sábado, abril 11, 2009

A Biblioteca de Babel, no ar dia 21 de abril


A Biblioteca de Babel, no ar dia 21 de abril


Acabo de receber na lista de uma comunidade virtual de literatura da qual participo:


La Biblioteca Mundial Digital estará disponible en Internet a partir del 21 de abril. Siglos de historia y cultura reunidos a un click de distancia y con acceso gratuito. De eso se trata la World Digital Library, que va a contener la versión digitalizada de cientos de miles documentos, mapas, ilustraciones, manuscritos y grabados de las principales bibliotecas nacionales del mundo.
Bibliotecas y archivos del todo el mundo estarán reunidas en un proyecto conjunto para compartir online sus colecciones de incunables, mapas, ilustraciones, manuscritos y grabados, a través de acceso gratuito.
Después de casi cuatro años de preparación, la World Digital Library

www.worlddigitallibrary.org/project/english/

Biblioteca Mundial Digital) "abrirá sus puertas" a partir del próximo 21 de abril. En esta primera etapa estará disponible en siete idiomas -español, inglés, francés, portugués, árabe, chino y ruso-, además de contenidos adicionales en otros idiomas.
Un prototipo de sus contenidos ofrece la voz grabada del nieto de 101 años de un esclavo norteamericano, un planisferio del siglo XII, y fotografías brasileñas del siglo XIX.
A partir de la idea de James Billington, de la Biblioteca del Congreso de los Estados Unidos (www.loc.gov/index.html), el proyecto ha sido desarrollado por esa entidad y la Unesco, además de otros 32 organismos de todo el mundo, incluidas las bibliotecas nacionales de Irak, Egipto, Rusia, Brasil, Israel, Arabia Saudita y Uganda.

Además de documentos y grabaciones, el archivo digital también dispondrá de videos realizados por expertos en los que se explica la importancia de cada archivo y su relevancia histórica y cultural. Los usuarios podrán realizar búsquedas por lugar, época o tópico, y cada material tendrá a su vez enlaces a artículos y documentos relacionados que incluyen música, grabados, fotografías, bocetos arquitectónicos y otros archivos de relevancia cultural.

La Biblioteca Mundial Digital tiene como objetivo promover el entendimiento internacional, ampliar en Internet los contenidos en otros idiomas que no sean los occidentales, así como contribuir a la investigación y la educación. Cuando Billington propuso la idea en junio de 2005, dijo que este proyecto ofrecería "la promesa de acercar a la gente celebrando, precisamente, la individualidad y profundidad de culturas diferentes en un único emprendimiento global".

El año pasado la Unión Europea lanzó el prototipo de Europeana, un sitio en Internet que albergará los archivos digitalizados de más de mil bibliotecas, museos e instituciones de ese continente. El sitio puso a prueba su popularidad cuando fue lanzado en noviembre del año pasado, con diez millones de usuarios en su primera hora, lo que provocó un colapso que obligó a cerrar termporariamente el sitio, que aún se encuentra en fase de prueba.

Cântico Negro


Maria Betânia, magistral interpretação do poema de José Régio

José Maria dos Reis Pereira, José Régio (Vila do Conde, Portugal,1901- 1969)

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!

Ninguém me peça definições!

Ninguém me diga: "vem por aqui"!

A minha vida é um vendaval que se soltou.

É uma onda que se alevantou.

É um átomo a mais que se animou...

Não sei por onde vou,

Não sei para onde vou

- Sei que não vou por aí!





sexta-feira, abril 10, 2009

Foto Marcio Gama

Raimundo Arruda Sobrinho, morador da Pedroso de Morais: "Para escrever, tenho de enfrentar a sonolência, a caneta que falha e a chuva"

(Calculei: dez anos após, seu Raimundo tem 70 anos, no mesmo endereço há 16, a escrever.
Sempre que passo por aquela rua, eu o procuro: está lá. E sinto um certo estranho conforto, porque uma vez já tentaram desalojá-lo, não conseguiram, ainda bem. Historinha feia que não convém relembrar aqui. É ali a morada de um dos escritores desta cidade inexplicável.
Na Avenida Paulo VI, que depois vira Sumaré, no vão central, às vezes vejo uma mulher, outra escritora, mas esta também leitora. Equilibrista, em meio ao barulho, ao sol e à poluição.
Cidade dos escritores do cotidiano.)


Trecho de matéria publicada no Caderno 2 do Estadão no dia 29 de março de 1999


O País dos escritores do cotidiano


Elizabeth Lorenzotti


Por que as pessoas escrevem? "Elas escrevem para criar um mundo no qual possam viver", disse Anais Nin (1903-1977). Para a escritora francesa, trata-se de uma atividade absolutamente vital. "Escrever deve ser uma necessidade, como o mar precisa das tempestades - é a isso que eu chamo respirar."

E que necessidade é essa, que se impõe não apenas aos (oficialmente) eleitos pelas musas, mas a tantas pessoas comuns? Por que, em um País considerado iletrado, onde a tradição oral é maior que a escrita - e esta tem barreiras muitas vezes intransponíveis -, as pessoas tanto escrevem? Não a escritura obrigatória do trabalho, do estudo, mas aquela que quer voar, transcender. E quer seja boa ou má literatura, é uma viva expressão da individualidade. E quer seja pretensão, exorcismo, orgulho vão ou pura arte deseja chegar ao outro.

Tanta necessidade de criar por meio da palavra escrita resultou em concursos promovidos pelos mais variados setores, em editoras especializadas no autor que não tem espaço no restrito cânone da literatura oficial, em oficinas de literatura e até mesmo em escola de escritores.

Na Bienal Nestlé de Literatura, em seis concursos, de 1981 até 1997, inscreveram-se 49.342 mil pessoas. O volume de obras era de tal forma inadministrável que os organizadores, a partir do penúltimo evento, em 1994 (com 15 mil inscrições), mudaram o regulamento e o nome do evento para Prêmio Nestlé de Literatura, limitando as inscrições a obras já editadas. Em 1997, foram julgados 800 livros.

De cada concurso da Casa do Novo Autor, estabelecida há 11 anos no eixo Rio-São Paulo, participam cerca de 2 mil pessoas (e já foram realizados 110, que publicam cerca de 200 autores por edição). E há tantos outros concursos espalhados pelo País.

Herança do grave e fundo sentimento português pelo ato de escrever?

"Também escrevemos para aprofundar o nosso conhecimento da vida", dizia Anais Nin, consagrada especialmente pela exploração do mundo interior feminino em seus sete volumes de diários. "Escrevemos para aprender a falar com os outros, para testemunhar nossa viagem no labirinto; para abrir, expandir nosso mundo quando nos sentimos sufocados, oprimidos ou abandonados."

Escrita cotidiana - Abandonado, Raimundo Arruda Sobrinho, de 60 anos, mora no canteiro central da Rua Pedroso de Morais, esquina com a Praça Hernâni Braga, no Alto de Pinheiros, em São Paulo. Sentado em um banco, Raimundo fica ali, escrevendo, a maior parte do dia, todos os dias, há seis anos. Escravizado psiquicamente, como se define, diz que escreve o que precisa. "Não quero ser lido nem quero ler ninguém", proclama, fechando rapidamente a capa que cobre seus escritos.

Para quem escreve? "Escrevo para mim." E o que faz com a produção de todos esses anos? "Não interessa", rebate, ríspido. Quer saber por que tantas perguntas, é informado que se trata de uma pesquisa com pessoas que, como ele, gostam de escrever.

"Vou processar todos, então tem gente me imitando?", esbraveja.

Quando se acalma, classifica a escrita em três tipos: a vulgar

(aquela do dia-a-dia), a profissional (de jornalistas, tabeliães, etc.) e a artística (dos poetas, dos escritores). "A minha é a escrita vulgar", diz Raimundo. Vai abrindo a capa que cobre os escritos - sim, ele quer que alguém leia - e surge uma minúscula brochura artesanal, sob o título O Condicionado. O texto, em boa caligrafia, bem construído, é o início de um ensaio sobre o quanto as pessoas desconhecem a mente.

"Tudo conspira contra mim", queixa-se Raimundo. "Para escrever, tenho de enfrentar a sonolência, a caneta que falha e a chuva."



quinta-feira, abril 09, 2009

Buon giorno, Federico

Amarcord


Dançando na névoa





O pavão

Há governo no Estado de São Paulo?
Há agências reguladoras no país?



( Como a Telefónica é conhecida em seu país natal)


Its amazing!

A Telefónica quer que troquemos o dia pela noite.
Pois seu Speedy falha o dia todo, desde terça-feira, 7 de abril, mas volta na madrugada.
Tente ligar para o 10315. Dá ocupado direto.

Pesquise na busca: speedy fora do ar.

Sao 92.600 páginas de usuários reclamando.

Há alguma loja de atendimento? Duas no centro da cidade. A privatização acabou com todas que existiam da Telesp. As notícias são estas:

Citando uma fonte da “área de relacionamento” da Telefonica, o UOL publicou que cerca de 170 mil usuários enfrentaram dificuldades para acessar o serviço na tarde e início de noite terça-feira (7 de abril).

Procurada pelo Plantão INFO, a Telefônica explicou que problemas pontuais afetaram alguns de seus usuários por volta do meio-dia. A situação foi normalizada até às 15h30min. (Mentira)

A companhia afirmou ainda que as falhas anotadas ao longo do dia foram pontuais e dentro de uma margem aceitável. A empresa negou que em qualquer momento tenha ocorrido uma falha generalizada.

Segundo a nota, "a Telefônica reafirma que não ocorreu no dia de hoje (07/04) nenhum problema generalizado de funcionamento do Speedy.”.

Novilíngua Telefónica.

Será que se não pagarmos suas altas contas e afirmarmos que pagamos, dará certo?

E se a poderosa diz que nada ocorreu, por que teimamos em reclamar?

Por que o 10315 continua fora do gancho nesta quarta? Por que a gravação diz que está com problemas, quando você consegue chegar até a primeira parte da encheção?

Empresas essas, ao lado de bancos e planos de saúde, campeãs de reclamações nas entidades de defesa dos consumidores.

Lembram ano passado, quando o Estado de São Paulo todo foi prejudicado, o governo fora do ar?

O governo multou?

Que se saiba, a multi espanhola descontou alguma coisinha das contas e fez o maior estardalhaço com isso.

Indenização a quem trabalha e teve trabalho perdido? Nada.

Há governo no Estado de São Paulo?

Há agências reguladoras no país?

quarta-feira, abril 08, 2009

Goede morgen, Vincent

Starry Starry Night

Música de Don McLean



Cartas a Théo

7 de janeiro de 1882

"E ainda há uma coisa que me impressionou, e me impressionou muito: eu havia dito que a modelo não deveria vir hoje - não havia dito por que -, mas a pobre mulher apareceu assim mesmo, e eu protestei. "Sim, mas eu não vim para posar, eu vim simplesmente ver se o senhor tinha o que comer": ela me trazia uma porção de vagem e batatas.
Apesar de tudo na vida há coisas que valem a pena."

Sicilia!

O amolador de facas

A jornada de um escritor que retorna à Sicília, na Itália, para reencontrar a mãe após 15 anos. Nessa viagem, ele não apenas revive palavras, pessoas, lugares, sons, sensações e odores dos seus sete anos, como também compreenderá a si mesmo. Direção de Danièle Huilet e Jean-Marie Straub.


terça-feira, abril 07, 2009

Macacos, lagartos, bugios, preguiças, corujas orelhudas e seus amigos Tomem cuidado, o homem vem aí!

Macacos, lagartos, bugios, preguiças, corujas orelhudas e seus amigos

Tomem cuidado, o homem vem aí!



O Estado de S. Paulo.

6 de abril de 2009

Caderno Metrópole



O repórter Eduardo Reina fez uma excelente matéria denunciando a morte de 107 animais em virtude das obras do Rodoanel na Mata Atlântica, Parte deles já era ameaçada de extinção.137 foram levados para parques e clínicas veterinárias. O gerente de Gestão Ambiental da Dersa, Marcelo Arreguy Barbosa,afirma, sem qualquer tipo de pejo, que "a culpa é da natureza", e o empreendimento não deve ser responsabilizado.

Mas não adiantou, ontem mesmo o IBAMA multou o Rodoanel em quase R$ 300 mil.


Nada como um bom repórter e uma boa edição, e não podia ser sempre assim a grande imprensa?


Segue a matéria:



Mais de cem animais silvestres já morreram desde o início das obras de construção do Trecho Sul do Rodoanel em áreas de mata atlântica. Parte era de espécies ameaçadas de extinção. São veados catingueiros,macacos, bugios, preguiças de três dedos, lagartos teiús, gambás, cobras, corujas orelhudas e várias passar por manejo cuidadoso, mas tiveram ferimentos graves ou sofreram estresse profundo

– que resultaram em óbito.

De 137animaisenviados para recuperação em parques e clínicas veterinárias, 105 não resistiram.

Outros 371 bichos foram devolvidos para a mata sem

apresentar problemas, segundo dados da Desenvolvimento

Rodoviário S. A. (Dersa), empresa do governo do Estado que administra a obra. Os mortos, contudo, representam 21,9% dos que passaram pelas mãos dos técnicos da Dersa. Os animais encontrados nas áreas desmatadas que precisam receber atendimento veterinário são levados pela Dersa para parques – Pedroso, em Santo André, Estoril, que tem

um zoológicoem São Bernardo do Campo,e Ecológico doTietê,

em São Paulo –, ou encaminhados ao Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave), d da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo.

Pela gravidade dos ferimentos de muitos deles, a Polícia

Ambiental às vezes também os encaminha para veterinários

Particulares ou para um santuário localizado em Cotia, na zona oeste da Região Metropolitana de São Paulo, no sentido oposto das obras do Trecho Sul.

Pesquisador das interferências da ação humana no Parque

Estadual Xixová-Japuí,em São Vicente, o professor da Unesp

Denis Abess acredita que manter animais silvestres em más

condições caracteriza um crime ambiental. “A alta taxa de

morte dos animais remanejados no Rodoanel indica algum

problema na coleta, no transporte ou nos momentos seguintes

dessas operações”, afirma.

“Nesses casos você ultrapassa a esfera do dolo, da intenção.

As mortes poderiam ter sido evitadas. A Lei de Crimes Ambientais só prevê punição quando há vontade livre e consciente de matar. Aqui pode ter havido

imprudência, imperícia ou negligência.

Se ficarem provadas, os responsáveis poderão responder

pelos danos. Já na esfera civil poderão ser punidos administrativamente, com multas”, explica o jurista Jair Jaloreto Junior, especialista na área ambiental.

MUTILAÇÃO

Entre os bichos que sobreviveram está uma preguiça de três

dedos que chegou em outubro de 2007 ao santuário Rancho

dos Gnomos,que há 18 anos acolhe animais silvestres em Cotia.

Ela tinha parte do corpo queimado por fios de alta tensão e

teve a pata esquerda amputada, porque as garras haviam sido

mutiladas. “Por sorte conseguimos tratar e o animal sobreviveu”, conta Marcos Pompeu, do santuário.

Sua mulher, Silvia, lembra que durante as obras do Trecho

Oeste do Rodoanel,entre 1998 e 2002, também recebeu vários

animais precisando de tratamentoveterinário.“

Hoje só acolhemos casos de emergência.A Polícia Ambiental sempre trouxe os animais para cá, mas não recebemos nenhum dinheiro da Dersa pelo que fazemos.”

O Rancho abriga atualmente quatro centenas de animais

silvestres, incluindo 13 leões que estavam em circos, um tigre,

uma jaguatirica, além de preguiças, macacos e aves.

Outro animal vítima das obras do Trecho Sul é um macaco

bugio, que teve quatro dedos de uma mão queimados em fios

elétricos. “O Juninho chegou ainda bebê aqui. Operamos e

ele vive bem agora”, comenta Silvia. A mesma sorte não teve

um veado catingueiro. Levado ao santuário por funcionários

da Dersa em 1º de agosto, morreu quatro dias depois. “Foi o

estresse. Quando os veados são capturados, é preciso ter muito cuidado”, observa Pompeu. O laudo da necropsiada veterinária Kelli Spitaletti constatou ferimentos por todo o corpo, além de congestão e edemas pulmonares.

Outros três veados catingueiros morreram na clínica veterinária de Felipe Giacobinilocalizada na cidade de Embu,

na Grande São Paulo. “Foi o pessoal da Polícia Ambiental

que trouxe os animais, em momentos diferentes”, explica o

veterinário.

EUTANÁSIA

Todos precisaram passar por eutanásia, por causa dos ferimentos múltiplos e da impossibilidade de sobreviver.

Um dos veados catingueiros, espécie ameaçada de extinção, estava com a coluna vertebral fraturada.

Outro teve a parte posterior do corpo mutilada por mordidas

De cães.“Com certeza foram cachorros da vizinhança

da obra. Os veados, à procura de alimentos, ficam perdidos

entre a urbanização e o Rodoanel.”

O Estudo de Impacto Ambiental do Trecho Sul identificou

a existência de 163 espécies de aves, 23 de mamíferos e nove

de répteis que habitavam as áreas das obras, principalmente

nas cidades de SãoBernardo do Campo e Diadema. As obras

começaram em 2007.


Culpa é da natureza

O gerente de Gestão Ambiental da Dersa, Marcelo Arreguy Barbosa, descarta qualquer tipo de crime ecológico nas obras do Trecho Sul do Rodoanel e afirma que a empresa está

preparada para executar o projeto de manejo de animais silvestres.

Para ele, a culpa pelas mortes é da natureza e o empreendimento deve ser isentado de qualquer ação de imperícia ou negligência. “Os animais receberam o tratametno adeqaudo. A natureza é a reponsável

tratamento adequado. A natureza é a responsável pelas mortes, jamais o empreendimento" (o Rodoanel) alegou.






domingo, abril 05, 2009

Cuba si!




Compay Segundo, Omara, Ibrahim, Rúben: o Buena Vista Social Club, Tom Brasil, 1999


Felix Baloy Valdés Santiez - voz;Alberto Munhoz Martinez - trombone; Alejandro Pichardo Pérez - trompete
Amado Valentin Valdés Pérez - pailas;Omara Portuondo - voz;Angel Terry Domech - tumbadoras;Orlando "Cachaíto" López - baixo;Carlos Gonzalez Cárdenas - bongô;Daniel Jesus Alayo - trompete;Teresa Caturla voz/percussão;Guilhermo Gonzalez Camejo - piano;Ibrahim Ferrer - voz;Jesús Ramos Redonet - trombone;Juan de Marco Cardenas - voz/ tres; Manuel Licea Lamont - voz;Rubén González - piano






Bolero de Jose Dolores Quiñones, gravado em Seeco Records em 10 de mayo de 1960, por Celia Cruz.Com
Caetano Veloso




sábado, abril 04, 2009

Sicko" (S.O.S. Saúde), de Michael Moore



Neste vídeo, o diretor Michael Moore apresenta um panorama sobre o sistema de saúde pública dos Estados Unidos. Aqui postei um trecho, o de sua viagem a Cuba com três voluntários que haviam trabalhado nas ruínas do World Trade Center, em New York, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Segundo Moore, os voluntários sofrem de problemas de saúde desde que atuaram naquele local e têm dificuldade de acesso aos tratamentos públicos. Moore diz tê-los levado de barco até a base naval estadunidense de Guantánamo - que fica encravada no leste de Cuba e onde Washington mantém (ou mantinha, não sei se Obama, que prometeu, já cumpriu) suspeitos estrangeiros de terrorismo - para ver se eles receberiam o mesmo atendimento médico gratuito dos detentos. Após serem barrados, eles decidiram ver que tipo de atendimento médico encontrariam em Cuba, cujo governo comunista se orgulha da qualidade de seus hospitais.


Tirei estas informações da explicação que acompanha o vídeo.

Estive em Cuba duas dezes, uma no grande período de crise dos anos 90, outra há dois anos.

Não conversei com nenhum poderoso, só fui mesmo conhecer aquela bela ilha do Caribe e seu povo.


Enfrentam graves problemas, mas posso dizer, com honestidade, que tudo o que está nesse video é verdade, e não foi montado só para o documentário, não.


Vi muitos brasileiros que vão a Cuba para tratamento de vitiligo, descobri que há um remédio para colesterol desenvolvido lá, à base de um composto de cana de açúcar, que não tem efeitos colaterais.


Descobri, também, que não há uma criança de rua em Havana, aliás todas as que vi andavam agarradas às mãos dos pais.
Era férias, e não víamos nenhuma nas ruas, estranhamos e fomos encontrá-las nos parques e nos centros culturais, se divertindo.
Esse é o lado do bem. Não vou falar nada de mal, porque disso se encarrega o mundo ocidental desde 1959.
Ao sol do Caribe, no Malecón, eu me perguntava por que uma ilha tão pequena dessas, de gente tão alegre e hospitaleira, sensual e sem culpas, tão parecida com a gente, desperta tanta ira, e até hoje.

Certamente porque alguma coisa, lá, está fora da ordem mundial falida, e a ameaça.

A doutora Aleida Guevara, filha do Che, me emocionou em uma entrevista que vi aqui no Brasil, dizendo que não consegue imaginar como saúde e educação possam ser fatores de lucro.

Eu também sempre achei isso. E o que nos parece normal, não é.
É bom perguntar-se: por quê?
E por que não de outro jeito?

O documentário recebeu uma indicação ao Oscar