domingo, dezembro 24, 2006

Fervendo os miolos

Do blog U Nonnu, que achei por acaso, me parece que é de um siciliano que entrou aqui no meu .A interessante experiência, que pode ser lida facilmente, eu acho, aqui por nós, tantos oriundi, prova que falando mais de 25 minutos no telefone celular a coisa começa a esquentar. Imaginem as cabecinhas dos adolescentes e executivos pela Babel.Alias, na Inglaterra é proibido pra menor de 14. O sábio cineasta Ugo Giorgetti semrpe diz que nunca viu nada de importantissimo e urgente falado ao celular...








Necessitiamo: 1 uovo fresco 2 cellulari; 65 minuti per chiamare da un telefono all’altro (meglio se con un contratto che permetta le chiamate gratis tipo You and Me). Montiamo tutti gli elementi come nell’immagine sottostante (foto n° 1): Iniziamo la chiamata tra i due cellulari e laportiamo avanti per circa 65 minuti... I primi 15 minuti non succede nulla...... a 25 minuti l’uovo comincia a scaldarsi.... a 45 minuti è molto caldo..... e a 65 minuti è cotto! (foto n° 2)

Conclusioni: le radiazioni emesse per i cellulari sono capaci di modificare le proteine dell’uovo... immaginate quello che può accadere alle proteine del nostro cervello quando abusiamo del cellulare e non cambiamo orecchio ogni 5 minuti.

Alegria

"Quem sabe o canto da gente,
seguindo na frente,
prepare o dia da alegria!


De um musica antiga(Geraldo Vandré, "João e Maria")

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Receita de ano novo

Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem
sentido)
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Assim caminha a humanidade, etc, etc

Uma amiga jornalista, solidária, costuma passar pedidos de colegas jornalistas que precisam fazer matérias sobre tal e qual assunto, e entrevistar um chamado "personagem", que é no que se transformaram, hoje, os entrevistados. Isto é: matéria sobre crianças alérgicas, caçar uma, até fácil essa. Ou sobre caçadores de arcas perdidas, ou executivos que amam golfe, ou pessoas de bem com a vida, na faixa dos 18 a 25 anos, etc.

Coisas assim fáceis ou impossiveis. Então, ela passa o tal email enviado por algum colega nessa dificil situação pra sua lista e olhem só o que aconteceu:

"Cada dia percebo como existem pessoas que adoram
prejudicar os outros e como é dificil ajudar as
pessoas. Por isso tomei uma decisão: a partir de hoje
não divulgo mais pedidos de personagens ou ajuda para
matérias.

Quando é passado um email pedindo um personagem x ou y
nao é para simplesmente contar para o concorrente da
pessoa a pauta x ou y e aí o editor dessa pessoa ficar
sabendo e prejudicá-la.

Uma amiga me ligou hoje, contou que isso aconteceu com
um anúncio da semana passada e por isso a partir de hoje
não divulgo mais.

Minha intenção é ajudar, mas nem todos pensam assim.
Achei o cúmulo alguém pegar uma informação passada por
mim pra ajudar uma pessoa a completar sua matéria e
transformá-la em arma contra a pessoa, que ficou mal
com sua chefe

pelo amor de Deus"

quinta-feira, novembro 23, 2006

Raulzito dixit

"Cachorro Urubu": "E todo jornal que eu leio/ me diz que a gente já era,/ que já não é mais primavera./ Oh, baby, a gente ainda nem começou."

quinta-feira, novembro 16, 2006

Tortura nunca mais?

TV Globo -- nunca se sabe por que e com que intenção --passou um programa sobre a tortura e suicidio de Frei Tito de Alencar Lima, enlouquecido por Fleury no século 20, em São Paulo, suicidou-se na França em 1972.
Anos terríveis. Retratos do mal em si.
O único animal que tortura o semelhante- somos nós. E a tortura continua, aqui, lá no Iraque, em Guantánamo, acolá...Até quando?

quinta-feira, novembro 02, 2006

Como nasce uma notícia

Adorável piada que tem tudo a ver com a "isenção" e "objetividade" da chamada grande imprensa.


Dois menininhos estavam saindo do Morumbi quando um deles foi atacado por
um Rottweiler feroz. O outro menino imediatamente pegou um pedaço de pau e
deu na cabeça do cachorro, fazendo com que o cão caísse morto e o amiguinho
ficasse apenas com alguns arranhões.
Ao ver a cena, um repórter que passava correu para ser o primeiro a cobrir
a fantástica história.
Pensou em voz alta: Já estou até vendo a manchete: "Jovem são paulino salva
amigo de animal feroz."
- Mas eu não sou são paulino - disse o menino.
- Me desculpe, apenas presumi que fosse, já que estamos na saída do
Morumbi...
- Então vou escrever: "Bravo pequeno palmeirense evita tragédia com amigo".
- Mas eu também não sou palmeirense - disse novamente o menino.
- Ok, então: "Pequenino santista vira herói"
- Não sou santista moço.
- Mas afinal, pra que time você torce?
- Sou curintiano.

E o repórter escreve em seu caderninho:


"Delinqüente curintiano assassina brutalmente adorável animal doméstico."

terça-feira, outubro 24, 2006

Él y Yo

Recebi de meu grande amigo Alipio Freire, que anda em périplo pela Argentina:


"Nos encontramos todas las mañanas. Él va en su bicicleta y yo en mis
sapatillas. No sé si él se llama Juan o Felipe, y él no sabe si yo me llamo
Luís o Pancho. Haga frío o calor, llueva o caigan piedras, siempre nos
encontamos.

_ Chau.
_ Chau.


Algún día no nos encontraremos. Ni nos encontraremos al día siguiente, no al
otro. Desde ese momento, yo sabré que él ha muerto. O él sabrá que yo hé
muerto. Que triste estará el mundo, entonces, para qel que se quede vivo."


(De Dardo Sebastián Dorronzoro, nascido em 14 de julho de 1913, e
seqüestrado e desaparecido em 25 de junho de 1976, em seu livro de
publicacao póstuma, "Viernes 25")

sábado, outubro 14, 2006

Jantar no Filé do Moraes




Tide Hellmeister e Jô Fevereiro (de costas)






Eu sempre admirei quem sabe desenhar. Por isso, sempre me cerquei deles, os artistas.Gráficos, especialmente, por causa da minha profissão. E entre os tantos e queridos amigos, o maravilhoso mestre da colagem e da tipografia, Tide Hellmeister.
Ele fez o primeiro projeto gráfico do Jornal da Tarde, na época de Mino Carta, que o criou. Um diagramador de mão cheia, da Ultima Hora, da Gazeta Mercantil, da Editora Abril, de tantos livros de poesia do outro mestre Massao Ono, de tantos livros, de tantas ilustrações, de dezenas de milhares, sim, pois ele produz muito.
Fica lá, ouvindo a rádio Cultura FM, cortando, colando, pintando.
Acabei de jantar com ele e com outro velho e querido amigo jornalista, Vasco Nunes, no Filé do Moraes, na Praça Julio Mesquita, perto da Folha.
É pra onde ele se mudou, e do seu apê dá pra ouvir, todo dia às 18 horas, uma sirene : a Folha apitando? Mas por que? eu perguntei e o Vasco, a história da imprensa recente em pessoa, contou que isso vem da época do Cásper Líbero, da Gazeta...
Vejam só, a gente mora nesta Sampa a vida inteira e não sabe nem de um terço dela...
Quantas histórias se lembraram, velhos companheiros da Última Hora dos anos 60: com Antonio Contente, o chargista Otavio, Plinio Marcos, quanta gente interessante. E que clima cordial, quente e amigo naquela redação...
Tide , excelente cozinheiro, tem saudades de alguns pratos de antigamente nos restaurantes, sumidos completamente: arroz de Braga, dobradinha!
E vai contando: o velho dono da Editora Martins o convidou, século passado, pra fazer as capas de três livros do Jorge Amado.Passou semana, passou mês, passou um ano, Tide volta lá com as três capas. O seu Martins diz: "Mas que coincidência, sabe quem está aqui? O Jorde Amado".
Claro que já tinham saído os livros, com as eternas capas do Carybé. Tide ganhou um, com dedicatória do grande escritor: "Ao Tide, com admiração, do Jorge Amado".
Você tem o livro, Tide? pergunto, porque sei da enormidade de coisas que ele guarda na casa, no escritório. "Tenho sim, lá no sítio". Já eu duvido...
Aristides Hellmeister. Que felicidade juntar amigos assim, ele, Vasco, e eu.
As mesmas pessoas,passados tantos anos. Os amigos são o sal da Terra.
Outro dia conto mais história dos bastidores das redações que esses amigos queridos lembraram, lá nos tão ricos e dourados anos 60.
É do Tide o projeto gráfico do meu livro que sai breve, ao qual ele próprio deu o nome, bom tituleiro que é: "Suplemento Literário-Que falta ele faz!"

terça-feira, outubro 10, 2006

Revista Piauí

Ainda não li, mas soube que foi lançada um nova revista de cultura no país, pelo João Moreira Salles e Editora Abril Chama-se "Piauí", ninguém sabe explicar por que, acharam um nome legal, sofisticado, talvez, chic, coisa assim. A tiragem é de 20 mil exemplares.
Disse o diretor de redação, ou editor, que será um misto de New Yorker com reportagens. E poderá colaborar gente de qualquer ideologia,"desde Stalin ao pessoal da propriedade". Desde que escreva bem e seja divertido, legalzinho, entende?

By the way, como diz essa gente, freqüento sempre o blog do grande Mario Bortolotto e dia desses havia um recadinho lá, de uma moça Mônica. Houve uma grande discussão em cima do texto do Mirisola, que fora censurado na Zero Hora, e era sobre a tal Flip de Paraty. O cara acabou com tudo e todos, inclusive com o patrocínio do Unibanco e parece que essa foi a causa de sua desgraça, eu creio. Censuraram. O Bortolotto publicou, o Uol abriu e encheu de gente de fora, que não costuma freqüentar o blog. Essa mocinha, então, disse que o Bortolotto deveria conhecer o Moreira Salles, gente finissima, e que para a revista dele , a tal "Piaui, a gente trabalha até de graça... "
Bortolotto respondeu, citando Rô Rô, que não quer conhecer ninguém, já conhece gente demais.....
Bom, vai daí que eu não posso ver gente falando que trabalha de graça pra qualquer órgão de imprensa, especialmente para revista de filho bem intencionado de banqueiro, e entrei dizendo que ao que consta, a direção da revista, composta por dois jornalistas famosos, não o faz de graça, essas pessoas não fazem caridade. Por que o resto, menos cotado, teria de fazer?
Soube também que na tal feira de Paraty a futura " Piaui" fez um workshop com a meninada jornalista, e escolheu 6 para um estágio de dois meses lá. Eu, que sou jornalista há pelo menos 30 anos e conheço as manhas todas, pergunto:
1- Por que contratar estagiários? Hoje o mercado faz isso para aviltar os salários dos profissionais e explorar esses estudantes. Tanto que vão rodiziar, o contrato foi por dois meses...Estagiários, sabemos, ganham cerca de 300,00 por mês, em geral.
2- Por que estagiários se há muitos excelentes jornalistas profissionais no mercado?
Dirão que é porque não querem gente viciada, eu conheço essa e nem me dou ao trabalho de argumentar, tá na cara o que eles querem.
O Brasil precisa de publicações culturais, claro. Mas com essas tendências iniciais, não sei não.
Não estou confiando que algo bom possa sair de uma direção de redação que diz que vale só o escrever bem.
Gostaria de saber se eles publicarão um lindo e bem escrito texto a favor da eugenia, ou da utilização de negros africanos pobres para as experiências das multinacionais farmacêuticas. De nada duvido. Se for estético...
Só sei que quando o Antonio Candido lançou o Suplemento Literário, ele enviou um projeto aos donos do Estadão propondo pagamentos tres vezes maiores que os dos mercado para os colaboradores. Mas existe um abismo entre o Suplemento Literário e a Piauí. Vou tentar ler.
De qualquer forma, recomendo uma ótima revista de artes que existe no mercado há um ano, a Bien'art, da Fundação Bienal de São Paulo. Fala de artes plásticas, arquietura, design, cinema, teatro, etc. É séria e bela.