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sexta-feira, fevereiro 17, 2012
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Colegio Sion, São Paulo, 1981
Pecado original
Fernando Pessoa
Ah, quem escreverá a verdadeira história do que poderia ter sido?
Será essa, se alguém escrever,
A verdadeira história da humanidade.
Foto histórica: reunião no Colégio Sion de São Paulo, em 1980
Paulo Skromov, então presidente do Sindicato dos Coureiros, é o quinto na mesa, depois de Wagner Benevides, Olívio Dutra, Lula e Jacó Bittar. Foi um encontro para discutir a criação do PT. Um ano depois, esse grupo de sindicalistas também coordenou a realização do Conclat (Congresso da Classe Trabalhadora) que daria origem à CUT. O
Cauby faz 81 hoje.É o maior!
Cauby era uma das atrações do Show do Trabalhador de 1981, realizado no Riocentro, cenário de um atentado à bomba num episódio marcante da decadência da ditadura militar brasileira."
Longa vida ao Cauby! Cauby!
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
terça-feira, fevereiro 07, 2012
domingo, fevereiro 05, 2012
Atrás dos olhos das meninas sérias II
Variações Sérias em Forma de Soneto
Manuel Bandeira
Vejo mares tranqüilos, que repousam,
Atrás dos olhos das meninas sérias.
Alto e longe elas olham, mas não ousam
Olhar a quem as olha, e ficam sérias.
Nos encantos dos lábios se lhe pousam
Uns anjos invisíveis. Mas tão sérias
São, alto e longe, que nem eles ousam
Dar um sorriso àquelas bocas sérias.
Em que pensais, meninas, se repousam
Os meus olhos nos vossos? Eles ousam
Entrar paragens tristes tão sérias!
Mas poderei dizer-vos que eles ousam?
Ou vão, por injunções muito mais sérias,
Lustrar pecados que jamais repousam?
sábado, fevereiro 04, 2012
Sobre o fim da canção e etc
“Se a canção vive mesmo uma crise e não tem a mesma relevância na transformação cultural do nosso país, é porque vivemos um tempo diferente, o que envolve questões que vão muito além do modo como nos relacionamos com ela. A pergunta pertinente, agora, é se ainda precisamos de canções”.
Rômulo Froes, cantor e compositor, no ótimo artigo aqui lincado.http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,chico-e-caetano-ao-mesmo-tempo,831109,0.htm
Em 2004 o sociólogo da cultura urbana José Ramos Tinhorão deu uma entrevista a jornal paulista falando sobre o fim da canção. Não que ele na goste da canção, como tantos de nós gostamos, não que estivesse lá pra decretar seu fim, quem pode fazer isso? Mas é um pesquisador que completa esses dias 84 anos, e há pelo menos 60 transita pela sociologia da cultura.
O que ele disse e continua dizendo, e está no meu livro “Tinhorão, o legendário”, é mais ou menos isto: assim como a ópera foi um fenômeno do século 19 e não tem mais apelo popular como naquele século-- apenas em espetáculos restritos e locais que reúnem apreciadores, a canção foi um fenômeno do século 20. Quando as pessoas saiam de casa para desfrutar do som de um sujeito (a) cantando com uma orquestra, um violão e/ou um cantinho. E ficará restrita, da mesma forma.
E eu concordo e vou misturando o que ele pensa, o que eu penso.
Hoje os shows são realizados no mínimo em estádios e os meios de comunicação produzem/ reproduzem processos culturais da mais baixa extração, nivelando por baixo.
Extensas populações jamais saberão o que é música erudita e/ ou mesmo uma bela canção, porque só têm acesso ao que é ditado pela estrutura comercial e ponto. Uma cidade como Poços de Caldas, onde eu moro, berço de talentos musicais por muito tempo, não transmite em suas estações de rádio senão o pior trash breganejo. Assim vai o resto do país. A mais poderosa emissora de televisão povoa de ivetes sangalos e duplas qualquer programa musical. Não existem só esses cantores num pais tão cheio de talentos, sabemos. Haveria lugar para todos eles/elas.
No artigo, Froes analisa a grande produção de Chico Buarque e Caetano Veloso, e especialmente a intersecção deste com os novos. Bom para todos nós, que somos seus fãs, mas que público novo eles conquistaram? E como conquistar, frente a essa barreira marquetológico-emburrescente nacional (e mundial)? Que está inserida no que Pasolini, nos anos 70, classificou de “fascismo da alma”, a sociedade de consumo. E que Hannah Arendt pontificou: ”a sociedade de massas arruína tudo o que toca”.
Conversando com Tania Mendes, amiga jornalista, ficamos nos perguntando dia desses pela falta de repercussão. Como, por exemplo, Milton Nascimento e seu clube saíram dos confins do sul de Minas, em fins da década de 60, e se projetaram nacional e internacionalmente. E Veloso, que veio de Santo Amaro da Purificação, interior da Bahia.
Porque havia condições para isso. Mas hoje, os grandes talentos dos confins, para onde irão? É claro, como diz outra jornalista amiga, Ana Lagoa, que em comunidades várias pelo país se desenrolam as produções culturais, sem precisar de mídia.
Ainda bem, mas são exceções perto da grande massa. Alguma pesquisa nova, na área popular ou erudita, não terá condições de alcançar e influir na vasta população do país, refém do poder dos que impõem os padrões culturais.
E este panorama se estende a outras áreas da cultura.
Ainda precisamos de canções, pergunta Froes? Eu sei que preciso, mas não sei se o mundo como está, tem essa precisão. Só se ama o que se conhece.
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
Fredera e grupo
acabo de achar esse video de um dos grandes guitarristas do país, ex-Som Imaginario,Fredera, que mora aqui no sul de Minas, em Alfenas, meu vizinho de cidade, descobri agora.
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