobre o movimento do dia da BM&F no Globo online, talvez não repare. Eu reparei:

" RIO - A instabilidade voltou com força no dia ao mercado financeiro, no mesmo dia em que o Japão anuinciou quadroo recessivo. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentou queda durante toda a manhã, passou a subir por volta das 15h, começou a variar intensamente até fechar em queda de 0,2%, aos 35.717 pontos.(...)
Além da instabilidade predominante no dia, a sessão na BM&FBovespa ainda foi marcada por um grave incidente"

E aí entra o link para o tiro no peito.

Ia reclamar e xingar, quando senti do que se tratava, não sem um arrepio.

E disse lá que , na verdade, colocar a tentativa de suicídio no meio da notícia, que começa com o movimento da Bolsa, não é erro jornalístico.

(Afinal, nenhum homem mordeu um cachorro. Um homem apenas atentou contra a vida, diriam os manuais de redação).

Os trabalhos foram paralisados na Bolsa durante o tempo necessário para a retirada do corpo, e para os operadores se recomporem.

O que é uma mera vida humana perante a roda infernal da especulação financeira nacional e internacional?

A parada não foi oficial, e o pregão eletrônico continuou firme.

Por que eu iria reclamar da forma como foi redigida a notícia pelo jornalão?

Trata-se, constatei, apenas do reflexo de como essa SOCIEDADE DOENTE BANALIZA A VIDA E A MORTE, QUANDO, SEMPRE, O QUE ESTÁ EM QUESTÃO É O DINHEIRO.

A culpa não é só do jornal.

Ela é toda nossa.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Para corruptos e assassinos? Tudo!

Verissimo, no Terra Magazine

As Cobras do Verissimo vêm bem a propósito de duas noticias de hoje. À primeira vista podem fazer crer que a Justiça está sempre atenta e vigilante, mas...
Uma, o julgamento do juiz De Sanctis - cujo afastamento do inquérito que apura a Operação Satiagraha fora requerido pela defesa de Daniel Dantas. Por incrivel que pareça, a Justiça Federal de São Paulo decidiu pela permanência do juiz . O placar foi de dois votos a um, favoráveis ao magistrado.

Além deste, o juiz também será alvo nesta semana do julgamento de um processo administrativo pelo Conselho Nacional de Justiça, presidido pelo ministro do STF Gilmar Mendes, que tem feito o posíivel, o impossível e o incrível para livrar a barra de DD.

Este país , muito parecido com aquele relatado por Kafka em O Processo -- pemite que suspeitos de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e comprovadamente acusados de subornos milionários consigam virar o jogo e partir para a acusação. Um país que está sempre à frente quando se trata de livrar ricos e poderosos de suas penas.

Pois hoje também foi dia de outro julgamento: a OAB resolveu negar a sua carteirinha ao ex- jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves, que matou a jornalista Sandra Gomide em 2000. Ele se formou em direito em 1973, quando a lei dispensou do exame da Ordem os advogados graduados até aquele ano, mas só pediu a inscrição em 2002, dois anos portanto após o crime..
Réu confesso, condenado por assassinato premeditado, Pimenta Neves está solto há anos, e ainda quer ser livre para advogar.
Em 2006, ele foi condenado em primeira e segunda instâncias. Mas aguarda em liberdade que sejam julgados todos os recursos impetrados por seus advogados, graças a uma liminar do STF.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Guerreiros do Viaduto



Fotos Jesus Carlos



O repórter fotográfico Jesus Carlos acompanha, há mais de um ano, essa atividade sob dois viadutos em Sampa: do Café, no Bexiga, e Alcântara Machado, no Brás.

Ele diz que o boxe é um esporte considerado de baixo valor, relegado pela mídia e pelo poder público, e no projeto Garrido-Boxe, os atletas encontram espaço para desenvolver suas qualidades e especialmente, a auto-estima.
" Através da fotografía demonstro os aspectos humanos, as relações interpessoais, os combates, a vida cotidiana da comundade. 'Guerreiros do Viaduto' é minha contribuição para demonstrar, através da fotografia, a realidade do boxe e de seus atletas no Brasil.

O projeto social “Sol Nascente – Cora/Garrido” tem o objetivo de reintegração social . Entre as atividades sociais diversas do projeto, o boxe em todas as modalidades é sua maior expressão.
Implantado inicialmente sob o Viaduto do Café, também chegou ao Viaduto Alcântara Machado, no Bras.
Além do boxe, o projeto Sol Nascente abriga em suas dependências, para todos os frequentadores e a comunidade, uma biblioteca e uma academia de ginástica.
Um ensaio de Jesus Carlos sobre o tema acaba de ser publicado pelo site Foto Revista, considerado o melhor site/revista eletrônica da Argentina, voltado exclusivamente para
a área da fotografia e para os profissionais da imagem como um todo.