quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Pinheirinho, SP, day after

Foto Leda Beck/ Os Ombros Suportam o Mundo/ Drummond Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco. Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. És todo certeza, já não sabes sofrer. E nada esperas de teus amigos. Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança. As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda. Alguns, achando bárbaro o espetáculo prefeririam (os delicados) morrer. Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

terça-feira, janeiro 31, 2012

domingo, janeiro 29, 2012

sábado, janeiro 28, 2012

Link para o novo album de Leonard Cohen

http://www.guardian.co.uk/music/musicblog/2012/jan/23/leonard-cohen-old-ideas-stream?fb=native&CMP=FBCNETTXT9038

Liberté -Paul Eluard

Eu tive a sorte de conhecer esse poema no colegio "En composant les premières strophes [...], je pensais révéler pour conclure le nom de la femme que j'aimais [ Nusch ], à qui ce poème était destiné. Mais je me suis vite aperçu que le seul mot que j'avais en tête était le mot liberté. [...] Aussi la femme que j'aimais incarnait un désir plus grand qu'elle. Je la confondais avec mon aspiration la plus sublime." Paul Eluard, Oeuvres Complètes, Tome 1 La Pléiade. Photo: Eluard et Nusch.

Bréton e Eluard

Yer Blues, 1968

totalmente demais

sexta-feira, janeiro 27, 2012