quinta-feira, junho 21, 2012

sábado, junho 09, 2012

Evandro Affonso Ferreira, escritor

“araã!”;”Erefuê”; “Zaratempô!”O mais recente, “Minha mãe se matou sem dizer adeus”.São esses os livros que li do Evandro, o primeiro dele é “Grogotó”, não li, mas uma vez encontrei essa palavra nos escritos do pai de uma amiga mineira, ela me mostrou, estava lá “Grogotó”, que é um hotel em Barbacena, será outra coisa também? Sim. No Google tem o dicionário Aulete: interj. || (Bras.) Acabou-se! Está tudo perdido! Agora é tarde. [Também se diz grogotó de galhetas! Essas Minas. Embora parece que negue influências, há tanto tempo em SP, o escritor é mineiro de Araxá.Sei lá, que sei eu? Conheci Evandro faz muito tempo, quando ninguém e nem ele imaginaria que seria um escriba. Era bem humorado e triste, me escrevia bilhetes que guardei até hoje e embora ele diga nesta entrevista que até os 45 anos nunca escreveu nem leu nada, ao menos bilhetes interessantes escrevia. Um deles num cartão da Nirvana automóveis, onde trabalhava. Ah, essa vida e suas palavras e caminhos. Nesta entrevista num programa da Rede Minas, ele faz a declaração abaixo, que poderia ser a de muitos dessa estranha e preciosa tribo: “Eu me agarro às palavras, a literatura é minha vida. Fui chegando a um ponto da minha existência em que tudo foi se afunilando. Eu conduzi de tal maneira a vida que só me resta a palavra.Eu me apego a literatura como quem se apega a um ramo qualquer à beira do precipício, se eu não segurar a palavra eu caio, e isso não é figura de linguagem. Sou uma pessoa falida em termos de vida e só me resta literatura.Sem a literatura não sei o que é viver.E isso não quer dizer que eu escreva melhor ou pior, mas posso lhe garantir que só me restou a literatura”.

terça-feira, junho 05, 2012

segunda-feira, junho 04, 2012

Ferreira Gullar, o acaso e a necessidade

Meu artigo sobre Ferreira Gullar na Flip Poços, publicado no Escritablog Na Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas, Ferreira Gullar falou sobre sua vida e sua obra. Antonio Candido foi homenageado mas não pôde comparecer . Para ele, com o Modernismo, "o povo tem tanta importância na literatura quanto os príncipes". http://escritablog.blogspot.com.br/search/label/Elizabeth%20Lorenzotti

sábado, junho 02, 2012

quarta-feira, maio 30, 2012

segunda-feira, maio 28, 2012

Visita 2

Urubus, carcarás, meditam sobre Sampa. Há anos, deparei com um nos altos de um prédio na Paulista com Augusta e escrevi este: Visita. Fincado nos píncaros majestoso enigma espreita, de perfil Memórias de cordilheiras em meio à alheia neurose Incorruptível no secular vício da carniça observa o ciclo da caça Ruídos esganiçados não te assustam Parabólicas captam todas as aparências Excluído do olhar humano Impassível urubu urbano

A visita 1

Olha só quem apareceu na mata em frente à minha casa. Quem identificou foi meu primo, que é de Poços. Meninas engraçadas, diferentes, e como gritam! Conheciam? "Seriema, sariema ou siriema é o nome vulgar dado às aves pertencentes à família Cariamidae, da ordem Cariamiformes. São aves de médio porte, terrestres, que preferem correr a voar. O grupo é nativo da América do Sul e habita zonas de pradaria ou florestas abertas. As seriemas alimentam-se de insetos, lagartos e pequenas cobras, como também de cajuis e cajus do cerrado. Em contato com os humanos, as Seriemas são sempre desconfiadas e quando se sentem ameaçadas por eles, costumam abrir suas asas e enfrentá-los" ( tem razão essas meninas..). "Diz a lenda que o canto deste pássaro indica o final da época das chuvas. Do tupi, siriema=pequeno nhandú, ou seriema=nhandú com crista. Seu canto é marcante, podendo ser ouvido a mais de 1 quilômetro. Seus gritos, seja de uma ave solitária, seja de um casal em dueto, são altos e longos. Parecem longas risadas, as quais vão acelerando-se e aumentando de tom à medida que a ave repete o canto. Pode permanecer gritando por vários minutos a fio."