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sexta-feira, dezembro 18, 2009
Resultados da Conferência Nacional de Comunicação
Por Cristina Charão
O caderno de resoluções da 1a Conferência Nacional de Comunicação deverá se tornar um documento central para as organizações e movimentos sociais que lutam pela efetivação do direito à comunicação no país. Constarão em suas páginas propostas que há muito são defendidas por estas organizações, como a constituição de um Conselho Nacional de Comunicação com poderes deliberativos, e outras bastante recentes, mas que se tornaram centrais nas disputas no processo da Confecom, como a transformação da banda larga em um serviço em regime público.
A etapa nacional da Confecom terminou por volta das 19h do dia 17 de dezembro.
Foram aprovadas propostas que apontam para a regulamentação dos artigos constitucionais que regem a comunicação social no país. Estarão no caderno resoluções que propõe regulamentar o Artigo 221, que trata das finalidades educativas e culturais da programação, da regionalização e da presença da produção independente no rádio e na TV. Também há propostas que caracterizam os três sistemas – público, privado e estatal – previstos como complementares no Artigo 220. E ainda outro inciso do Artigo 221, que trata da proibição do monopólio e oligopólio no setor das comunicações também terá uma proposta de regulamentação constante como resolução da 1a Confecom.
As adversidades regimentais provocadas pela insistente negociação para a permanência do setor empresarial no processo deixaram, entretanto, sua marca na etapa nacional da Confecom. Em especial, a instituição do subterfúgio dos “temas sensíveis” deixou de fora do caderno de resoluções questões centrais como a separação estrutural das redes (a obrigação de que serviços e infra-estrutura sejam controlados por empresas diferentes) e a instituição do direito de antena (a abertura de espaço nas grades de programação para transmissão de conteúdos de interesse público) para os movimentos sociais.
O pedido de “tema sensível”, com apoio de metade dos delegados de um dos setores criados para a Confecom – sociedade civil empresarial, não-empresarial e poder público – impunha a necessidade de quórum qualificado para a aprovação de uma proposta. No lugar de 50% mais 1 voto, era necessário que 60% do plenário apoiasse a proposta “sensível” para esta ser aprovada.
O mesmo mecanismo, entretanto, foi usado pelas organizações e movimentos sociais para barrar propostas dos empresários. Uma delas foi a liberação do uso do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) para que as empresas de telecomunicações ampliem suas redes de telefonia móvel e de internet. Ambos os serviços são prestados em regime público, ou seja, o setor privado não está sujeito a metas e compromissos com a qualidade ou a universalização. Também foi pedido “tema sensível” sempre que os empresários tentaram votar propostas de desoneração tributária, especialmente do setor de telecomunicações.
Em nenhum dos casos em que houve pedido de “tema sensível” pelos movimentos sociais, o quórum qualificado se impôs sobre a vontade da maioria. Já as propostas declaradas “sensíveis” pelo empresariado foram todas aprovadas pela maioria do plenário, mas não se tornaram resolução da Confecom por não alcançarem os 60%.
Do Observatorio do Direito à Comunicação
O caderno de resoluções da 1a Conferência Nacional de Comunicação deverá se tornar um documento central para as organizações e movimentos sociais que lutam pela efetivação do direito à comunicação no país. Constarão em suas páginas propostas que há muito são defendidas por estas organizações, como a constituição de um Conselho Nacional de Comunicação com poderes deliberativos, e outras bastante recentes, mas que se tornaram centrais nas disputas no processo da Confecom, como a transformação da banda larga em um serviço em regime público.
A etapa nacional da Confecom terminou por volta das 19h do dia 17 de dezembro.
Foram aprovadas propostas que apontam para a regulamentação dos artigos constitucionais que regem a comunicação social no país. Estarão no caderno resoluções que propõe regulamentar o Artigo 221, que trata das finalidades educativas e culturais da programação, da regionalização e da presença da produção independente no rádio e na TV. Também há propostas que caracterizam os três sistemas – público, privado e estatal – previstos como complementares no Artigo 220. E ainda outro inciso do Artigo 221, que trata da proibição do monopólio e oligopólio no setor das comunicações também terá uma proposta de regulamentação constante como resolução da 1a Confecom.
As adversidades regimentais provocadas pela insistente negociação para a permanência do setor empresarial no processo deixaram, entretanto, sua marca na etapa nacional da Confecom. Em especial, a instituição do subterfúgio dos “temas sensíveis” deixou de fora do caderno de resoluções questões centrais como a separação estrutural das redes (a obrigação de que serviços e infra-estrutura sejam controlados por empresas diferentes) e a instituição do direito de antena (a abertura de espaço nas grades de programação para transmissão de conteúdos de interesse público) para os movimentos sociais.
O pedido de “tema sensível”, com apoio de metade dos delegados de um dos setores criados para a Confecom – sociedade civil empresarial, não-empresarial e poder público – impunha a necessidade de quórum qualificado para a aprovação de uma proposta. No lugar de 50% mais 1 voto, era necessário que 60% do plenário apoiasse a proposta “sensível” para esta ser aprovada.
O mesmo mecanismo, entretanto, foi usado pelas organizações e movimentos sociais para barrar propostas dos empresários. Uma delas foi a liberação do uso do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) para que as empresas de telecomunicações ampliem suas redes de telefonia móvel e de internet. Ambos os serviços são prestados em regime público, ou seja, o setor privado não está sujeito a metas e compromissos com a qualidade ou a universalização. Também foi pedido “tema sensível” sempre que os empresários tentaram votar propostas de desoneração tributária, especialmente do setor de telecomunicações.
Em nenhum dos casos em que houve pedido de “tema sensível” pelos movimentos sociais, o quórum qualificado se impôs sobre a vontade da maioria. Já as propostas declaradas “sensíveis” pelo empresariado foram todas aprovadas pela maioria do plenário, mas não se tornaram resolução da Confecom por não alcançarem os 60%.
Do Observatorio do Direito à Comunicação
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Cidadão Boilesen e a Folha
Do Blog do Jakobskind
Não deu na Folha de S. Paulo.
Renato Khair foi assistir ao filme Cidadão Boilesen e, no documentário, a Folha é citada como colaboradora da repressão, inclusive cedendo carros do jornal para a famigerada Operação Oban. O rapaz resolveu, então, enviar um e-mail para o ombudsman da Folha, solicitando que o jornal se posicionasse diante das graves acusações, já que até hoje ninguém da direção havia ainda se manifestado. Afinal, a Folha colaborou ou não com a Oban? Abaixo, segue o e-mail que ele enviou e a resposta risível do Carlos Eduardo Lins da Silva. Nenhuma das mensagens foi publicada pelo jornal.
E-mail do Renato Khair:"No ótimo documentário 'Cidadão Boilesen', de Chaim Litewski, há uma citação expressa de que o jornal 'Folha de São Paulo' teria colaborado diretamente com a Operação Bandeirantes (Oban), da ditadura militar. A 'Folha' teria cedido suas caminhonetes aos membros da Oban, na repressão aos opositores da ditadura. É uma acusação grave e séria. Até agora, não vi nenhuma resposta da 'Folha', negando veementemente qualquer tipo de participação ou de apoio ao regime militar. O mínimo que se espera é que o jornal se manifeste, seja para refutar ou para confirmar tais afirmações". Renato Khair
Resposta do ombudsman da Folha:
Caro Sr. Renato,Durante o período ditatorial, a direção da Folha não foi informada da utilização de seus caminhões pelos órgãos de repressão. No entanto, investigações posteriores constataram que, de fato, alguns veículos do jornal foram usados por equipes do DOI-Codi. Esses atos foram praticados à revelia dos acionistas da empresa.Atenciosamente,Carlos Eduardo Lins da SilvaOmbudsman - Folha de S.PauloAl. Barão de Limeira, 425 - 8o. andar01202-900 - São Paulo - SPTelefone: 0800 159000Fax: (11) 3224-3895
ombudsma@uol.com.br
http://www.folha.com.br/ombudsman/
Não deu na Folha de S. Paulo.
Renato Khair foi assistir ao filme Cidadão Boilesen e, no documentário, a Folha é citada como colaboradora da repressão, inclusive cedendo carros do jornal para a famigerada Operação Oban. O rapaz resolveu, então, enviar um e-mail para o ombudsman da Folha, solicitando que o jornal se posicionasse diante das graves acusações, já que até hoje ninguém da direção havia ainda se manifestado. Afinal, a Folha colaborou ou não com a Oban? Abaixo, segue o e-mail que ele enviou e a resposta risível do Carlos Eduardo Lins da Silva. Nenhuma das mensagens foi publicada pelo jornal.
E-mail do Renato Khair:"No ótimo documentário 'Cidadão Boilesen', de Chaim Litewski, há uma citação expressa de que o jornal 'Folha de São Paulo' teria colaborado diretamente com a Operação Bandeirantes (Oban), da ditadura militar. A 'Folha' teria cedido suas caminhonetes aos membros da Oban, na repressão aos opositores da ditadura. É uma acusação grave e séria. Até agora, não vi nenhuma resposta da 'Folha', negando veementemente qualquer tipo de participação ou de apoio ao regime militar. O mínimo que se espera é que o jornal se manifeste, seja para refutar ou para confirmar tais afirmações". Renato Khair
Resposta do ombudsman da Folha:
Caro Sr. Renato,Durante o período ditatorial, a direção da Folha não foi informada da utilização de seus caminhões pelos órgãos de repressão. No entanto, investigações posteriores constataram que, de fato, alguns veículos do jornal foram usados por equipes do DOI-Codi. Esses atos foram praticados à revelia dos acionistas da empresa.Atenciosamente,Carlos Eduardo Lins da SilvaOmbudsman - Folha de S.PauloAl. Barão de Limeira, 425 - 8o. andar01202-900 - São Paulo - SPTelefone: 0800 159000Fax: (11) 3224-3895
ombudsma@uol.com.br
http://www.folha.com.br/ombudsman/
terça-feira, dezembro 15, 2009
Exame do Cremesp reprova 56% de estudantes de medicina
Da Folha Online
"Pelo terceiro ano consecutivo, a maioria dos estudantes que vão se formar em medicina no Estado de São Paulo foram reprovados no exame do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). Neste ano, de 621 estudantes que prestaram o exame, 56% foram reprovados. Para o conselho, o índice comprova a precariedade do ensino de medicina no Estado.
Atualmente, 31 instituições formam cerca 2.600 médicos todos os anos em São Paulo. Além de não ser obrigatório, o conselho afirma que muitas faculdades e estudantes boicotam o exame, realizado há cinco anos. Mesmo assim, o Cremesp considera o número de participantes significativo, já que representa 25% dos alunos que cursam o último ano do curso.
Entre os conhecimentos avaliados em nove áreas da medicina, o pior desempenho dos estudantes ocorreu em clínica médica, que reúne os conhecimentos básicos do atendimento aos pacientes. "Lamentavelmente essa prova mostra que naquilo que as escolas deveriam melhor treinar o indíviduo que vai ser um médico, um especialista, nós temos resultados piores. Geralmente na clínica médica, nas áreas relacionadas à emergência, as portas de entrada para um médico recém-formado no país", afirma Bráulio Luna Filho, coordenador do exame.
Para Luna Filho, a má formação dos médicos é um problema que pode ser sentido também no aumento do número de denúncias de erro médico recebidas pelo conselho. Segundo o coordenador, em 1993 foram recebidas cerca de 1.400 denúncias, número que aumentou para 4.500 neste ano. "
Diagnósticos?
1-Menino de 3 anos é levado ao prontosocorro com febre, queda do estado geral e vômitos alimentares.
Não tem distensão abdominal significativa. A mãe refere que acriança está em fase de preparo ambulatorial para correção de hérnia inguinal e hidrocele à direita. O exame físico revela dor abdominal à
direita. O cirurgião indica exploração inguinal, para afastar torção testicular. Encontra pus no interior,
tendo o testículoaspecto normal, não havendo evidências de torção do pedículo testicular nem de
conteúdo visceral abdominal no funículo espermático. Principal diagnóstico que deverá
ser afastado:
A resposta correta é apendicite aguda, e 49% erraram.
2- Gestante com glicemia colhida após café da manhã igual a 210 mg/ dL, comparece à
consulta de pré-natal com 12 semanas. Conduta adequada: Iniciar dieta para
gestante diabética
77% erraram
"Pelo terceiro ano consecutivo, a maioria dos estudantes que vão se formar em medicina no Estado de São Paulo foram reprovados no exame do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). Neste ano, de 621 estudantes que prestaram o exame, 56% foram reprovados. Para o conselho, o índice comprova a precariedade do ensino de medicina no Estado.
Atualmente, 31 instituições formam cerca 2.600 médicos todos os anos em São Paulo. Além de não ser obrigatório, o conselho afirma que muitas faculdades e estudantes boicotam o exame, realizado há cinco anos. Mesmo assim, o Cremesp considera o número de participantes significativo, já que representa 25% dos alunos que cursam o último ano do curso.
Entre os conhecimentos avaliados em nove áreas da medicina, o pior desempenho dos estudantes ocorreu em clínica médica, que reúne os conhecimentos básicos do atendimento aos pacientes. "Lamentavelmente essa prova mostra que naquilo que as escolas deveriam melhor treinar o indíviduo que vai ser um médico, um especialista, nós temos resultados piores. Geralmente na clínica médica, nas áreas relacionadas à emergência, as portas de entrada para um médico recém-formado no país", afirma Bráulio Luna Filho, coordenador do exame.
Para Luna Filho, a má formação dos médicos é um problema que pode ser sentido também no aumento do número de denúncias de erro médico recebidas pelo conselho. Segundo o coordenador, em 1993 foram recebidas cerca de 1.400 denúncias, número que aumentou para 4.500 neste ano. "
Diagnósticos?
1-Menino de 3 anos é levado ao prontosocorro com febre, queda do estado geral e vômitos alimentares.
Não tem distensão abdominal significativa. A mãe refere que acriança está em fase de preparo ambulatorial para correção de hérnia inguinal e hidrocele à direita. O exame físico revela dor abdominal à
direita. O cirurgião indica exploração inguinal, para afastar torção testicular. Encontra pus no interior,
tendo o testículoaspecto normal, não havendo evidências de torção do pedículo testicular nem de
conteúdo visceral abdominal no funículo espermático. Principal diagnóstico que deverá
ser afastado:
A resposta correta é apendicite aguda, e 49% erraram.
2- Gestante com glicemia colhida após café da manhã igual a 210 mg/ dL, comparece à
consulta de pré-natal com 12 semanas. Conduta adequada: Iniciar dieta para
gestante diabética
77% erraram
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Intervozes, Levante sua voz/ parte 2
Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta Ilha das Flores de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.
Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
A primeira parte deste video está postada em Conferência Nacional de Comunicação.
Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
A primeira parte deste video está postada em Conferência Nacional de Comunicação.
domingo, dezembro 13, 2009
Da série: "Eu ainda me surpreendo"
1--Filme sobre a vida de Bruna Surfistinha, ou Raquel Pacheco, moça de classe média que saiu da casa dos pais e foi para a prostituição, de olho nos adolescentes , ou "teens" como a caboclada que quer ser yankee chama, terá poucas cenas de sexo não explícito. O diretor, formado pela ECAUSP, e iniciante, diz : " É lógico que é um beneficio ter os fãs da Raquel"...
Raquel tem fãs...
Raquel é chamada de "garota de programa", eufemismo moderno para designar a profissao mais antiga do mundo. Por que será? A tornará glamourosa, é isso?
Dizem os jornais que a biografia de Pacheco, feita por um professor de jornalismo, foi sucesso entre os adolescentes.
2--Projeto de lei 917, do deputado Waldir Agnello (PTB-SP) pode alterar a atual probição do uso de amianto no estado de SP.
Até mesmo a Abifibro, associação de industrias e distribuidores de produtos de fibrocimento- não quer a lei. Diz que " a indústria paulista já tem tecnpologia e está adaptada para produzir fibras alternativas".
O amianto foi banido por 50 paises, não o Brasil, mas Sp tem legislação própria.Ainda há aqui 3 fabricantes que utilizam amianto. Uma delas, a Confibra, diz que fibras alternativas custam caro e " nosso publico-alvo é a baixa renda"..
É isso, então, como é para pobres, podem morrer com os pulmões entupidos de amianto, já que fica mais barato.
3-A CTNBio (COmissão Técnica Nacional de Biossegurança) diz que não mais será preciso monitorar empresas que vendem produtos transgênicos, para rastrear seus efeitos.
Diz Walter Colli, o presidente, que está de acordo com a indústria. Em novembro, ele propôs a suspensão do monitoramento posterior à liberação comercial. Esse monitoramento nao foi posto em prática, pois segundo a indústria, é impossivel de ser feito, já que são 15 mil produtos com milho ou soja transgencia, olhem só!
Não entendi, lendo o jornal- nunca entendo o que eles escrevem, pois sempre falta explicar- quem faria esse monitoramento. Se o governo, que não tem fiscais, se as proprias empresas, que nao tem nenhum interesse em descobrir efeitos colaterais dos transgenicos.
Então é assim: a CTNBIo já liberou transgênicos varios, mas nós o povo não sabemos que produtos contém- e olhe que segundo pesquisas do Greenpeace, do oleo Lisa ao Bis da Lacta, são transgenicos. E mais um monte, já que dizem , há 15 mil produtos que "podem ou não" ser transgenicos.
Tudo bem, eu só queria saber o que consumo, e quais os efeitos colaterais dos transgenicos, o que o lobby transnacional nao permite, e os governos aceitam, inclusive o do Lula.
Raquel tem fãs...
Raquel é chamada de "garota de programa", eufemismo moderno para designar a profissao mais antiga do mundo. Por que será? A tornará glamourosa, é isso?
Dizem os jornais que a biografia de Pacheco, feita por um professor de jornalismo, foi sucesso entre os adolescentes.
2--Projeto de lei 917, do deputado Waldir Agnello (PTB-SP) pode alterar a atual probição do uso de amianto no estado de SP.
Até mesmo a Abifibro, associação de industrias e distribuidores de produtos de fibrocimento- não quer a lei. Diz que " a indústria paulista já tem tecnpologia e está adaptada para produzir fibras alternativas".
O amianto foi banido por 50 paises, não o Brasil, mas Sp tem legislação própria.Ainda há aqui 3 fabricantes que utilizam amianto. Uma delas, a Confibra, diz que fibras alternativas custam caro e " nosso publico-alvo é a baixa renda"..
É isso, então, como é para pobres, podem morrer com os pulmões entupidos de amianto, já que fica mais barato.
3-A CTNBio (COmissão Técnica Nacional de Biossegurança) diz que não mais será preciso monitorar empresas que vendem produtos transgênicos, para rastrear seus efeitos.
Diz Walter Colli, o presidente, que está de acordo com a indústria. Em novembro, ele propôs a suspensão do monitoramento posterior à liberação comercial. Esse monitoramento nao foi posto em prática, pois segundo a indústria, é impossivel de ser feito, já que são 15 mil produtos com milho ou soja transgencia, olhem só!
Não entendi, lendo o jornal- nunca entendo o que eles escrevem, pois sempre falta explicar- quem faria esse monitoramento. Se o governo, que não tem fiscais, se as proprias empresas, que nao tem nenhum interesse em descobrir efeitos colaterais dos transgenicos.
Então é assim: a CTNBIo já liberou transgênicos varios, mas nós o povo não sabemos que produtos contém- e olhe que segundo pesquisas do Greenpeace, do oleo Lisa ao Bis da Lacta, são transgenicos. E mais um monte, já que dizem , há 15 mil produtos que "podem ou não" ser transgenicos.
Tudo bem, eu só queria saber o que consumo, e quais os efeitos colaterais dos transgenicos, o que o lobby transnacional nao permite, e os governos aceitam, inclusive o do Lula.
Abominável mundo novo
Reproduzo artigo do jornalista Celso Lungaretti (*). Li o texto ao qual ele se refere e tive o mesmo sentimento.
"A construção civil é uma das atividades econômicas mais dependentes de contratos governamentais e, portanto, mais propensas à corrupção, ao falseamento de concorrências e outros crimes do colarinho branco.Caso da construtora Odebrecht, que, não faz nem dois meses, foi condenada pelo Tribunal de Contas da União por fraude num contrato para a manutenção de plataformas de petróleo na Bacia de Campos: uma auditoria do TCU flagrou "erros grosseiros" na prorrogação do contrato da Odebrecht com a Petrobrás, elevando em R$ 1,45 milhão o valor a ser desembolsado pela estatal.Isto não impede a Folha de S. Paulo de manter Emílio Odebrecht, presidente do Conselho de Administração da construtora, como colunista dominical.Seu texto deste dia 13, O desafio da expatriação, é dos mais repulsivos, louvando a emigração de profissionais brasileiros integrados a empresas que operam internacionalmente.Exalta os indivíduos movidos pela ganância, sem amor pelo seu povo nem afinidade sentimental com seu país, capazes de apagar totalmente sua história pregressa e recomeçar do zero numa terra estranha:
"...o principal desafio do indivíduo deve ser sair sem ter o projeto de voltar. Trabalhar no exterior pode significar um grande salto de desenvolvimento para si e para toda a sua família. Por isso, não deve ir com a mala, mas ir de mudança".Fez-me lembrar aquela tese sinistra de que, no mundo novo, as empresas substituirão as nações para todos os efeitos práticos. Cada um de nós vai pertencer a uma corporação, pouco importando onde atue, mesmo porque será transferido daqui pra lá e de lá pra cá ao sabor das conveniências empresariais.Que seres humanos desarraigados, egoístas e insensíveis o capitalismo quer formar! Os zumbis perfeitos do sistema, oscilando na órbita de corporações, em dependência extrema que acabará se tornando submissão extrema!E como isso violenta nossa índole apaixonada de latinoamericanos! Noutro dia mesmo recebi mensagem desalentada de um amigo engenheiro que mora no Canadá, queixando-se da exasperante previsibilidade de uma sociedade em que tudo é arrumado, organizado, disciplinado e fiscalizado demais. Preferiria estar entre hermanos, mas sacrifica-se em benefício da carreira dos filhos.Mais tocante ainda foi o desabafo de Gilberto Gil, quando teve de viver exilado em Londres: "Só quero que você me aqueça neste inferno/ e que tudo mais vá para o inverno".Se esse abominável mundo novo fosse uma certeza, não lamentaria já ter deixado para trás pelo menos dois terços da minha existência.Mas, como não sou tão pessimista, dedicarei o restante dos meus dias a ajudar os que tentam construir um futuro diferente para a humanidade.
* Jornalista e escritor, mantém os blogues
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/
"A construção civil é uma das atividades econômicas mais dependentes de contratos governamentais e, portanto, mais propensas à corrupção, ao falseamento de concorrências e outros crimes do colarinho branco.Caso da construtora Odebrecht, que, não faz nem dois meses, foi condenada pelo Tribunal de Contas da União por fraude num contrato para a manutenção de plataformas de petróleo na Bacia de Campos: uma auditoria do TCU flagrou "erros grosseiros" na prorrogação do contrato da Odebrecht com a Petrobrás, elevando em R$ 1,45 milhão o valor a ser desembolsado pela estatal.Isto não impede a Folha de S. Paulo de manter Emílio Odebrecht, presidente do Conselho de Administração da construtora, como colunista dominical.Seu texto deste dia 13, O desafio da expatriação, é dos mais repulsivos, louvando a emigração de profissionais brasileiros integrados a empresas que operam internacionalmente.Exalta os indivíduos movidos pela ganância, sem amor pelo seu povo nem afinidade sentimental com seu país, capazes de apagar totalmente sua história pregressa e recomeçar do zero numa terra estranha:
"...o principal desafio do indivíduo deve ser sair sem ter o projeto de voltar. Trabalhar no exterior pode significar um grande salto de desenvolvimento para si e para toda a sua família. Por isso, não deve ir com a mala, mas ir de mudança".Fez-me lembrar aquela tese sinistra de que, no mundo novo, as empresas substituirão as nações para todos os efeitos práticos. Cada um de nós vai pertencer a uma corporação, pouco importando onde atue, mesmo porque será transferido daqui pra lá e de lá pra cá ao sabor das conveniências empresariais.Que seres humanos desarraigados, egoístas e insensíveis o capitalismo quer formar! Os zumbis perfeitos do sistema, oscilando na órbita de corporações, em dependência extrema que acabará se tornando submissão extrema!E como isso violenta nossa índole apaixonada de latinoamericanos! Noutro dia mesmo recebi mensagem desalentada de um amigo engenheiro que mora no Canadá, queixando-se da exasperante previsibilidade de uma sociedade em que tudo é arrumado, organizado, disciplinado e fiscalizado demais. Preferiria estar entre hermanos, mas sacrifica-se em benefício da carreira dos filhos.Mais tocante ainda foi o desabafo de Gilberto Gil, quando teve de viver exilado em Londres: "Só quero que você me aqueça neste inferno/ e que tudo mais vá para o inverno".Se esse abominável mundo novo fosse uma certeza, não lamentaria já ter deixado para trás pelo menos dois terços da minha existência.Mas, como não sou tão pessimista, dedicarei o restante dos meus dias a ajudar os que tentam construir um futuro diferente para a humanidade.
* Jornalista e escritor, mantém os blogues
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/
sábado, dezembro 12, 2009
Campanha contra anistia a torturadores
Nos próximos meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar um processo decisivo para o futuro democrático do Brasil. Trata-se da ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 153, proposta em outubro de 2008 pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que reivindica que o Supremo interprete que a Lei de Anistia não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da ditadura civil militar (1964-1985).
O processo aguarda o parecer do Procurador Geral da República, e, em seguida, o ministro relator, Eros Grau, poderá colocar em pauta de julgamento.Com o objetivo de impedir que os agentes da repressão sejam anistiados, um grupo de defensores de direitos humanos e entidades da sociedade civil criou o “Comitê contra a Anistia aos Torturadores”.Tortura, assassinato e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, portanto não podem ser objeto de anistia ou auto-anistia. Estudos indicam que a impunidade dos crimes de ontem favorece a continuidade da violência atual dos agentes do Estado, que continuam praticando tortura e execuções extrajudiciais contra a população pobre.
A primeira iniciativa do comitê é o lançamento de um manifesto on-line, que já conta com o apoio de intelectuais, artistas, juristas, parlamentares e defensores de direitos humanos.Entres os que subscrevem a petição estão Antonio Candido, Chico Buarque, José Celso Martinez Correa, Aloysio Nunes Ferreira, Frei Betto, Marilena Chauí, João Pedro Stedile e Sérgio Mamberti.
Para assinar o manifesto,
http://www.ajd.org.br/contraanistia_port.php
O processo aguarda o parecer do Procurador Geral da República, e, em seguida, o ministro relator, Eros Grau, poderá colocar em pauta de julgamento.Com o objetivo de impedir que os agentes da repressão sejam anistiados, um grupo de defensores de direitos humanos e entidades da sociedade civil criou o “Comitê contra a Anistia aos Torturadores”.Tortura, assassinato e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, portanto não podem ser objeto de anistia ou auto-anistia. Estudos indicam que a impunidade dos crimes de ontem favorece a continuidade da violência atual dos agentes do Estado, que continuam praticando tortura e execuções extrajudiciais contra a população pobre.
A primeira iniciativa do comitê é o lançamento de um manifesto on-line, que já conta com o apoio de intelectuais, artistas, juristas, parlamentares e defensores de direitos humanos.Entres os que subscrevem a petição estão Antonio Candido, Chico Buarque, José Celso Martinez Correa, Aloysio Nunes Ferreira, Frei Betto, Marilena Chauí, João Pedro Stedile e Sérgio Mamberti.
Para assinar o manifesto,
http://www.ajd.org.br/contraanistia_port.php
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