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quarta-feira, dezembro 23, 2009
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Os 30 anos do Lira Paulistana
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Para quem se lembra e pra quem nem sabia que existiu. Na Praça Benedito Calixto, Pinehiros, nos anos 80 existiu o Lira Paulistana, que lançou Itamar Assumção, Arrigo Barnabé, Os Spindolas, Suzana Sales, Premeditando o Breque, Lingua de Trapo, uma imensidão de talentos.Vanguarda paulistana.
Os 30 anos foram comemorados com vários shows no Sesc Consolação e um documentário.
Para quem se lembra e pra quem nem sabia que existiu. Na Praça Benedito Calixto, Pinehiros, nos anos 80 existiu o Lira Paulistana, que lançou Itamar Assumção, Arrigo Barnabé, Os Spindolas, Suzana Sales, Premeditando o Breque, Lingua de Trapo, uma imensidão de talentos.Vanguarda paulistana.
Os 30 anos foram comemorados com vários shows no Sesc Consolação e um documentário.
sábado, dezembro 19, 2009
Samba ao vivo na Rua do Ouvidor
No lindo centro da cidade maravilhosa, na frente da livraria Folha Seca, quinzenalmente há rodas de samba e de choro.A livraria é também editora, voltada para a cultura brasileira- futebol, música, historia. E resgata os espírito das antigas livrarias cariocas. Rua do Ouvidor, 37.
Soube agora que o sambista Wilson Moreira lançou lá seu CD. Para mim, que ando com saudades do Brasil, é um alento.
Soube agora que o sambista Wilson Moreira lançou lá seu CD. Para mim, que ando com saudades do Brasil, é um alento.
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Resultados da Conferência Nacional de Comunicação
Por Cristina Charão
O caderno de resoluções da 1a Conferência Nacional de Comunicação deverá se tornar um documento central para as organizações e movimentos sociais que lutam pela efetivação do direito à comunicação no país. Constarão em suas páginas propostas que há muito são defendidas por estas organizações, como a constituição de um Conselho Nacional de Comunicação com poderes deliberativos, e outras bastante recentes, mas que se tornaram centrais nas disputas no processo da Confecom, como a transformação da banda larga em um serviço em regime público.
A etapa nacional da Confecom terminou por volta das 19h do dia 17 de dezembro.
Foram aprovadas propostas que apontam para a regulamentação dos artigos constitucionais que regem a comunicação social no país. Estarão no caderno resoluções que propõe regulamentar o Artigo 221, que trata das finalidades educativas e culturais da programação, da regionalização e da presença da produção independente no rádio e na TV. Também há propostas que caracterizam os três sistemas – público, privado e estatal – previstos como complementares no Artigo 220. E ainda outro inciso do Artigo 221, que trata da proibição do monopólio e oligopólio no setor das comunicações também terá uma proposta de regulamentação constante como resolução da 1a Confecom.
As adversidades regimentais provocadas pela insistente negociação para a permanência do setor empresarial no processo deixaram, entretanto, sua marca na etapa nacional da Confecom. Em especial, a instituição do subterfúgio dos “temas sensíveis” deixou de fora do caderno de resoluções questões centrais como a separação estrutural das redes (a obrigação de que serviços e infra-estrutura sejam controlados por empresas diferentes) e a instituição do direito de antena (a abertura de espaço nas grades de programação para transmissão de conteúdos de interesse público) para os movimentos sociais.
O pedido de “tema sensível”, com apoio de metade dos delegados de um dos setores criados para a Confecom – sociedade civil empresarial, não-empresarial e poder público – impunha a necessidade de quórum qualificado para a aprovação de uma proposta. No lugar de 50% mais 1 voto, era necessário que 60% do plenário apoiasse a proposta “sensível” para esta ser aprovada.
O mesmo mecanismo, entretanto, foi usado pelas organizações e movimentos sociais para barrar propostas dos empresários. Uma delas foi a liberação do uso do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) para que as empresas de telecomunicações ampliem suas redes de telefonia móvel e de internet. Ambos os serviços são prestados em regime público, ou seja, o setor privado não está sujeito a metas e compromissos com a qualidade ou a universalização. Também foi pedido “tema sensível” sempre que os empresários tentaram votar propostas de desoneração tributária, especialmente do setor de telecomunicações.
Em nenhum dos casos em que houve pedido de “tema sensível” pelos movimentos sociais, o quórum qualificado se impôs sobre a vontade da maioria. Já as propostas declaradas “sensíveis” pelo empresariado foram todas aprovadas pela maioria do plenário, mas não se tornaram resolução da Confecom por não alcançarem os 60%.
Do Observatorio do Direito à Comunicação
O caderno de resoluções da 1a Conferência Nacional de Comunicação deverá se tornar um documento central para as organizações e movimentos sociais que lutam pela efetivação do direito à comunicação no país. Constarão em suas páginas propostas que há muito são defendidas por estas organizações, como a constituição de um Conselho Nacional de Comunicação com poderes deliberativos, e outras bastante recentes, mas que se tornaram centrais nas disputas no processo da Confecom, como a transformação da banda larga em um serviço em regime público.
A etapa nacional da Confecom terminou por volta das 19h do dia 17 de dezembro.
Foram aprovadas propostas que apontam para a regulamentação dos artigos constitucionais que regem a comunicação social no país. Estarão no caderno resoluções que propõe regulamentar o Artigo 221, que trata das finalidades educativas e culturais da programação, da regionalização e da presença da produção independente no rádio e na TV. Também há propostas que caracterizam os três sistemas – público, privado e estatal – previstos como complementares no Artigo 220. E ainda outro inciso do Artigo 221, que trata da proibição do monopólio e oligopólio no setor das comunicações também terá uma proposta de regulamentação constante como resolução da 1a Confecom.
As adversidades regimentais provocadas pela insistente negociação para a permanência do setor empresarial no processo deixaram, entretanto, sua marca na etapa nacional da Confecom. Em especial, a instituição do subterfúgio dos “temas sensíveis” deixou de fora do caderno de resoluções questões centrais como a separação estrutural das redes (a obrigação de que serviços e infra-estrutura sejam controlados por empresas diferentes) e a instituição do direito de antena (a abertura de espaço nas grades de programação para transmissão de conteúdos de interesse público) para os movimentos sociais.
O pedido de “tema sensível”, com apoio de metade dos delegados de um dos setores criados para a Confecom – sociedade civil empresarial, não-empresarial e poder público – impunha a necessidade de quórum qualificado para a aprovação de uma proposta. No lugar de 50% mais 1 voto, era necessário que 60% do plenário apoiasse a proposta “sensível” para esta ser aprovada.
O mesmo mecanismo, entretanto, foi usado pelas organizações e movimentos sociais para barrar propostas dos empresários. Uma delas foi a liberação do uso do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) para que as empresas de telecomunicações ampliem suas redes de telefonia móvel e de internet. Ambos os serviços são prestados em regime público, ou seja, o setor privado não está sujeito a metas e compromissos com a qualidade ou a universalização. Também foi pedido “tema sensível” sempre que os empresários tentaram votar propostas de desoneração tributária, especialmente do setor de telecomunicações.
Em nenhum dos casos em que houve pedido de “tema sensível” pelos movimentos sociais, o quórum qualificado se impôs sobre a vontade da maioria. Já as propostas declaradas “sensíveis” pelo empresariado foram todas aprovadas pela maioria do plenário, mas não se tornaram resolução da Confecom por não alcançarem os 60%.
Do Observatorio do Direito à Comunicação
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Cidadão Boilesen e a Folha
Do Blog do Jakobskind
Não deu na Folha de S. Paulo.
Renato Khair foi assistir ao filme Cidadão Boilesen e, no documentário, a Folha é citada como colaboradora da repressão, inclusive cedendo carros do jornal para a famigerada Operação Oban. O rapaz resolveu, então, enviar um e-mail para o ombudsman da Folha, solicitando que o jornal se posicionasse diante das graves acusações, já que até hoje ninguém da direção havia ainda se manifestado. Afinal, a Folha colaborou ou não com a Oban? Abaixo, segue o e-mail que ele enviou e a resposta risível do Carlos Eduardo Lins da Silva. Nenhuma das mensagens foi publicada pelo jornal.
E-mail do Renato Khair:"No ótimo documentário 'Cidadão Boilesen', de Chaim Litewski, há uma citação expressa de que o jornal 'Folha de São Paulo' teria colaborado diretamente com a Operação Bandeirantes (Oban), da ditadura militar. A 'Folha' teria cedido suas caminhonetes aos membros da Oban, na repressão aos opositores da ditadura. É uma acusação grave e séria. Até agora, não vi nenhuma resposta da 'Folha', negando veementemente qualquer tipo de participação ou de apoio ao regime militar. O mínimo que se espera é que o jornal se manifeste, seja para refutar ou para confirmar tais afirmações". Renato Khair
Resposta do ombudsman da Folha:
Caro Sr. Renato,Durante o período ditatorial, a direção da Folha não foi informada da utilização de seus caminhões pelos órgãos de repressão. No entanto, investigações posteriores constataram que, de fato, alguns veículos do jornal foram usados por equipes do DOI-Codi. Esses atos foram praticados à revelia dos acionistas da empresa.Atenciosamente,Carlos Eduardo Lins da SilvaOmbudsman - Folha de S.PauloAl. Barão de Limeira, 425 - 8o. andar01202-900 - São Paulo - SPTelefone: 0800 159000Fax: (11) 3224-3895
ombudsma@uol.com.br
http://www.folha.com.br/ombudsman/
Não deu na Folha de S. Paulo.
Renato Khair foi assistir ao filme Cidadão Boilesen e, no documentário, a Folha é citada como colaboradora da repressão, inclusive cedendo carros do jornal para a famigerada Operação Oban. O rapaz resolveu, então, enviar um e-mail para o ombudsman da Folha, solicitando que o jornal se posicionasse diante das graves acusações, já que até hoje ninguém da direção havia ainda se manifestado. Afinal, a Folha colaborou ou não com a Oban? Abaixo, segue o e-mail que ele enviou e a resposta risível do Carlos Eduardo Lins da Silva. Nenhuma das mensagens foi publicada pelo jornal.
E-mail do Renato Khair:"No ótimo documentário 'Cidadão Boilesen', de Chaim Litewski, há uma citação expressa de que o jornal 'Folha de São Paulo' teria colaborado diretamente com a Operação Bandeirantes (Oban), da ditadura militar. A 'Folha' teria cedido suas caminhonetes aos membros da Oban, na repressão aos opositores da ditadura. É uma acusação grave e séria. Até agora, não vi nenhuma resposta da 'Folha', negando veementemente qualquer tipo de participação ou de apoio ao regime militar. O mínimo que se espera é que o jornal se manifeste, seja para refutar ou para confirmar tais afirmações". Renato Khair
Resposta do ombudsman da Folha:
Caro Sr. Renato,Durante o período ditatorial, a direção da Folha não foi informada da utilização de seus caminhões pelos órgãos de repressão. No entanto, investigações posteriores constataram que, de fato, alguns veículos do jornal foram usados por equipes do DOI-Codi. Esses atos foram praticados à revelia dos acionistas da empresa.Atenciosamente,Carlos Eduardo Lins da SilvaOmbudsman - Folha de S.PauloAl. Barão de Limeira, 425 - 8o. andar01202-900 - São Paulo - SPTelefone: 0800 159000Fax: (11) 3224-3895
ombudsma@uol.com.br
http://www.folha.com.br/ombudsman/
terça-feira, dezembro 15, 2009
Exame do Cremesp reprova 56% de estudantes de medicina
Da Folha Online
"Pelo terceiro ano consecutivo, a maioria dos estudantes que vão se formar em medicina no Estado de São Paulo foram reprovados no exame do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). Neste ano, de 621 estudantes que prestaram o exame, 56% foram reprovados. Para o conselho, o índice comprova a precariedade do ensino de medicina no Estado.
Atualmente, 31 instituições formam cerca 2.600 médicos todos os anos em São Paulo. Além de não ser obrigatório, o conselho afirma que muitas faculdades e estudantes boicotam o exame, realizado há cinco anos. Mesmo assim, o Cremesp considera o número de participantes significativo, já que representa 25% dos alunos que cursam o último ano do curso.
Entre os conhecimentos avaliados em nove áreas da medicina, o pior desempenho dos estudantes ocorreu em clínica médica, que reúne os conhecimentos básicos do atendimento aos pacientes. "Lamentavelmente essa prova mostra que naquilo que as escolas deveriam melhor treinar o indíviduo que vai ser um médico, um especialista, nós temos resultados piores. Geralmente na clínica médica, nas áreas relacionadas à emergência, as portas de entrada para um médico recém-formado no país", afirma Bráulio Luna Filho, coordenador do exame.
Para Luna Filho, a má formação dos médicos é um problema que pode ser sentido também no aumento do número de denúncias de erro médico recebidas pelo conselho. Segundo o coordenador, em 1993 foram recebidas cerca de 1.400 denúncias, número que aumentou para 4.500 neste ano. "
Diagnósticos?
1-Menino de 3 anos é levado ao prontosocorro com febre, queda do estado geral e vômitos alimentares.
Não tem distensão abdominal significativa. A mãe refere que acriança está em fase de preparo ambulatorial para correção de hérnia inguinal e hidrocele à direita. O exame físico revela dor abdominal à
direita. O cirurgião indica exploração inguinal, para afastar torção testicular. Encontra pus no interior,
tendo o testículoaspecto normal, não havendo evidências de torção do pedículo testicular nem de
conteúdo visceral abdominal no funículo espermático. Principal diagnóstico que deverá
ser afastado:
A resposta correta é apendicite aguda, e 49% erraram.
2- Gestante com glicemia colhida após café da manhã igual a 210 mg/ dL, comparece à
consulta de pré-natal com 12 semanas. Conduta adequada: Iniciar dieta para
gestante diabética
77% erraram
"Pelo terceiro ano consecutivo, a maioria dos estudantes que vão se formar em medicina no Estado de São Paulo foram reprovados no exame do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). Neste ano, de 621 estudantes que prestaram o exame, 56% foram reprovados. Para o conselho, o índice comprova a precariedade do ensino de medicina no Estado.
Atualmente, 31 instituições formam cerca 2.600 médicos todos os anos em São Paulo. Além de não ser obrigatório, o conselho afirma que muitas faculdades e estudantes boicotam o exame, realizado há cinco anos. Mesmo assim, o Cremesp considera o número de participantes significativo, já que representa 25% dos alunos que cursam o último ano do curso.
Entre os conhecimentos avaliados em nove áreas da medicina, o pior desempenho dos estudantes ocorreu em clínica médica, que reúne os conhecimentos básicos do atendimento aos pacientes. "Lamentavelmente essa prova mostra que naquilo que as escolas deveriam melhor treinar o indíviduo que vai ser um médico, um especialista, nós temos resultados piores. Geralmente na clínica médica, nas áreas relacionadas à emergência, as portas de entrada para um médico recém-formado no país", afirma Bráulio Luna Filho, coordenador do exame.
Para Luna Filho, a má formação dos médicos é um problema que pode ser sentido também no aumento do número de denúncias de erro médico recebidas pelo conselho. Segundo o coordenador, em 1993 foram recebidas cerca de 1.400 denúncias, número que aumentou para 4.500 neste ano. "
Diagnósticos?
1-Menino de 3 anos é levado ao prontosocorro com febre, queda do estado geral e vômitos alimentares.
Não tem distensão abdominal significativa. A mãe refere que acriança está em fase de preparo ambulatorial para correção de hérnia inguinal e hidrocele à direita. O exame físico revela dor abdominal à
direita. O cirurgião indica exploração inguinal, para afastar torção testicular. Encontra pus no interior,
tendo o testículoaspecto normal, não havendo evidências de torção do pedículo testicular nem de
conteúdo visceral abdominal no funículo espermático. Principal diagnóstico que deverá
ser afastado:
A resposta correta é apendicite aguda, e 49% erraram.
2- Gestante com glicemia colhida após café da manhã igual a 210 mg/ dL, comparece à
consulta de pré-natal com 12 semanas. Conduta adequada: Iniciar dieta para
gestante diabética
77% erraram
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