sexta-feira, outubro 12, 2012

quarta-feira, outubro 03, 2012

Orides Fontela

Foi bibliotecária de uma escola estadual em SP. Morou em um daqueles prédios no Minhocão. Foi despejada, não sei se daquele apto. Uma de nossas maiores poetas: Orides Fontela. Sua obra foi reunida pela editora Claro Enigma em 1988; Trevo (1969-1988) Poema de Orides Fontela. Fala/ Tudo será difícil de dizer: a palavra real nunca é suave. Tudo será duro: luz impiedosa excessiva vivência consciência demais do ser. Tudo será capaz de ferir. Será. agressivamente real. Tão real que nos despedaça. Não há piedade nos signos e nem no amor: o ser é excessivamente lúcido e a palavra é densa e nos fere. (Toda palavra é crueldade)

quarta-feira, setembro 26, 2012

Meus livros nas bibliotecas dos EUA. Mas, e nas brasileiras?

Uma entrevista ótima com o diretor da biblioteca da Universidade de Harvard, Robert Darnton, no Roda Viva, me levou a uma pesquisa. Encontrei dois de meus livros, rapidamente, na busca online, não só lá, como no link da Biblioteca do Congresso. Já fiz essa pesquisa antes, e encontrei os livros em várias bibliotecas de universidades norte-americanas de renome. Voltei a pesquisar aqui, no SibiUSP, Sistema Integrado de Bibliotecas da USP e encontrei o de sempre: minha dissertação de mestrado na ECA, sobre o Suplemento Literário. O livro, “Suplemento Literário- Que falta ele faz!”, no Instituto de Estudos Brasileiros, assim como a biografia “Tinhorão, o Legendário.”. Nada na Faculdade de Letras, onde pessoalmente entreguei a obra sobre o Suplemento Literário, prefaciada por Antonio Candido, e que fala de um caderno cultural criado por ele e por Decio de Almeida Prado, ambos professores de lá. Nada de livro na ECA, onde fui aluna de graduação e de mestrado, e onde, repito, a dissertação sobre o Suplemento foi escrita. Naquela Escola, também entreguei pessoalmente o livro, publicado em 2010. Ainda me lembro de que, quando expliquei do que se tratava, o atendente respondeu: “Vamos ver se interessa”. Entreguei pessoalmente também na Biblioteca da PUCSP. Ambos os livros editados pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, onde me asseguraram distribuir suas obras por várias escolas e faculdades. Naquela editora, uma ex-assessora, ao ouvir meu pedido de envio do livro para a FFLCHUSP- local privilegiado e personagem também do livro --- afirmou: “Não, já mandei muitos de seus livros para a imprensa”. Tudo isso não é de se estranhar, infelizmente. Pois a EDUSP, a primeira editora que procurei, para publicar a obra que tinha como personagens a USP, professores da FFLCHUSP, etc., etc. , recusou o trabalho. Seu parecerista anônimo afirmou que Décio de Almeida Prado, o editor do Suplemento Literário do Estadão, teria sido elitista em suas concepções e eu não deveria ter concordado com ele... Isto é, censura de ideias na maior universidade da América Latina.O livro foi publicado, rendeu muitas páginas não só no Estadão como no concorrente, a Folha, em vários jornais e sites de todo o país. Hoje faz parte das bibliográficas de todos as pesquisas sobre jornalismo cultural, conforme tenho ciência. “Tinhorão, o legendário” é a biografia de um jornalista polêmico especializado em cultura urbana, em música popular, e traça um retrato de um período rico de nossa imprensa, no caso a carioca, nas décadas de 1950 e 1960. Também teve ótima cobertura da imprensa do Rio de Janeiro. Livros que, no mínimo, deveriam estar nos catálogos de faculdades de Jornalismo e de Letras e de Música do país. Sempre que levanto esse assunto, penso na dificuldades enormes enfrentadas por muitos pesquisadores brasileiros. E na falta de discernimento de certas instâncias acadêmicas e não acadêmicas. Ah, não contei com qualquer bolsa para escrever dissertação e livros. Tive mesmo de trancar a matrícula na ECA durante um tempo, porque o trabalho na redação não deixava tempo livre para pesquisa. Já comprá-los nas livrarias é outro calvário: só encontra quem conhece e encomenda. Mas esta é uma outra história triste. Na Semana Internacional do Livro, esta é minha colaboração. A alegria de saber que um esforço é reconhecido em universidades estrangeiras, mas não naquelas do Brasil, no país onde esses trechos de História da Imprensa e da Cultura se registraram. Aqui, o link da Libray of Congress. É só colocar meu nome na busca http://catalog.loc.gov/ Aqui, da Biblioteca de Harvard. Idem http://catalog.loc.gov/cgi-bin/Pwebrecon.cgi?DB=local&PAGE=First ou http://hollis.harvard.edu/?q=author:%22Elizabeth%20Lorenzotti%22 Aqui, o link da USP, idem. http://www.sibi.usp.br/buscaintegrada/

quarta-feira, setembro 12, 2012

domingo, setembro 02, 2012

Dali e Françoise Hardy

No Parque Guell by Jean-Marie Périre, 1970

sexta-feira, agosto 31, 2012

e para que ser poeta...

Não deixem de fazer o download deste livro. O poeta, escritor e crítico pernambucano Fernando Monteiro lançou este ano Matinatta, com três poemas longos, formato que prossegue o iniciado no livro “Via uma foto de Ana Akmátova”. Entre esses poemas, como dizem seus editores,uma espécie de elegia em torno da morte de Roberto Piva: “ E para que ser poeta em tempos de penúria?” verso retirado de Hoederlin http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/08/Fernando-Monteiro-Mattinata-ebook.pdf Um quase manifesto. Trecho: “Lixo, lixo, lixo: afirmou três vezes, o Roberto Pedro da não-negação pívia, no vôo de Gavião livre acima da poesia brasileira do avestruzismo afundando no tapete vermelho dos prêmios paulistas que nunca foram para as mãos paulistanas desse ímpio gentil, suave no convívio porém feroz na recusa de comércio literário & negócios do filth. Tardia lição de um pária, a pergunta posta no lixo basta como indagação direta, resta como interrogação pura de dentro para fora da sua vida: para que ser poeta em época de bosta blindando tímpanos?” Este poema, só ele, está aqui http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/08/E-para-que-serve-ser-poeta-em-tempos-de-pen%C3%BAria1.pdf

sexta-feira, agosto 24, 2012

Borges, aniversariante de hoje

"Arribo, ahora, al inefable centro de mi relato, empieza aquí, mi desesperación de escritor. Todo lenguaje es un alfabeto de símbolos cuyo ejercicio presupone un pasado que los interlocutores comparten; ¿cómo transmitir a los otros el infinito Aleph, que mi temerosa memoria apenas abarca?" El Aleph, Jorge Luis Borges