sexta-feira, dezembro 03, 2010

Mário de Sá-Carneiro

O poeta, por Almada Negreiros



Eu não sou eu nem sou o outro,

Sou qualquer coisa de intermédio:

Pilar da ponte de tédio

Que vai de mim para o Outro.

Lisboa, fevereiro de 1914
Estes versos do grande poeta português, que se suicidou aos 26, grande amigo de Pessoa -- que lhe dedicou um belissimo poema, sobre a amizade --, parei para ler, encantada, numa estação de metrô, não me lembro qual.
As pessoas correndo, será que alguém , como eu, pára pra ler poesia em meio aos desvãos da metrópole?Acho que sim.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Construtora Exto- 2, noite de quinta

A inominável construtora, nao satisfeita por enlouquecer os moradores da rua Caiowáa o dia inteiro, à noite faz descarregamento de materiais, em enormes - e naturalmente barulhentos- caminhões.
Colocarei aqui, todos os dias, os acontecimentos, porque a pesquisa Exto no Google está ficando ótima, como todos esses posts de reclamações.

Woody Allen e a descida aos infernos

Desconstruindo Harry

"Sétimo andar, mídia, desculpe mas todos os lugares estão tomados".

Ele só se esqueceu da Construtora Exto.

Quinta é dia de Exto contra moradores da Caiowá: das 7h30 às 19 horas/Atualizada

Ou quarta ou quinta-feira, os caminhões de cimento da Engemax, a serviço da Construtora Exto, chegam às 7h30 da manha e só saem quando sabe Deus.
Enquanto isso, o barulho é infernal.

E às 17h50, quando já foram embora os ene caminhões da Engemax, e a vizinhança pensa que mais um tormento acabou, ao menos hoje, o outro caminhão, acoplado aos iniciais, inicia seus roncos acho que para expulsar o resto de cimento e , assim, aproveita a Exto para enlamear a rua, que depois, será lavada mal e porcamente.

A baderna terminou às 19 horas, exatamente 9 horas e meia depois que começou.

Outro problema é o trânsito, em rua de mão dupla, atravancado várias vezes por um segundo caminhão, esperando o primeiro sair.

Como é terra de ninguém, nem CET, nem qualquer fiscalização da assim chamada prefeitura paulistana jamais apareceu.

Na era da nanotecnologia, da engenharia genética, da reprodução assistida, da comunicação instantânea, é impossível que não se tenha chegado a uma nova solução para substituir antediluvianos caminhões misturadores de cimento e o processo de transfusão para a obra.
Certamente em outros países isso já mudou. Quem sabe aqui mesmo, mas deve ser mais caro...

Mas é de se pensar em uma ação judicial contra a Exto, por obstrução do direito ao trabalho e ao estudo.
Bom, agora vou trabalhar...

segunda-feira, novembro 29, 2010

Outro tempo

Letra de Paulo Cesar Pinheiro, voz de Moyseis Marques

sábado, novembro 27, 2010

Rio de Janeiro, 2010








Complexo do Alemão-Rio de Janeiro






É fato que podem matar, mas a reposição é farta e barata. E como ao que tudo indica, a linha do consumo é fato e está aí pra ficar, desde os princípios do século 20, desde os príncípios do tempo, quando o homem inventou a civilização e o vício, o paraíso e o inferno.


Trecho de artigo de Liu Sai Yam

Nego Dito: rock and rush em São Paulo

sexta-feira, novembro 26, 2010

Luis Trimano, um dos nossos maiores ilustradores


Foto:Tizulo Shiraiwa
Tenho a maior admiração por este grande artista, o grande mestre de uma geração de ilustradores brasileiros nos anos 1970. No seu blog, assim se apresenta:

O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.

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Nasci em Buenos Aires em 1943, onde estudei artes plásticas e ilustração. Fiz a primeira exposição individual em 1964, ilustrando "Poemas de la pampa seca", de Juan Ricardo Nervi. Entre 1960 e 1968, fiz 4 exposições individuais e uma retrospectiva em Buenos Aires. Vim para São Paulo em 1968, onde trabalhei como caricaturista e ilustrador dos principais jornais diários e da imprensa alternativa. Em 1974 mudei para o Rio de Janeiro. Meus trabalhos mais importantes estão reunidos no livro "Trimano, Desenhos e Ilustrações, Editora Relume Dumará, 1997.


Geração beat