sábado, agosto 21, 2010

La xénophobie en Europe

O amigo Arkan Simaan, libanês, criado no Brasil, e exilado na França, onde terminou seus estudos de Fisica, tornou-se professor e escritor, publicou em seu blog o caso da expulsão do Teatro da Curva da Inglaterra, onde foram convidados para um festival.

Ele abre falando da perseguição do governo sarkozy aos ciganos

http://arkan-simaan.blogspot.com/2010/08/la-xenophobie-en-europe.html

sexta-feira, agosto 20, 2010

O sentido da vida

Leio no blog do Mário Bortolotto que o grupo Teatro da Curva foi convidado para apresentar em Londres a peça Otimismo, de Voltaire, mas foram expatriados- é assim que se fala?- enxotados de volta direto do aeroporto.

A história está no blog deles

http://www.teatrodacurva.blogspot.com/


Leio também que a França está expulsando os ciganos, associando-os à violência: Sarkozy ganha mídia.

Mercadorias têm transito livre na tal aldeia global. Seres humanos, cada vez menos.

Que mundo é esse que a cada dia tem uma notícia pior que a do dia anterior? Somos, no século 21, civilizados? Encontramos a felicidade? Transcendemos alguma coisa? Aprendemos algo?

E meu amigo da vida inteira, o Edson, me manda uma pergunta simples: "qual o sentido da vida?"

E acrescenta: "Se preferir, Beth, tenho uma outra pegunta ainda mais simples e sei que você não vai me negar a resposta:
DE ONDE VIEMOS E PARA ONDE VAMOS?

Talvez o melhor seja assistir o velho e bom Monthy Pyton. Dublado, mas quem é perfeito?




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Se denominan gitanos, romaníes, zíngaros, pueblo gitano o pueblo rom a una comunidad o etnia de origen indio, que data de los Reinos medios de la India, con rasgos culturales comunes aunque con enormes diferencias entre sus subgrupos. Se encuentran asentados principalmente en Europa, ya que de hecho son la mayor minoría étnica de la Unión Europea, aunque están presentes también, pero en menor proporción, en el resto del mundo
Wikipedia

quinta-feira, agosto 19, 2010

terça-feira, agosto 17, 2010

segunda-feira, agosto 16, 2010

Atentados à liberdade de expressão no Maranhão de Sarney

Li também que em Imperatriz, bebês morrem por nao ter acesso às UTIs, mesmo com as familias entrando na Justiça.

Jornal Pequeno
Oswaldo Viviani

Após os tumultos no lançamento do livro “Honoráveis Bandidos – Um Retrato do Brasil na Era Sarney” em São Luís e Imperatriz, provocados por baderneiros ligados ao ex-secretário de Esportes do governo Roseana Sarney, Roberto Costa, o autor da obra, Palmério Dória, disse na sexta-feira ao Jornal Pequeno que não vai se intimidar e já prepara novos lançamentos do livro em outras cidades maranhenses, como Caxias, Pinheiro e Açailândia. “A ação dos agressores, que invadiram o campus da Uema na quinta-feira para nos intimidar, teve efeito contrário. Agora é que eu vou redobrar esforços para lançar o ‘Honoráveis’ em outras regiões do Maranhão. Não posso recuar, senão aí eles [os agressores] venceriam, conseguiriam seu intento, que é impedir, pela violência, a divulgação de uma obra”, afirmou Palmério ao JP.

Paraense radicado em São Paulo, Palmério Dória, 62 anos, contou que não viveu uma situação como a ocorrida em Imperatriz nem na época da ditadura militar. “Foi muito mais grave do que em São Luís. E não foi pancadaria. Pancadaria pode sugerir algo até pitoresco. Foi agressão mesmo. Agressão séria. É muito triste ver um campus de universidade servindo de palco para intolerância e violência, com a polícia lá dentro, lançando bombas, dando tiros”.

Com segurança pessoal – Palmério ainda permaneceu em Imperatriz na sexta-feira. Por conta de ameaças recebidas por integrantes da organização do lançamento, foi contratado um segurança para acompanhar o autor, o tempo todo, tanto no hotel Shalom, em que ficou hospedado, como em seus deslocamentos pela cidade. “É uma situação absurda. Nunca tive de fazer isso na minha vida”, disse o escritor.

De acordo com Palmério, embora a Polícia Militar tenha evitado que acontecesse algo mais grave em Imperatriz, a ação dos policiais foi “no sentido de proteger os agressores”. O escritor disse que a PM soube de antemão da chegada dos baderneiros em dois ônibus, duas vans e outros dois veículos, mas nada fez até o momento em que eles invadiram o campus e o auditório da Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

“Eles agrediram, usaram de violência e ninguém foi preso.

A polícia só agiu para proteger os agressores, e isso só depois que as pessoas que participavam do lançamento reagiram, expulsando os invasores. No fim, os agressores ainda saíram da cidade escoltados pela PM até a BR-010, para retornarem ‘em segurança’ a São Luís”, contou Palmério.

Para o autor de “Honoráveis Bandidos”, a constatação mais lamentável no episódio foi ver que uma certa parcela da juventude – representada pelos promotores do tumulto em Imperatriz – não tem nenhum respeito por grandes figuras humanas, como os líderes camponeses Manoel da Conceição e Zezinho do Araguaia (Micheas Gomes de Almeida), que estavam presentes no lançamento.

“No momento da invasão, Manoel da Conceição dava um depoimento comovente, falando de sua história de lutas, de paz, de liberdade de expressão. O relato foi abruptamente interrompido pelos ovos e pedras que vieram em nossa direção. Manoel só não foi atingido porque se deitou no chão. Imagine um homem com a sua história, com tudo o que ele já passou, ali deitado no chão. Isso é de deixar qualquer um indignado”, relatou Palmério Dória.

sábado, agosto 14, 2010

Bilhete para Bivar, de Roberto Piva



hoje é o dia que os

anjos descem nas

catacumbas de cimento

sem o aviso das

máquinas de empacotar

sem saltar sobre

caramanchões de poluição

disseminando comportamento

de Lacaio

é o momento do

último homem

e que dura mais

tempo

é o tempo do crime

& sua prova

a caveira que ri

na noite vermelha

a explosão demográfica

& a fome a galope

é o Sol mudo a

Lua paralítica

Drácula janta na

Esquina

E para que ser poeta

em tempos de penúria? Exclama

Hölderlin adoidado

assassinos travestidos em folhagens

hordas de psicopatas

atirados nas praças

enquanto os últimos

poetas

perambulam na noite

acolchoada

sexta-feira, agosto 13, 2010

Eclipse

"Para que servem poetas em tempo de indigência?"

"E para que ser poeta em tempos de penúria", é a citação de Roberto Piva ao grande Hölderlin, base do poema longo que cito na postagem mais abaixo, de Fernando Monteiro, lançado dia 12.

Brot und Wein, Hölderlin, sétima estrofe

Tradução Maria Teresa Dias Furtado, em Elegias, da Assírio e Alvim

Mas nós, amigo, chegamos demasiado tarde. Certo é que os deuses vivem,
Mas acima de nós, lá em cima, noutro mundo.
Aí o seu domínio é infinito e parecem não se importar
Se estamos vivos, tanto nos querem poupar.
Pois nem sempre pode um frágil vaso contê-los,
O homem apenas algum tempo suporta a plenitude divina.
Depois toda a nossa vida é sonhar com eles. Mas os erros,
Tal como o sono, ajudam, e a necessidade e a noite fortalecem,
Até que haja suficientes heróis, criados em berço de bronze,
De coração corajoso, como dantes, semelhantes aos Celestiais.
Depois eles chegam, trovejantes. Entretanto penso por vezes
Que é melhor dormir do que estar assim sem companheiros,
Nem sei perseverar assim, nem que fazer entretanto,
Nem que dizer, pois para que servem poetas em tempo de indigência?
Mas eles são, dizes, como sacerdotes santos do deus do vinho
Que em noite santa vagueavam de terra em terra.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Lá como cá

Li no blog português Outra Margem, que por sua vez achou em outro citado aí abaixo.

Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas." Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos. Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?

Ferreira Fernandes, DN, 12.08.10.
Cheguei lá via
bombeirosparasempre