quarta-feira, março 14, 2012

Poesia para quem precisa 2: a poesia é para comer

Vou postar de novo esse lindo video do livro A poesia é para comer, onde tem um poema meu. Muito delicado. E o livro organizado pela Ana Vidal é lindo. Lembrança mais que apropriada no nosso Dia Nacional da Poesia.

Poesia para quem precisa, Dia Nacional da Poesia

The Lamb-William Blake, por Patti Smith

terça-feira, março 13, 2012

Ariel Palacios escreve no Estadão sobre a censura e cita Facebook

“O despertar da criada”, obra que gerou grande ziquezira em terras portenhas Artigo do correspondete do Estadao na Argentina Ariel Palacis, 12/3/2012 http://blogs.estadao.com.br/ariel-palacios/o-despertar-da-criada-um-nu-cujo-pecado-era-nao-ser-mitologico-e-de-bonus-track-um-nu-kirchnerista/ “O despertar da criada”, ou, como foi conhecido por seu nome em francês, “Le lever de la bonne”, quadro de 1887, foi pintado pelo argentino Eduardo Sívori (1847-1918). A obra foi enviada o Salão de Paris daquele ano. Ali, na França da Belle Époque, onde a sensualidade começava a aflorar, deixando de lado os tempos vitorianos que imperavam na Europa, o quadro de Sívori – que mostrava uma criada nua acordando em sua prosaica cama no quarto de doméstica – não teve repercussão significativa. Mas, ao voltar à Buenos Aires, o Despertar da criada provocou um ciclópeo escândalo. O motivo da polêmica não era o nu em si, já que a imagem de mulheres e homens nus era comum nos quadros da época. O fato que incomodava de verdade a sociedade local era a imagem de uma mulher pobre, nua, morena. E não o nu de mulheres loiras, com as formas dos cânones de beleza da época, ambientado em um cenário de mitologia greco-romana ou alegorias. A outra alternativa para os pintores do século XIX era o de ambientar seus nus em um lugar exótico, por exemplo, o Império Otomano. Desta forma, Jean Auguste Dominique Ingres (1780-1867) fez “Le bain turc”, que mostra uma miríade de jovens totalmente nuas (bom, algumas tem uns colares) em uma sauna de um harém na distante Constantinopla. No caso de Sívori e sua criada, o nu ocupa quase todo o quadro. Ela está sentada em uma cama, em um quarto simples, sem decoração. É apenas o relato pictórico de uma mulher – uma doméstica – que, dona de fartos seios, está a ponto de levantar da cama, mas antes disso, coloca suas meias nos pés com calos. Sívori, ao voltar de Paris, mostrou seu quadro na Sociedade de Estímulo das Belas Artes. “Pornografia” foi o adjetivo mais disparado contra a obra. O quadro causou tal celeuma que os organizadores da exibição tiveram que mostrar o Despertar da criada a portas fechadas. Sequer seu nome em francês – língua da moda na época – ajudou a amainar o impacto causado. A obra – um dos principais quadros do Museu Nacional de Belas Artes em Buenos Aires – é atualmente vista com freqüência pelos estudantes das escolas primárias. Por qual motivo falar sobre o “Despertar da criada” hoje? Há tempos queria contar a história deste quadro. Mas, aproveitei a ocasião de que esta segunda-feira é o Dia da Livre Expressão do Nu, movimento que surgiu no Facebook ( http://www.facebook.com/events/353069764… ). O movimento protesta contra a censura peculiar existente contra alguns nus, inclusive o de “Origem do mundo”, de Gustave Coubert (mais detalhes sobre esta obra, aqui ).

Facebook não respeita leis brasileiras

O Facebook deixou passar o dia pela Livre Expressão do Nu, que contou com 1.800 participantes ( contra a censura a imagens como esta, a Venus de Ticiano, por ex.), e hoje começou a bloquear vários. As postagens eram acompanhadas do seguinte texto, pra estrangeiro ver "This postage of an artistic nude is part of a movement to rule out cultural Censorship in Facebook. Censorship goes against the constitution of my country. If Facebook operates here in Brazil it should respect its laws. - Article 5. IX. of the Brazilian constitution is clear: “expression of intelectual, artistic, scientific and communication content is free, independently of censorship or licence”. - Article 220 is even more clear: “manifestation of thought, creation, expression and information, under any form, process or means will not undergo restriction according to this Constitution”. -- § 2- It is forbidden any type of censorship of political, ideological and artistic nature." O poeta, ensaista, tradutor, professor Claudio Willer conta a mensagem que recebeu de uma das coordenadoras do movimento, escritora e jornalista Célia Musili: Willer, amanheci bloqueada, querem que eu remova todas as fotos "indecentes" que publiquei, ou seja, fotos de nus. Eis a mensagem que recebi: Para manter a sua conta ativa, remova todas as fotos que contenham nudez ou apelo sexual. Marque a caixa ao lado de cada foto que deve ser removida. Se conseguir avisar os amigos no meu mural , agradeço. Por favor, coloque a mensagem deles de bloqueio e a seguinte mensagem minha: "A censura do Facebook exige que eu remova do meu perfil fotos de nudez que, na minha concepção, são fotos de valor artístico. Participei do movimento pela Livre Expressão do Nu, um movimento estético do qual me orgulho, uma guerrilha cultural. Na minha opinião, o pedido para que eu remova as fotos - condição sem a qual meu perfil não será desbloqueado - fere um dos meus direitos fundamentais: o de escolha. Não faço questão de estar integrada ao Facebook, a não ser para realizar meu trabalho, divulgar meus textos e fazer amigos. No mais, não aceito a política totalitária de uma rede social que se diz aberta e democrática. Remover minhas fotos neste momento, me parece um pacto com um politicamente correto tacanho, anacrônico e discutível. Não posso concordar em deletar obras de Michelângelo, François Boucher, Tintoretto, Mapplethorpe, John Collier ,Marcs Quinn, David Hamilton e outros expoentes da pintura e da fotografia. O que o Facebook pratica com seus usuários fere a ética e se chama ABUSO DE PODER. Pode ser que um dia volte à rede por outras razões. No momento não me interessa porque não vou pagar penitências à Cyber Inquisição. Se mais pessoas se recusassem a serem "politicamente corretas", o FB seria obrigado a rever suas regras, em vez de se tornar cada vez mais ABUSIVO e intransigente. Agradeço aos amigos e aos 1800 participantes da manifestação pela Livre Expressão do Nu." (Célia Musilli)

segunda-feira, março 12, 2012

Foto Pedro Martinelli

O reporter fotográfico Pedro Martinelli, querido amigo e colega de redação inesquecivel, foi o primeiro, no início da decada de 70, a fotografar os Paraná, indios gigantes. Esta foto saiu na primeira página de O Globo. Postei tambem no Facebook no dia da Livre Expressão do Nu.

Dia da Livre expressão da nudez no Facebook Brasil

Marylin Monroe A campanha contra a censura no facebook, acompanhando a data marcada pela organização Repórteres sem Fronteiras pela liberdade de expressão na web é um sucesso. No momento, cerca de 1.700 pessoas participam do evento no Um dia no FB, só nus., é um sucesso pela liberdade de expressão na internet, pela Livre Expressão do Nu no Facebook.Continuamos. Juristas já estudam uma "cause", pois qualquer empresa estrangeira sediada no Brasil deve respeitar as leis do país e não impor as suas. http://www.facebook.com/events/353069764724065/ As postagens são acompanhadas do seguinte texto, pra estrangeiro ver This postage of an artistic nude is part of a movement to rule out cultural Censorship in Facebook. Censorship goes against the constitution of my country. If Facebook operates here in Brazil it should respect its laws. - Article 5. IX. of the Brazilian constitution is clear: “expression of intelectual, artistic, scientific and communication content is free, independently of censorship or licence”. - Article 220 is even more clear: “manifestation of thought, creation, expression and information, under any form, process or means will not undergo restriction according to this Constitution”. -- § 2- It is forbidden any type of censorship of political, ideological and artistic nature.

domingo, março 11, 2012

Sugestão de pauta-12 de março, Dia da Livre Expressão do Nu

12 de março, Dia da Livre Expressão do Nu Há duas semanas, teve início uma manifestação no Facebook pela livre expressão do nu que começou com um grupo de cinco pessoas e hoje reúne mais de 1200. A iniciativa é uma reação aos casos de censura exercidos pela rede social, sendo o mais conhecido o do francês que postou a tela A Origem do Mundo, de Gustave Courbet, e teve seu perfil deletado, o que gerou um processo que depois o usuário ganhou na justiça. A mesma rede social já censurou fotos de uma boneca nua e de mães amamentando filhos, chega a ser estarrecedor este moralismo exercido à revelia mesmo em países cujas Constituições garantem liberdade de expressão, como no caso do Brasil. Sabemos que a rede tem regras próprias, mas a censura deve ter limites, sabendo discernir a arte, o nu espontâneo ou de protesto da pornografia. Ao iniciar este movimento, seus integrantes começaram a ser bloqueados em série no Facebook, seis organizadores do movimento já tiveram suas contas censuradas por até 24 horas e pessoas que se manifestam a favor da movimento também são ameaçadas recebendo, até mesmo, avisos de possível bloqueio da sua conta pela rede, em caso de adesão. Nem mesmo obras da pintura clássica, como O nascimento de Vênus de Botticelli, tem escapado da fúria dos censores. Assim como obras de Matisse, Paul Devalux e fotografias de nu artístico. Além da Godiva de Salvador Dali. Nesta segunda-feira, 12 de março, o grupo envolvido nesta manifestação pretende postar em massa imagens de nus na rede social, assim como textos que embasem a sua proposta. A data marca o Dia da Livre Expressão, em consonância com uma iniciativa da organização Repórteres Sem Fronteiras. Entre os manifestantes que se uniram na rede social em torno do Dia da Livre Expressão do Nu, encontram-se professores, jornalistas, fotógrafos, artistas plásticos, escritores, poetas, sociólogos, psicanalistas, enfim, cidadãos que não aceitam ações descabidas de censura. Neste sentido, solicitamos a atenção da mídia no dia 12 de março quando nossas ações no Facebook irão representar o pensamento das pessoas que elegeram o nu como um emblema de liberdade, pela diversidade que engloba o nu de protesto, de humor, arte e erotismo. Não é possível que no século 21, pinturas renascentistas sejam encaradas como obscenas por uma rede que se pretende aberta e democrática. Será que a Santa Inquisição foi substituída pela Cyber Inquisição? Fica a pergunta. Caso tenham interesse em divulgar esta notícia, por favor, visitem a página do evento "Um dia no FB, só nus" onde expressamos nossa opinião em textos e imagens. http://www.facebook.com/events/353069764724065/ Caso tenham interesse em cobrir esta manifestação no dia 12, queiram, por gentileza, entrar também em contato conosco. Gratos, Organizadores do Dia da Livre Expressão do Nu

Lady Godiva por John Collier

sexta-feira, março 09, 2012

Os homens precisam queimar cuecas em praça pública

É a primeira vez que leio um brasileiro, jornalista, e blogueiro, refletindo sobre essa questão. No distante ano 2000, quando eu estava no Estadão, fiz uma longa materia com Robert Bly, poeta norte-americano que trabalha com grupos de homens e com um psicologo. Juntos eles levaram a uma penitenciaria seu trabalho,e conseguiram reduzir drasticamente a reincidência. Descobriram que a maioria dos presos, negros, e pobres, nunca teve pai.A figura masculina não está mais presente como estava, com a revolução feminina. Homens ficaram e ainda estão confusos. Qual o seu papel? O que fazer? E, como são avessos a falar sobre seus problemas intimos, sofrem calados. Está mais que na hora de quimar cuecas em praça publica, gostei do japa. Homens, libertem-se! Precisamos queimar cuecas em praça pública http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/03/08/precisamos-queimar-cuecas-em-praca-publica/ "Afinal de contas, o feminismo pode ser, literalmente, um pé no saco para muitos, mas não mata ninguém. Já o machismo…'

domingo, março 04, 2012

Sobre a censura no facebook

Um artigo esclarecedor e importante do poeta, ensaista, tradutor,professor Claudio Willer, sobre a censura no Facebook. Não é brincadeira, não é bobagem a censura, nunca. "Donos" de redes sociais não podem se sobrepor a leis. http://claudiowiller.wordpress.com/2012/03/04/ainda-a-censura-no-facebook/#comment-386 Ainda a censura no Facebook Já havia observado que gostei de associar-me ao Facebook. Abro a página inicial, vejo postagens de poesia de qualidade, imagens, vídeos, áudios. Obviamente, de entremeio a muita coisa que interessa menos. E que ignoro, abstraio. Além disso, o Facebook funciona como serviço: posso divulgar publicações e apresentações, poupando-me de enviar séries de e-mails, que por sua vez me dispensavam de enviar convites pelo correio. E sou achado por leitores … ! Contudo, a existência de censura introduz um desagradável ruído na funcionalidade da rede social. Tratei disso em postagem anterior, http://claudiowiller.wordpress.com/2012/02/25/contra-a-censura-sempre/ , a propósito das imagens dos poetas beat Allen Ginsberg e Peter Orlowsky posando nus, postadas por Rubens Zárate e suprimidas pelo Facebook. Combinamos – por sugestão de Claudio Daniel, Elizabeth Lorenzotti, Máh Luporini e outros colegas – um bombardeio de imagens de nudez e afins, culminando com algo em maior escala a 12 de março, transformado em efeméride contra a censura. A consequência, por enquanto, foi a retirada pelo Facebook de reproduções de quadros do surrealista belga Paul Delvaux, postadas por Máh Luporini; fotos de nus artísticos, inclusive a consagrada foto de Yoko e John Lennon, por Paula Freitas; outras imagens postadas por Célia Musili; um soneto de Bocage… Isso, e bloqueios temporários das respectivas páginas com advertências de violação dos ‘padrões da “comunidade” do Facebook’, tal como expostos em https://www.facebook.com/communitystandards/ . Para efetuar tal controle, o Facebook emprega “moderadores de conteúdo”, como relatado em http://www1.folha.uol.com.br/tec/1050141-funcionario-revela-cartilha-para-censores-do-facebook.shtml É censura. Que, nos casos aqui registrados, colide com a legislação brasileira, a começar pela Constituição: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e a propriedade, nos termos seguintes: IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença Art. 220º A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição. § 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. Como o Facebook está atuando no Brasil, deve ser enquadrado. Quando Howl and other poems (Uivo e outros poemas) de Ginsberg foi retirado de circulação, a defesa da obra e de seu editor foi vitoriosamente, assumida, em um caso que marcou época, por uma entidade, a “American Civil Liberties Union”. Além disso, as práticas do Facebook são desrespeitosas, ofensivas. Devemos nos recusar a ser tutelados, tratados como incapazes ou algo assim. E subordinar a legislação brasileira aos estatutos de uma corporação multinacional é, evidentemente, intervenção colonialista. A presente mensagem tem características de garrafa jogada ao mar, com a expectativa de encontrar juristas ou entidades que se disponham a fazer isso (há representação ou sucursal brasileira do Facebook? ou o foro teria que ser lá fora?). Algumas observações adicionais: Há precedentes. O episódio da exibição de L’origine du monde (A origem do mundo) de Gustave Courbet, mostrando o que vem antes do ventre de uma mulher, garantida na justiça por um usuário francês e desde então circulando livremente. Para ilustrar como algumas mudanças são lentas: entre a criação desse quadro, de 1866, e sua exposição pública no Musée d’Orsai em Paris, em 1995, passaram-se 129 anos… Aderir ao Facebook, serviço gratuito, não implicaria aceitar seus termos? Não: utilização da rede social é fonte de renda, de faturamento em publicidade, determinando o multibilionário valor dessa rede social. Adesão é um contrato; e contrato algum pode alterar leis ou sobrepor-se a elas. O Facebook só poderia cercear aquelas manifestações expressamente vedadas pela legislação brasileira – felizmente bem liberal, vide a jurisprudência já formada em torno dos debates sobre o uso de “drogas”. Meios de comunicação, jornais, revistas, emissoras, fazem isso, filtram, selecionam o tempo todo, argumentam alguns. Há diferenças, porém. Nenhum desses veículos se apresenta como sendo comunitário. Neles, o espaço é limitado, justificando seleção e editorialização. Nas redes sociais e ferramentas de busca, o espaço é infinito. Sua utilização e alimentação de conteúdos cabe ao usuário, não à empresa mantenedora (diretamente, nas redes sociais; indiretamente nas ferramentas de busca, que exibem páginas de terceiros). Se não fosse assim, poucos adeririam. Usuários teriam, em princípio, o direito de não querer ver páginas com fotos de Allen Ginsberg ou quadros de Paul Delvaux. Sim – e podem exercer esse direito, apagando-as de suas páginas. Filtragem pessoal não é censura, evidentemente. Na minha casa e nas minhas páginas entra o que eu quiser. O bombardeio de imagens de nudez e afins está produzindo resultados. A censura do Facebook se tornou errática, confusa (páginas mantidas por mulheres estariam sendo objeto preferencial de intervenção? nas minhas postagens, ninguém mexeu ainda). Com a proliferação dessas postagens, irá tornar-se onerosa; obrigará à contratação de exércitos de censores. Somada à possível intervenção pela via judicial e à multiplicação do escândalo (que certamente repercutirá na imprensa), obrigará o Facebook a ceder. Avanços na liberdade de expressão são conquistados assim: palmo a palmo. Nesse momento, há dois grandes temas em debate, relativos ao meio digital. Um, a censura em redes sociais. Outro, as “políticas de privacidade” das ferramentas de busca, provedores de conteúdo e redes sociais. Quanto a esse assunto, se quiserem montar um “perfil” a partir de meus acessos e buscas, para comercializá-lo, então quero comissão… Chamarem a utilização comercial de informações pessoais de “política de privacidade” é, evidentemente, linguagem orwelliana.