terça-feira, novembro 17, 2009

Este filme não é de ficção

A Conferência Nacional de Comunicação será realizada pela primeira vez em dezembro, reunindo governo, sociedade civil e empresários, embora que se saiba as grandes famílias donas da comunicação não participarão.
A Intervozes , uma importante organização que atua pelo direito à comunicação no país – lançou o vídeo “Levante sua voz”, com direção de Pedro Ekman e narraçãode José Rubens Chachá.
Didático, útil e necessário.

Intervozes - Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Pedágio pra atravessar a praça? Só faltava

do blog É tudo política

Vitória da mobiização
Os moradores da pequena Vargem conseguiram uma grande vitória na Justiça. Não terão de pagar pedágio na Rodovia Fernão Dias na praça que corta a cidade ao meio. Toda vez que alguém ia levar o filho na escola ou para o açougue tinha de pagar R$ 1,20 na ida e R$ 1,20 na volta. Desde domingo, a passagem dos carros com placas de Vargem está isenta.

domingo, novembro 15, 2009

Pete Best, o outro Beatle



Recebi do maior beatlemanico que conheço e achei interessante.

Por Antonio Carlos Miguel

RIO - Ele foi trocado por Ringo Starr em agosto de 1962, mas um ex-beatle não se livra de seu passado. Mais de quatro décadas após a separação litigiosa, Pete Best está de volta ao Brasil, agora como a cereja no bolo do show de The Beats, banda argentina cover dos Beatles, que se apresentou neste sábado (14.11), no teatro do MAM carioca.

- Eu conheci o grupo numa apresentação que eles fizeram em Liverpool e percebi que eles são muito musicais, têm o espírito da sonoridade dos Beatles - conta, por telefone, Best, que assume a bateria em algumas canções, aquelas relacionadas aos dois anos em que ele atuou ao lado de John Lennon, Paul McCartney e George Harrison, e também conta histórias da época.Best nunca mais encontrou os ex-companheiros.

Ao sair do grupo, não faltou trabalho como baterista para Best, que, por cerca de um ano, ainda encontrou com os ex-companheiros no então efervescente cenário musical de Liverpool. A partir de 1963, quando os Beatles começaram a conquistar o mundo, seus caminhos nunca mais se cruzaram. Mas o veterano baterista - que completará 68 anos em 24 de novembro - diz que não se lamenta.

- Tantos anos depois, não guardo mágoa, não vejo sentido em ficar brigando com o passado. Prefiro lembrar os bons momentos que vivemos juntos e de como contribuí para a história deles. Na época, sonhávamos com o sucesso, em ser o número um na Inglaterra, talvez na Europa, depois de nossas temporadas em Hamburgo, mas nunca poderíamos imaginar que os Beatles chegassem tão longe.

Então o principal porto da Inglaterra, a cidade de Liverpool também era um importante centro musical na época, abrigando o chamado movimento Mersey Beat, com dezenas de bandas que começavam a migrar do gênero skiffle - uma mistura de blues, folk e rockabilly que foi muito popular na Inglaterra dos anos 1950 - para o rock que renasceria com os Beatles.- Sempre tivemos uma forte tradição musical em Liverpool, com muitas big bands de jazz e orquestras de dança. O fato de recebermos gente de diferentes culturas contribuiu para isso, mas outro fator importante é que os músicos de Liverpool tocam de coração, botam suas almas no que fazem - garante Best, que também dá seu aval aos Beatles argentinos. - Eles conseguem passar pelas diferentes fases musicais do grupo.


ALBUM SOLO FOI LANÇADO EM SETEMBRO

Pete Best lançou no dia 16 de setembro, seu primeiro álbum solo com canções próprias. O disco chegou às lojas 46 anos após Best ser despedido da uma das maiores bandas da história da música.O álbum, intitulado “Hayman’s Green”, recebeu esse nome devido a uma rua em Liverpool onde se encontra o Casbah Coffee Club, que pertence à mãe do baterista e foi local de apresentação dos Beatles no início de carreira.As 11 faixas viajam na autobiografia de Best, demonstrando sua amargura após ter sido forçado a sair do grupo, em 1962, pouco antes do primeiro sucesso “Love Me Do”. Pete foi convidado a se retirar por causa da bebida e de incansáveis brigas com Paul McCartney.




Poesia de xará

Salvador Dali


Lucidez a duras penas

(para o amigo Kaneaki Tada,
artista plástico zen,
no Natal de 1985)

Elizabeth Sigoli


Milhares de pombos em revoadas lúdicas
nesse céu de abril ou março...

Não é apenas uma onda de sensação
que me invade,
mas algo luminoso,
como se torrões de quartzo estivessem
chovendo sobre minha pele alva.
Bebê-los-ei sem severidade alguma
e me empanturrarei
do gosto sábio da divindade.

Inda que veja raios no céu,
não deverei temer a tempestade,
que é passageira
e não deixa rastro de sal.

Cores de esplendores vários formarão
um tapete macio para meu corpo,
ávido de viagens.
A aurora deslizando pela neve
e cortando suas mãos de gelo,
rebentará em arco-íris.

E mais e mais:
vejo a decência do cosmos
em não perturbar o seu ciclo
de lúcida grandeza...

Percorrer labirintos,
ainda que seja difícil
e estonteie a cabeça,
é jornada promissora,
já que a verdade não pode ser gasta
para que os impuros tenham a coragem
de desgraçá-la mais.

Protejamos a justiça,
mesmo que seja tarde
e que cortem nossa língua.
Estar em ebulição
é algo mais do que deitar-se
num divã macio
de comodismo e ranço.

Tenha a glória largas mãos
para os que ousaram desnudar-se em dor.
Sempre haverá mártires para encher
a boca dos inválidos com a peste
da corrupção, ansiosa
por devorar nossos ideais.

Que o sol beije nossas almas
com o virtuosismo dos grandes mestres,
que tecem sua obra com fios de ouro.

sexta-feira, novembro 13, 2009

quarta-feira, novembro 11, 2009

Almanaque de sobrevivência sob apagões - Há males que vem pro pior





Por Zé via de Regra, uma amiga chinesa de sexo inconsutil



Vous, demoiselle pobretona, parada encalhada numa estação de metro arrodeada de ordinaire peuple, mães esbaforidas com crianças remelentas no regaço, estafetas lançando olhares gulosos sobre ti, escriturários e secretárias em plena decomposição da produção estética matinal, estudantes trazendo o quarto inteiro (deles) na mochila, peãozada suarenta, dondocas gritadeiras ao celular e tipos diversos dessa fauna humana urbana que zouzou denomina por: populacho.
Atenção, tá achando ruim? Sempre pode piorar pra pior. Par example?Uma equipe zumbi-devoradora-de-catástrofes-urbanas te meter um spot na cara e a mulher-repórter-investigativa te sapecar indagação metafísica original: “Como está a situação? Tá difícil voltar pra casa?”. Atenção, de novo: Escarrar no microfone da bruaca é gesto cafona que deve ser evitado. Armar sorrisinho amarelo e responder: “Gente, é ruim, hein? Tô tentando ligar pra avisar o mordomo em casa e minha bateria descarregou. Eshtá tudo um caos! Nem sei quando vou chegar ao meu chatô, que chato”, isto tambem jamé, denota apego a jargões e falta de intimidade diante de câmeras ligadas. O aconselhavel é flegma, finesse, pontificar com calma controlada algo tipo: “Chérie, estou currrtindo de montão. Agra mesmo tava convocando essa gentalha maravilhosa a nos sentarmos e cantarmos juntos”:

Ou então está espremida dentro de um elevador lotado de transpiradores compulsives e claustrofóbicas histéricas. O bofe de trás aproveita pra dar uma encostadinha na tua lataria, sussurando docemente na sua presilha cravejada de microdiamantes: “O acha, linda, sabe mexer com força?”. Desaconselhavel gritar ou blasfemar. Indica fragilidade feminil incompativel aos modern times, zezinha sugere retromartelada contra o pistão e as arruelas do cafajeste pra gerar tumulto. Afinal, uma mulher sabe fazer um homem gemer e sentir muita dor, quiquiqui. Enquanto se arma o tumulto, cantarole languidamente Olê Olá.

Aí você consegue chegar toda amarrotada e descabelada no recôndito do lar, dorme sem banho porque a água dançou, desperta cambaleante das dezessete doses de scotch que ingeriu à guisa de amansa-leoa, liga a TV e se depara com filas de especialistas e palpiteiros instant-celebrities chutando às questões ishpértas de dona Leitoa, Alexandre Sargentinho Garcia e Ana Braga, ponteando lástima sobre falta de investimento federal, apesar das advertências do sábio ZéSerra, e aventando suspeitas contra Sem-Terras terroristas e índiarada guarani sabotadora. Não atire o chinelinho contra a tela. Alem de não os atingir diretamente (se o sujeito errou o Bush de perto...), pode furar a tela e derramar o plasma (não sei se derrama, é líquido, não?). Respire fundo, beba um gole de champã-cura-ressaca-instantânea, e cante em altos brados:

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terça-feira, novembro 10, 2009

Tropicália, bananas ao vento: Zé Celso vive!

Tropicália, sob o signo de escorpião
José Celso Martinez Corrêa
Caderno 2


No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca. Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto. Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira, que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.Percebi isso ao prefaciar a tradução em português crioulo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália: Brutality Garden, Jardim Brutalidade, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira, na Tulane University de New Orleans.Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a "res pública". Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo, quando convoca os jornalistas da Folha de S. Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo ao vivo a phala do povo. A interpretação da editoria é a do jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí , quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num teatro grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, lula é um intérprete dela: a vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura & Educação.Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalização do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarte grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na Estrela Brasyleira a Vagar - Cacilda!! para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendendo este programa tétrico.Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. "Amor Ordem e Progresso." O amor guilhotinado de nossa bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta categoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos, como a sagração da natureza, a liberdade e a paixão pelo amor energia, santíssima eletricidade. Sinto que nessas duas pessoas de que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai dedicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos brazyleiros. Essa "estasia", Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que exista!Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:"Vício na fala Pra dizerem milho dizem mioPra melhor, dizem mióPara telha, dizem teiaPara telhado, dizem teiadoE vão fazendo telhado"SamPã, 6 de novembro, sob o signo de escorpião, sexo da cabeça aos pés, minha Lua de Ariano, evoéros!


José Celso Martinez Corrêa é ator, diretor e dramaturgo da Cia. Uzyna Uzona, sediada no Teatro Oficina, em São Paulo.

Ridendo castigat mores

O blog Classe Media way of life é hilário. Reproduzo esta ótima dica 4:
Tomar remédio para depressão

Uma coisa que o aspirante à Classe Média tem que saber: dizer a todos que leva uma vida difícil. Na lógica médio-classista, sofrer de estresse com o trabalho e martirizar-se pagando impostos para manter o carro e a empregada faz com que a pessoa emane respeito e admiração. Por isso, nada melhor do que tornar-se um deprimido para em seguida poder tornar pública esta condição.
A melhor maneira de mostrar a todos que você carrega o mundo nas costas é ser consumidor de antidepressivos de tarja preta. Ao comprar um destes, imediatamente você será associado a “trabalho” e “dignidade”. Os médio-classistas em volta construirão uma imagem mental de você, imaginando-o mantendo a caríssima escola dos filhos, o caríssimo curso de Yôga da esposa, a caríssima fatura do plano de saúde. E inclusive tomarão seu partido e ficarão indignados com a quantidade de impostos que você ainda tem que pagar.
Muitos médio-classistas moderados recorrem também a psicólogos. Isso ocorre quando o cidadão não tem coragem suficiente para recorrer à química, mas carrega a necessidade de gastar dinheiro para fazer a citada publicidade de sua “miséria”. Tal método com certeza atinge, de certa forma, este objetivo, mas o destemido que vai direto ao psiquiatra para buscar a receita de seu comprimido obtém ganhos muito mais expressivos em sua reputação.
É bom saber que antidepressivos também têm outra importante função, além de publicar seu sofrimento em troca de status social. O antidepressivo é uma espécie de “entorpecente legalizado”, algo como a mistura de maconha (para relaxar) com cocaína (para criar a necessidade de consumir sempre). Com ele, o médio-classista pode se drogar à vontade e, mesmo assim, continuar falando mal de traficantes e usuários das outras drogas que a lei não permite. Além do mais, se você é da Classe Média, você tem direito. Afinal, como bom observador, culto, inteligente e esclarecido que o membro da classe é, ele sabe que vida boa é a de pobre: não paga escola pros filhos, nem plano de saúde, nem prestações e manutenção de carros caros, e nem impostos. Logo, está aí uma grande justificativa pra tomar o remedinho: felicidade é coisa de pobre.

domingo, novembro 08, 2009

Acredite sempre nos seus companheiros




Ken Loach é um grande diretor do cinema inglês, fez o inesquecível “Terra e Liberdade”, sobre a guerra civil espanhola. Há tempos não via seus trabalhos. Este “À procura de Eric” é imperdível. Nesses tempos, sempre procuramos por esperança. E Loach, um cineasta de temas pesados, resolveu enveredar por ela. Não a toa faz uma crítica engraçadíssima aos livros de auto-ajuda, quando um grupo de carteiros – profissão do personagem principal- se reúne para relaxar.
Quando pensamos que a tragédia se espalhará pelo filme, há uma saída bem humorada, emocionante e cheia de esperança.
Eu não sabia quem é Eric Cantona, eu que não tenho a menor idéia sobre futebol. Depois soube que é um francês e foi camisa 7 do Manchester nos anos 90, um grande jogador e meio rebelde.
Cantona aparece para o carteiro, num momento desesperado da vida do xará, e vira seu conselheiro. Quando o carteiro pede para que ele diga qual o maior momento da sua vida profissional, e imagina que tenha um sido um gol, lembrando tim-tim-por-tim-tim cada jogada -- essa incrível capacidade que têm os homens de reproduzir jogadas, nem que sejam do século passado – Cantona diz que não foi um gol, mas um passe.
Uma deixa para Loach passar sua mensagem de fé na solidariedade. Parece que isso é verdade mesmo, um passe que resultou num gol de um tal Giggs. Quando o carteiro pergunta se o jogador não teve medo de que o companheiro não fizesse o gol, Cantona diz: “precisamos acreditar nos nossos companheiros. Acredite sempre nos seus companheiros”.
E é por aí que o carteiro se salva.
É bom ver isso, mesmo na ficção. Que acreditar nos amigos, nos companheiros, ainda é o caminho. Torço por isso.






Manifestações a favor da minissaia

Do blog É tudo política

Alunos da Uniban preparam uma manifestação pró minisaia na unidade de São Bernardo, a mesma que Geisy Arruda viveu momentos de terror ao ser hostilizada por mais de 700 pessoas quando chegou à aula trajando um minivestido pink. O fato levou à sua expulsão da instituição de ensino. O manifesto, que pode ocorrer também em outras unidades da Uniban, é previsto para a próxima sexta-feira, dia 13.