segunda-feira, agosto 15, 2011

Soneto


Mário Faustino



Necessito de um ser, um ser humano
Que me envolva de ser
Contra o não ser universal, arcano
Impossível de ler

À luz da lua que ressarce o dano
Cruel de adormecer
A sós, à noite, ao pé do desumano
Desejo de morrer.

Necessito de um ser, de seu abraço
Escuro e palpitante
Necessito de um ser dormente e lasso

Contra meu ser arfante:
Necessito de um ser sendo ao meu lado
Um ser profundo e aberto, um ser amado.

domingo, agosto 14, 2011

Roberto Piva

"Eu sou uma alucinação na ponta dos teus olhos".

terça-feira, agosto 09, 2011

domingo, agosto 07, 2011

quinta-feira, agosto 04, 2011

domingo, julho 31, 2011

A Thing Of Beauty -John Keats



A Thing Of Beauty
From Endymion - Book I
John Keats (1795-1821)

A thing of beauty is a joy for ever:
Its loveliness increases; it will never
Pass into nothingness; but still will keep
A bower quiet for us, and a sleep
Full of sweet dreams, and health, and quiet breathing.
Therefore, on every morrow, are we wreathing
A flowery band to bind us to the earth,
Spite of despondence, of the inhuman dearth
Of noble natures, of the gloomy days,
Of all the unhealthy and o'er-darkened ways
Made for our searching: yes, in spite of all,
Some shape of beauty moves away the pall
From our dark spirits. Such the sun, the moon,
Trees old, and young, sprouting a shady boon
For simple sheep; and such are daffodils
With the green world they live in; and clear rills
That for themselves a cooling covert make
'Gainst the hot season; the mid-forest brake,
Rich with a sprinkling of fair musk-rose blooms:
And such too is the grandeur of the dooms
We have imagined for the mighty dead;
All lovely tales that we have heard or read:
An endless fountain of immortal drink,
Pouring unto us from the heaven's brink.

Nor do we merely feel these essences
For one short hour; no, even as the trees
That whisper round a temple become soon
Dear as the temple's self, so does the moon,
The passion poesy, glories infinite,
Haunt us till they become a cheering light
Unto our souls, and bound to us so fast
That, whether there be shine or gloom o'ercast,
They always must be with us, or we die.

terça-feira, julho 19, 2011

118 anos de Maiakóvsk i (19.7.1893 –1930)




Aos 66 anos da morte do poeta, escrevi em 1996

Por Vladímir Maiakóvski


Vladímir voz de veludo
Carcaça gigangte, eu te reverencio
Porque se passaram 66 anos
e passarão cem, e o século vai virar
e mais mil anos
e sempre resuscitarás a cada poema
E contibuarão a ler tua obra/vida
Com ou sem balalaikas

Ó delicado!
A iluminar, a brilhar
A libertar povo e poesia
Muita coisa jutna para um só poeta

E as misérias do cotidiano
E os amores servis
E os deserdados do mundo
Ó delicado!
Tudo mudou
nada mudou

É preciso que tudo mude, eles dizem
Para que tudo permaneça como sempre foi

Este o slogan do século 20
(Não o teu, não o nosso)

New York, Moscou, Praga
São Paulo ( Brasil, lá onde poderia existir um homem feliz)

As capitais engasgadas
Desenrolam suas misérias
Sérvios e coratas, afegãos
e nordestinos, cucarachos e africanos
judeus, palestinos, e curdos e tantos
sangram como talvez nunca
tenha sangrado o homem

Vladímir, foi bom
foi bom que teu tempo tenha se esgotado tão cedo

Quanto o poeta poderia suportar?


Resta-nos beber da tua fonte
Ó delicado!
E brilhar
Nossa vingança é brilhar
Brilhar sempre
Brilhar como o sol

domingo, julho 17, 2011

Do meu livro de poesias As dez mil coisas, no prelo

Está ficando bonita a diagramação, vai ser lançado na primavera

Criado-mudo


O rosário de jade sobre a Teogonia
O livro de Leonardo
Meu caderno de sonhos
Cristais de gengibre
A caixinha de Alhambra
A pedra cor-de-rosa
O hexágono da China
Potinhos de pedra-sabão de Minas
A obra em negro
Os escritos de Blake:
Tudo persiste porque tem um nome

sábado, julho 16, 2011