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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Pedro Martinelli, fotógrafo brasileiro



Foto Pedro Martinelli

Do mais recente presente que a net nos dá, o blog do grande Pedrão, fotógrafo das entranhas deste país há muito
http://www.pedromartinelli.com.br/blog/


Verde e Rosa


Tres dos cinco anos que trabalhei no jornal O Globo eu passei na Amazônia, acompanhando a expedição de contato dos índios Kranhacãrore chefiada pelos irmãos Villas Boas. Na volta, meu sonho era cobrir o carnaval do Rio de Janeiro. O meu e o dos outros quarenta fotógrafos do jornal. Dos eventos com data marcada o carnaval era tão disputado pelos fotógrafos quanto um jogo de final de campeonato, um Fla-Flu no Maracanã. O jornal abria fotos imensas na primeira página e os cadernos recheados de fotos.

Fotógrafo novo faz o que o chefe manda e não dá um pio. Toda noite eu era escalado para cobrir os ensaios das escolas, nas últimas semanas que antecediam o carnaval.

Eu adorava. Na entrada da quadra da Mangueira mulheres vendiam camarões salgados em pequenos tabuleiros. Passava a noite a base de camarão e biscoito Globo, sempre próximo da bateria com o coração batendo no mesmo compasso do surdo.

Na hora de ir para a Avenida eu não era escalado ou estava fazendo algum trabalho fora do Rio.

Meu ano chegou e eu fui credenciado para a cobertura. Eu não via a hora de ver o Mestre André fazer a paradinha na bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel ao vivo na avenida.

O desfile era na Av. Rio Branco e o meu carro estava escalado para sair do jornal ao meio-dia. Cheguei as 11,00 e ao invés de ir para a Avenida fui para o aeroporto Santos Dumond pegar uma Ponte-Aérea para São Paulo e de lá seguir para Assuncão no Paraguai. Meu chefe me mandou cobrir uma reunião da Itaipu Binacional, que estava sendo contruída na época , no gabinete do presidente Stroessner. “Paulista, tu não entende nada de samba, voce vai para o Paraguai agora mesmo, pelo menos lá a temperatura é parecida com a do Rio”.

Tres anos depois, pela revista Veja, finalmente eu cobri o carnaval do Rio de Janeiro em tempo de ver mestre André parar a bateria da Mocidade.


quarta-feira, março 05, 2008

Nas pegadas de Jesus



Foto: Jesus Carlos/Imagemlatina




Vestígios da caminhada de Jesus (fotógrafo), pelas areias da praia doPontal do Peba, na foz do rio SãoFrancisco, no estado de Alagoas.

quinta-feira, maio 17, 2007




Foto Carlos Bertomeu



Plumas da Cortaderia selloana,na Serra gaúcha.

sexta-feira, maio 04, 2007

Flor delicada

O amigo Carlos Bertomeu, esse bom fotógrafo abaixo, ama as orquídeas. Ele conta que a Flor da Vanilla (SP) "é uma orquidea da qual o fruto remanescente à flor,que é como uma fava,que os espanhóis chamaram vainilla,diminutivo de vaina,bainha,os maias extraíam o princípio ativo da baunilha.Está plantada em meu jardim,tendo por apoio uma palmeira,pois a Vanilla é uma trepadeira".

Flor da Baunilha


Foto Carlos Bertomeu


«Considera que a flor mais delicada, mais depressa fenece e perde o perfume:
guarda-te, portanto, de querer caminhar pelo espírito de sabor, porque não serás
constante; mas escolhe para ti um espírito forte, não apegado a coisa alguma, e
encontrarás doçura e paz em abundância; porque a fruta mais saborosa e duradoura
colhe-se em terra fria e seca.» - São João da Cruz

sexta-feira, abril 20, 2007

Flor de cactus


segunda-feira, setembro 11, 2006


Foto Jesus Carlos

Foto Jesus Carlos

terça-feira, março 28, 2006

Alto Rio Içãna, Amazônia


Pedro Martinelli

Nos anos 70, quando éramos felizes e não sabíamos --mesmo sendo os duros anos 70 --, na sucursal paulista de O Globo, Pedro Martinelli fez a primeira viagem para a Amazônia, atrás dos kranhakarore, o primeiro contato com os índios gigantes. Daí em diante, a gente da Amazônia tornou-se a paixão do Pedrão, um dos maiores fotógrafos deste país, e mais recentemente ele passava metade do ano lá, na civilização, no seu barco, e metade aqui na chamada selva da cidade.
Ele nos mostra a vida na Amazônia, os índios, os caboclos e suas condições de vida, sempre em p&b. Esta foto é de seu livro 'Mulheres da Amazônia", que tem a seguinte legenda: "Cláudia indo para a roça com mãe e filhos- 3 horas de remo rio acima."
Ele reencontrou os índios gigantes 25 anos depois, encurralados pelo garimpo, as madeireiras, a agropecuária...Grande país, que tem tantos bravos equilibristas, como a Cláudia, subindo o rio com a família... Triste país, mergulhado em tanta crise...
Grande país que tem historiadores como o Pedrão, a abrir nossos olhos. É mesmo um privilégio ter trabalhado com ele e ser sua amiga.