quarta-feira, setembro 22, 2010

Nada mais apropriado ao momento atual

Repetindo do post abaixo frase do grande artista e antena da raça

"Quem não arrisca não pode berrar. Leve um homem e um boi ao matadouro. O que berrar mais na hora do perigo é o homem. Mesmo que seja o boi."Torquato Neto

terça-feira, setembro 21, 2010

Torquato Neto por Macalé e Paulo José

"Quem não arrisca não pode berrar. Leve um homem e um boi ao matadouro. O que berrar mais na hora do perigo é o homem. Mesmo que seja o boi." Torquato Neto


Julian Lennon, sobre o pai


Relações entre pais e filhos nunca são fáceis, imaginem neste caso.



E mais Keith Richards

domingo, setembro 19, 2010

Coleção Massao Ohno na Mário de Andrade


É sempre bom ouvir o samurai.


Amanhã, dia 20 de setembro, das 18h00 às 20h00, haverá um encontro, na Biblioteca Mário de Andrade, de amigos de Massao Ohno e colaboradores, para um bate-papo sobre a vida e a obra de Massao e para o lançamento ‘oficial’ da Coleção, com as primeiras doações de publicações da editora.

Massao Ohno, editor paulistano falecido em junho deste ano, foi frequentador da Biblioteca Mário de Andrade e foi tema de uma das matérias da Revista da Biblioteca n.65 – O editor dos Novíssimos, por Heitor Ferraz.
A Coleção Massao Ohno na Biblioteca Mário de Andrade será colocada à disposição, para consulta e pesquisa de interessados na história literária e das artes gráficas no Brasil. O núcleo básico é composto pelas obras existentes na biblioteca e será enriquecido com doações de colaboradores – pessoas e instituições – e aquisições de outras obras. Vários desses colaboradores estarão presentes nessa edição da Revista falada, destacando-se: Renata Pallotini, Eunice Arruda, Cláudio Willer, Clóvis Besnos, Claudio Giordano, Celso de Alencar e José Armando Pereira da Silva.
Vagas limitadas (60). Inscrição pelo e-mail bma@prefeitura.sp.gov.br ou pessoalmente, na Circulante.

Primavera

sexta-feira, setembro 17, 2010

A zona da Construtora Exto na madrugada

É assim. Aqui na rua Caiowáa, a partir das 22 horas , não é lei do silêncio, é lei da zona.
Aliás, segundo um promotor que mantem o blog Reclame, lei do silêncio é a qualquer hora, está na lei das Contravenções Penais. Desrespeito é contravenção.

É a partir das 22 que a Construtora Exto, que já denunciei aqui, no imenso prédio comercial em construção, recebe enormes caminhões para descarregamento de material. No link pode-se ver um filme de tal cena.

Lá pela 1h, 1h30, chega outro caminhão, desta vez para retirar a caçamba. Fica um bom tempo fazendo manobras.

Tive de trocar de quarto para tentar dormir esta semana. Não adianta muito, pois no silêncio da noite, o barulho reverbera.

A zona diária melhorou um pouco, após denúncia que fiz para um jornal, embora Gisele Marcolino, Coordenadora de Relacionamento com o Cliente tenha mandado dizer que a construtora tem mais de 20 anos e etc e tal. Ter 20 ou 50 anos não significa nada. Respeito pelo direito do outro ao silêncio, sim. Disse também que "o horário de trabalho da obra é de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas. Aos sábados, das 9 às 14 horas."
E que devido à restrição da circulação de caminhões em SP, são obrigados a receber material no periodo noturno.

É interessante o horário inventado pela coordenadora, porque neste sábado, 19, após a costumeira zona noturna, às 7 da manhã já estava se processando novo descarregamento de material.

Para quem não tem horário, como eu, ou para as pessoas normais, que querem dormir em horários normais, a vida aqui nesta Pompéia está difícil. Eles que nos aguardem.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Aquele buraco no meio do peito



Um querido amigo conta que ficou com insônia esta noite, lembrou dos seus mortos, consultou-os, pensando o que seria, afinal, aquele buraco no meio do peito dele. "Um enorme buraco negro, maior que o do próprio universo".
Solidão, carência, etc., etc.? Daí esta manhã, o tresnoitado que ainda consegue ler jornal, viu o artigo de um psicanalista. Falava sobre queixas de homens , de que faltam mulheres, e de mulheres, de que faltam homens. Então, escreveu o psi, quando a pessoa encontra outra de quem gosta, fica logo pensando que não gosta, que não é aquela, e corta logo.
Analisa que isso é “típico da cultura urbana moderna, em que cada um precisa, desesperadamente, do apreço e do amor dos outros, mas, ao mesmo tempo, não quer se entregar para esses outros (cujo amor ele implora). Em suma, "ficamos" e "pegamos", mas sempre lamentando os amores assim perdidos, ou seja, procuramos e testamos ansiosamente o desejo dos outros por nós, mas sem lhes dar uma chance de pegar (e prender) nossa mão. Esse é o roteiro padrão de nosso mal-estar amoroso.”
Até que o psi desta vez falou algo que presta.
Comenta o meu amigo insone: “Normalmente associamos o conceito de carência afetiva à falta de amor. Sempre estranhei ser considerado uma pessoa “carente afetivamente", afinal, desde sempre fui muuuuuuuuuuiiito amado, amadíssimo. Fui muito amado pela família, por amigos, por colegas de trabalho e, no quesito relação homem/mulher aí então foi covardia: fui amadésimo por mulheres inteligentes e interessantíssimas (muitas!). Mas, fica a dúvida freudiana: e eu amei? e eu aprendi a amar? e eu soube dar amor?”

É verdade, se tem uma pessoa amada é o Edson. Que, finalmente, começou a entender o espírito da coisa. E resolveu o que vai fazer: “Quanto a mim, encerrado este longo e-mail, vou entrar num site de relacionamento e ver se consigo alguma coisa, algum colo, algum ombro, pra encostar minha carcaça cheia de amor pra dar (embora eu não saiba bem como fazê-lo)”.