La aurora de Nueva York tiene cuatro columnas de cieno y un huracán de negras palomas que chapotean las aguas podridas.
La aurora de Nueva York gime por las inmensas escaleras buscando entre las aristas nardos de angustia dibujada.
La aurora llega y nadie la recibe en su boca porque allí no hay mañana ni esperanza posible. A veces las monedas en enjambres furiosos taladran y devoran abandonados niños.
Los primeros que salen comprenden con sus huesos que no habrá paraíso ni amores deshojados; saben que van al cieno de números y leyes, a los juegos sin arte, a sudores sin fruto.
La luz es sepultada por cadenas y ruidos en impúdico reto de ciencia sin raíces. Por los barrios hay gentes que vacilan insomnes como recién salidas de un naufragio de sangre.
Liguei a TV na sexta -feira à noite e não conseguia mudar o canal, pasma, perplexa, sei lá o que. Homens e mulheres vestidos de frango e ensacados por um plástico transparente suavam dentro de um forno- eram indicados por telespectadores para entrar e sair-- e quem ficasse mais horas nessa porra de prova ganhava nao sei o quê. No início, um desenho de um olho alertava: "Crianças! Não façam isso em casa, não ponham a cabeça dentro de saco plástico!" (Bom, isso era depois das 22 horas. Imaginem hoje que brincadeira boa pra criançada).
Comentei com um amigo e ele perguntou:"O patrocínio era do campo de concentração Spandau ou da Knorr?"Acertou na mosca: Knorr.
Era isso aqui, segundo a net
Foram 9h30 de competição. Vestidos de frangos e "ensacados", os BBBs precisaram entrar em um forno cenográfico. O público podia interferir totalmente na prova escolhendo qual grupo (Azul, Laranja, Vermelho e Verde) deveria assar no local, por meio do site oficial do programa. Quando um barulho era emitido, o time que tivesse dentro do forno deveria sair para que a outra equipe entrasse. Se o público escolhesse a mesma, ela deve deixar o forno e depois retornar novamente. E foi assim até o fim. Por volta de 8h45, restavam Jaqueline, Talula e Adriana. A loira acabou desistindo, pois já sentia muito cansaço e tremor nas mãos. Poucos minutos depois, Talula, chorando, disse que abria mão da liderança por Jaqueline e também deixou a prova. "Eu ia ficar até o final. Você merece, amiga", declarou, tirando a fantasia.
É a melhor profissão do mundo o jornalismo (às vezes), acrescento parenteses à tese do García Márquez. Ao menos quando a gente vai conhecer quem nunca conheceria. De que outra forma eu passaria uma tarde em uma vila simples do Cambuci, com Paulo Vanzolini, nosso grande cientista/ sambista paulista? Poderia nunca ter falado com ele, não é mesmo? Então, às vezes esta é a melhor profissão do mundo, não é colegas? Quanta gente fina se conhece ( mas também, quanto sujeito/a nefasto/a, enfim, nada é perfeito) Vanzolini autor de maravilhas como Ronda , Volta por Cima, Capoeira do Arnaldo, Cuitelinho, a engraçadesima Juizo Final, etc e etc e etc.
Ele é casado com Ana Bernardo, filha do Arturzinho, dos Demônios da Garoa, que já se foi. Ronda- que tempos são estes!!- é escrito assim HONDA no Youtube e também por muitas pessoas que pedem, em guardanapos, para Ana cantar, nos bares- Ana é ótima cantora.
Foi gravada por mero acaso pela Inezita Barroso, amiga do Vanzolini e de sua primeira mulher, em 1953. Ela convidou a amiga para assistir à sua primeira gravação de Marvada Pinga. Paulo foi junto. Chegando lá, precisava de outra música para o lado B. Inezita nao sabia que disco tinha lado B, gargalha Vanzolini. Então, como eu estava ali mesmo e podia autorizar resolveu: "Bom, só se eu gravar Ronda". E foi.
Mas ele nunca ligou muito pra essa música, conta o compositor. Gravada por muitos, teve a versao definitiva com Marcia, cantora paulista bissexta de voz quente e macia, em 1977.
Compôs quando ele frequentava a zona, boêmio jovem. Imaginou uma mulher que rondava os bares atrás do amante. Quem diria que Ronda seria o hino de São Paulo, retomado por Sampa, do baiano?
E Volta por Cima? Sucesso nacional com Noite Ilustrada. "Desse samba, todo mundo dá ênfase à volta por cima. Mas esquece o" reconhece a queda", o mais importante", diz Vanzolini.
Família paterna oriundi de Pesaro, na região de Marche, a mesma dos meus avós, perto de Macerata, a terra do meu avô paterno que nao conheci. O pai dele, professor de engenharia da Poli. De quem herdou a veia poética? Ele acha que desse avô de Pesaro, que traduziu Lucrécio. Cientista premiado da Zoologia, reconhecido internacionalmente, disse que nao tem muitos sambas, uns 60, o que é pouco pra um sambista de rua.
Samba toma muito tempo para compor e ele nao tinha tanto. E tem reconhecimento?
"Conheceu Geraldo Filme? Ele dizia que sambista de rua morre sem glória..."
Abdullah Ibrahim visita a ilha onde Nelson Mandela esteve preso durante 27 anos. A musica era proibida na prisao.Uma vez, um advogado conseguiu tocar um disco de Abdullah,bloqueou a portas da sala de controle e, pelos alto-falantes, Mandela ouviu o primeiro som de música em décadas. A vida, às vezes, parece ficção. Tirei essa maravilha do lindo site do desenhista portugues Fernão Campos
Recebi esse texto do meu amigo Victor Passos, lá dos altos de Santa Tereza (RJ), sobre um amigo dele que se foi, nao conheci, mas ele sempre citava esse inesquecivel nome Oderfla- Alfredo ao contrário. Evoé Oderfla! Ah, nada como a palavra pra ser nosso escudo. Mas pena que o Victor nunca apostou na escrita literária -- cronica, poesia, etc,-- que ele faz muito bem e fica só coçando a vasta barriga sentado nos bares de Santa, aposentado de tantos decadas de jornalismo," um carrapato a serviço do fato". Toma tento, garoto!
Lá se foi o Fla-Fla, meu maestro, meu guru nos altos de Santa Teresa, meu conselheiro. Aquele moreno-mulato! Baixinho, cabelo e barba cerrada. Aquele mouro! Falava rente ao meu nariz e em voz alta, exacerbando seus conceitos, suas verdades... Lá se foi meu velho, meu mestre de cerimônias. Aquele gaiato! Foi ele que escancarou as portas de sua casa numa festa de fim de ano, onde conheci minha segunda mulher. E onde ouvia a sua música, aos goles de suas “confusões de laranja”. Ou de pera, uva, maracujá, de não sei que lá... Aquele curandeiro! Misto de coleguinha e músico, tocava seus tantãs, seus atabaques, tumbadoras, bongôs, toda sua percussão. Aquele batuqueiro!Comparava as mulheres, seu grau de beleza, pelo tamanho das igrejas. Havia as capelinhas, as catedrais e as basílicas!!! Meu efêmero companheiro de trabalho, das noitadas saudosas no Pardelas, ou do “Bar delas”, como preferia. Ou ainda no Adolfo, dividindo o exíguo espaço com os bondes e com os biriteiros, que imploravam cerveja ou cachaça e o velho lá dentro, nem aí: “Aqui todo mundo tem que esperar”... Então chegava aquela figura tonitruante. E comandava pra dentro do balcão: Adolfo, abre isso aqui! E logo depois a porta se abria. Entrava e ficava um tempo ajudando o velho a atender a sua distinta freguesia, enquanto tomava uma birita e pegava um maço de cigarros. Depois saía para expandir sua verborragia... Aquele periodista! Quanta história pra contar. Era como na música do Chico: “um pouco jogado fora, um pouco sábio demais”. Vasco doente, se não me traem os buracos da memória. Solidário com os desvalidos, com os desgarrados, com os desempregados, com os bêbados, os mendigos, as damas da noite... Pois é. Lá se foi meu camarada. Há muito não o via, ignorava o seu paradeiro. Sumiu de Santa. Deixou o Curvelo.“Tudo na vida é passageiro menos o condutor e motorneiro”. Perguntava por onde andava, se por aqui ainda estava, agora sei, partiu desta e levou consigo seu aforismo recorrente... “Quem não morre não vê Deus”. Saravá! Evoé!
ST, 28-29/01/11 victor passos Oderfla Silva Almeida, Alfredo ao contrário, jornalista e músico, 75 anos.Morreu sábado, 22/01/11, depois de sofrer as sequelas de um AVC. A mão de Deus levou. Vai ter furdúncio no céu.
O que pensa sobre a classe média alta que discute filosofia nas academias de ideias?
Alguma coisa está muito errada quando madame, em vez de gastar suas tardes num shopping comprando sapatos, perde seu tempo ouvindo um viadinho falando de Schopenhauer na Casa do Saber. Eu acredito, inclusive, que essa é a explicação para a onda de terremotos, tsunamis e enchentes que temos sofrido nos últimos dias. A natureza tem de reagir de alguma maneira, você não acha?
Jornalista e escritora, autora de Suplemento Literário-Que falta ele faz! : Tinhorão, o Legendário; As Dez Mil Coisas (poesia) e do e-book Jornalismo Século XXI- O modelo #mídia NINJA
VIVA BABEL
Notícias de Babel.
O título homenageia Xose Velo Mosquera, Pepe Velo, professor, poeta, revolucionário galego, que criou o lema e viveu por ele.
Sonhos de Leonardo
CRUEL
Sérgio Sampaio
Tudo cruel, tudo sistema Torre Babel, falso dilema É uma dor que não
esconde o seu papel São Carlos, morro, Borel Eu subo e nunca estou no céu
Torres
Orides Fontela
Construir torres abstratas
porém a luta é real. Sobre a luta
Nossa visão se constrói. O real
Nos doerá para sempre
CONTADOR DE ACESSOS - 06/03/2009
Páginas que revelam uma época . Autora discute legado do Suplemento Literário,
editado nos anos 50 e 60 (clique na imagem para ler)
Uma análise da relação entre imprensa e cultura. No prefácio do livro, Antonio Candido relembra
o contexto em que surgiu o Suplemento (clique na imagem)
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