terça-feira, março 08, 2011

Julieta Barbara, prazer em conhecer

Julieta Barbara foi mulher de Oswald de Andrade e de Mario Schemberg. Poeta, pintora, morreu em 2005 com seus mais de 95 anos. Vai passar esta quinta, na TV Cultura, um documentário do José Roberto Aguilar sobre ela. Imperdível

Amar de Bárbara from Confraria Produções on Vimeo.

Ensaio sobre a cegueira nos muros de Oporto

O artista portorriquenho Rafael Trelles foi convidado, em 2010 , a exibir seu trabalho na cidade portuguesa de Oporto, pela
5a Bienal Internacional de Design do Douro. Decidiu fazer uma arte baseada no livro de Saramago, Ensaio sobre a Cegueira, e apropriou-se da tela de Pieter Brueghel, o Velho, de 1568- A parábola do cego -- o mesmo que fez a Torrre de Babel que é a imagem deste blog.

Vestiu seus personagens como executivos e financistas, responsáveis, com sua cegueira, pelas crises econômicas que levam este mundo ao buraco.

Maravilhoso, prestem atenção , no fim, no quadro do Velho que o inspirou. A Arte, só a Arte.
Quem mandou essa perola foi o Jô Fevereiro.

segunda-feira, março 07, 2011

domingo, março 06, 2011

Vinícius, sempre



Poética - Vinicius de Moraes

"De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
Meu tempo é quando."

Vinicius foi minha paixão adolescente, desde que li "Para uma menina com uma flor". Um dia , muito tempo depois, me pautam pra entrevistar o poeta. Tive de chamar uma colega pra fazer a entrevista junto, era muito pra mim. Num apê em frente ao Mackenzie, ele estava hospedado na casa de Marilia Medalha. Umas duas da tarde, ele recém-acordado. O fotografo fez belissimas fotos dele tomando café, tenho até hoje.

Mas acho que ele acordou mesmo no fim da entrevista.
García Marquez tem razão, o jornalismo é a melhor profissão do mundo.
Às vezes, como nesta. Já o Tom, nunca me pautaram, infelizmente.
Ele era um príncipe

Jobim lê Drummond

sábado, março 05, 2011

Um poema de Breton

Um homem e uma mulher absolutamente brancos

Tradução do poeta português António Ramos Rosa

Lá no fundo do guarda-sol vejo as prostitutas maravilhosas
Com trajes um pouco antiquados do lado da lanterna cor dos bosques
Levam a passear consigo um grande pedaço de papel estampado
Esse papel que não se pode ver sem que o coração se nos aperte nos andares altos de uma casa em demolição
Ou uma concha de mármore branco caída no caminho
Ou um colar dessas argolas que se confundem atrás delas nos espelhos
O grande instinto da combustão conquista as ruas onde elas caminham
Direitas como flores queimadas
Com os olhos na distância levantando um vento de pedra
Enquanto imóveis se abismam no centro da voragem
Nada se iguala para mim ao sentido do seu pensamento desligado
A frescura do regato onde os sapatinhos delas banham a sombra dos seus bicos
A realidade daqueles molhos de feno cortado onde desaparecem
Vejo os seus seios que abrem uma nesga de sol na noite profunda
E que se abaixam e se elevam a um ritmo que é a única exacta medida da vida
Vejo os seus seios que são estrelas sobre as ondas
Seios onde chove para sempre o invisível leite azul

quarta-feira, março 02, 2011

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Ferreira Gullar

O que eu penso sobre ele é: o poeta é maior do que o homem.

Disse uma bela frase: " A Arte existe porque a vida não basta".

Mas a mim nao convence, porque eu entendo que a vida não é separada da Arte. Talvez não tenha entendido bem, mas é o que posso oferecer.