segunda-feira, janeiro 11, 2010

O fim da civilização ocidental-1



Gostei muito da série de posts que alguns simpáticos blogs cariocas, como o Buteco do Edu, tem colocado com este título sugestivo. Adotei, e vou juntar duas notas do citado blog, embora não com esse título, mas achei apropíadissimo.

1-De O Globo, 24.12.2009


Jantar nas alturas




2-Da coluna de Ancelmo Gois, O Globo, 4.1.2010

domingo, janeiro 10, 2010

Gato e o último tango em Paris

Gimme Shelter, outubro 2009

Mick, Fergie, Bono, Will.i.am



Oh, a storm is threat'ning Uma tempestade está ameaçando
My very life today Minha própria vida hoje
If I don't get some shelter Se eu não arrumar algum abrigo
Oh yeah, I'm gonna fade away Oh yeah, Vou esmorecer

Guerra, crianças, está a um tiro de distância
War, children, it's just a shot away Está a um tiro de distância


Oh, see the fire is sweepin' Ooh, veja o fogo varrendo
Our very street today A nossa rua hoje
Burns like a red coal carpet Queima como um tapete vermelho de carvão
Mad bull lost its way Touros enfurecidos que perderam sua direção

Guerra, crianças, está a um tiro de distância
War, children, it's just a shot away Está a um tiro de distância


Rape, murder! Estupro, assassinato!
It's just a shot away Está a um tiro de distância

The floods is threat'ning My very life today
Gimme, gimme shelter
Or I'm gonna fade away

War, children, it's just a shot away A enchente está ameaçando
It's just a shot away (4x) Minha própria vida hoje
Dê-me, dê-me abrigo
Ou vou esmorecer

I tell you love, sister, it's just a kiss away
Eu lhe digo amor, irmã
Está apenas a um beijo de distância

Um beijo de distância

E Bob Dylan

que tiraram do ar, dançou, direto autoral né? tá

sábado, janeiro 09, 2010

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Modrian e a teoria

Piet Mondrian, The red tree,c.1909. Oil on canvas. 27 3/8" x 39". Gemeentemuseum, the Hague, Netherlands.

Eric Ponty

Uma maça não cai
da macieira
horizontal oposta
porque a lei da gravidade
determinou.

Uma maça cai
da macieira
porque estivesse
madura.

Um poema não se faz
da lei da gramatica
determina.

Um poema não se faz
poesia
porque o acadêmico
determina ou
linhas gerais do partido
do icto determinam
talvez estivesse
madura na concepção .

quinta-feira, janeiro 07, 2010

São Luiz do Paraitinga é um cenário de guerra

Do jornalista, geógrafo e amigo da cidade Mouzar Benedito

"Estive em São Luís do Paraitinga na segunda-feira, dia 4. É um cenário de guerra. Parece um filme daqueles catastróficos.
Fora as casas derrubadas, como se tivessem sido bombardeadas, havia muita gente pasma, depois de perder tudo o que tinha. Ninguém acreditava que a água podia subir tanto. De repente tiveram que sair depressa, com água no joelho, sem tempo de pegar nada. Era preciso subir o morro e ficar em lugar seguro. Muitos amigos ficaram com a roupa do corpo. Mas não tem faltado solidariedade. No tempo em que fiquei lá tentando entrar na cidade com amigos, levando roupas e alimentos, e a Defesa “Civil” impedindo, chegavam (e eram barradas) muitas pessoas de outras cidades, com sacolas de comida e roupa. De vez em quando chegava uma caminhonete com água, leite, material de limpeza etc. e também tinha que parar. Algumas coisas eram colocadas em caminhonetes de pessoas que podiam entrar na cidade e levadas para as pessoas.
O motivo da proibição de entrar lá nem a pé era que um poste ameaçava cair sobre a ponte – único meio de acesso atualmente – e atingir alguém. E também a parede de um casarão podia desabar logo depois da ponte. Estranho era que autoridades passavam direto por ali. Será que poste não cai em cabeça de autoridade?
Apesar de tudo, das perdas e do trauma, a população parece disposta a reconstruir a cidade e suas vidas. Mas é preciso identificar as causas de uma enchente tão volumosa. Em 1996 houve uma – até antes desta última, recordista – em que a água chegou até a praça, mas não destruiu nada. Depois, ficou-se sabendo que uma represa abriu as comportas sem avisar ninguém.
Agora, uma enchente dezenas de vezes maior, a imprensa não procura saber as causas, fica tudo por conta da chuva. Será que não houve sangramento de represas? Será que a monocultura do eucalipto não tem nada com isso? Lá, em vez de fazer curvas de nível, as plantações de eucalipto fazem uma rua morro abaixo, de maneira que a água que cai corre toda para baixo, levando barro e nutrientes da terra. E tem a ocupação exagerada de certas margens.
Finalmente quero dizer que ouvi muita gente e todos disseram a mesma coisa: é mentira que o governo do estado está presente lá desde o início. Os bombeiros chegaram muito tarde, com um único bote inflável motorizado, demoraram horas para inflar e depois perceberam que não levaram combustível. Fizeram só duas viagens, enquanto os rapazes do rafting tiravam as pessoas da enchente em botes a remos. Todos dizem que se não fossem eles – e portanto se dependesse do governo do estado – haveria umas 400 mortes.
Defesa Civil, bombeiros e militares, segundo disseram, têm cometido muitas trapalhadas. Ainda sobra ironia para alguns moradores dizerem quando eles se aproximam: “Lá vêm os Trapalhões”.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

História: jornal na era do linotipo

Interessantissimos filmes sobre a confecção do Estadão. O primeiro, narrado por Guilherme de Almeida, "crítico social-cinematográphico" do jornal, de 1935.





Aqui, o jornal em 1941, anda tempo de linotipo, clichês, calandras, revisores: "Um bom jornal moderno deve sair sem erros". Pois é...


terça-feira, janeiro 05, 2010

Jornalista proibe entrada de Sindicato

O Sindicato dos Garis e Varredores tentou entregar, no dia 4, uma carta de protesto ao Boris Casoy e à TV Bandeirantes.
Uma jornalista que se apresentou como Albertina e se disse chefe de redação não quis assinar o protocolo de recebimento.
Não autorizou que os diretores do Sindicato entrassem nas dependências da emissora.
Pior do que o âncora desrespeitando trabalhadores -- ele conhecemos bem e dele nada esperamos de melhor, embora sempre nos surpreendamos com barbáries - é saber que existem jornalistas como esta moça, cumprindo fielmente ordens superiores, proibindo a entrada de representantes sindicais, sequer recebendo a carta. Lembra aqueles tempos plúmbeos.
Jornalistas assim, conhecemos bem. Prestam o serviço, replicam a voz do dono, e um dia qualquer, quando não mais interessam, são tratados como os garis.
A história não é nova, mas sempre se repete.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Os garis, Casoy e a internet

“Feliz Ano Novo, muita paz, muita saúde, muito trabalho”. Sorridentes, os dois garis, de sotaque nordestino, encerravam uma edição de telejornal da TV Bandeirantes, a mesma que exibe o aqui já comentado CQC, entre outras pérolas.

Sim, garis sorridentes, aqueles mesmos que viram notícia quando acham pastas de dinheiro e devolvem. Mas desta vez não acharam nada, só desejavam feliz ano novo.

Até agora tem 936 mil acessos no Youtube o vídeo em que o âncora Boris Casoy, acreditando estar em OFF, declara:

“Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho."

Seu colega de casa, Fabio Pannunzio, parte para a defesa e afirma em seu blog:

“O diálogo permite várias interpretações diferentes. Segundo a Vanessa Kalil, que é minha amiga querida e é também a editora-executiva do Jornal da Noite, o sentido verdadeiro não era o que foi abstraído pela opinião pública. O que ele estaria querendo dizer é que havia restado aos garis, que estão na base da pirâmide social, dar a mensagem de boas festas naquela edição do telejornal”. Diz ainda que a frase "do alto de suas vassouras" -- sequer foi pronunciada ( o que o áudio desmente. Há também risos de pessoas não identificadas).
O episódio parecer ser condenado pela maioria.
Fiquei pensando na força da internet, a única responsável pelo “pedido de desculpas” do âncora no ar, no dia seguinte. Até há pouco, comentários ofensivos, edições manipuladas, baixarias televisivas de toda espécie não permitiam resposta em tempo real ou em qualquer tempo. Mas cerca de 700 mil acessos de um vídeo em apenas dois dias são algo a se considerar.
Fiquei pensando também que o argumento da editora-executiva não se sustenta.Casoy estaria penalizado porque restou aos garis dar boas festas? Coitados, tão pobres e ainda tendo de cumprimentar??Não entendi.
Casoy estaria criticando a edição, pois preferiria que os votos fossem externados por seres acima na escala social? Ou talvez Pannunzio não tenha conseguido explicar à altura o raciocínio da editora-executiva?
Tudo dá no mesmo.Não há explicação outra além do que se viu e ouviu.
Pergunta uma comentarista do blog de Pannunzio: “Poderia então, você ou sua editora, explicar as risadas que se seguem ao diálogo?”
No blog do jornalista, entretanto, há alguma discordância entre os comentaristas, como o que se assina João, um cidadão, afirmando que tem mais de 60 anos, não deve satisfação a ninguém e é contra a hipocrisia:
”Na minha opinião ele deveria ter falado tudo que falou durante a apresentação do jornal, inclusive finalizando com a famosa frase “Isto é uma vergonha”. Onde já se viu, eu com a família reunida, comemorando a data e sou obrigado a ver garis desejando boas festas?”
Extrapolou o seu João, que ao menos é sincero com seus preconceitos em ON.

Mas o ano novo, o ano do Tigre no horóscopo chinês, que começou com trágicas enchentes, e com essa infeliz declaração, traz boas novas:daqui para a frente tem volta, tem resposta, tem feedback.E em tempo real.

Ajuda para vítimas das enchentes

Pedido de ajuda para as vítimas de São Luiz do Paraitinga e Cunha (SP)

A Delegacia da JK em Taubate e a base da Policia Militar estão recebendo os donativos.
Água, fraldas e comida são essenciais neste momento.
Contamos com voces.
Maria Lúcia
Vale do Paraiba, Serras e Mar

As bases da Policia de São José dos Campos e Taubaté estão recebendo as doações para as vitimas desta tragedia que abalou o Vale:alimentos não perecíveis, água, colchões, roupas, lanternas, etc.
Os telefones para informações são 147 para quem está na cidade ou 3633-4544.
Quem não puder ir até o local pode ligar para o celular do plantão: 8119-5612 que eles buscam as doações.
Locais para doação:- Plantão da delegacia da JK- Rua Marquês de Rabicó, 33 - Gurilândia- Rua José Dantas, 266 - Pq Aeroporto - rua da igreja- Rua Monsenhor Miguel Martins, 361 - Vila Marli- Rua Padre Faria Fialho, 315 - Jd Maria Augusta