sábado, janeiro 28, 2012

Link para o novo album de Leonard Cohen

http://www.guardian.co.uk/music/musicblog/2012/jan/23/leonard-cohen-old-ideas-stream?fb=native&CMP=FBCNETTXT9038

Liberté -Paul Eluard

Eu tive a sorte de conhecer esse poema no colegio "En composant les premières strophes [...], je pensais révéler pour conclure le nom de la femme que j'aimais [ Nusch ], à qui ce poème était destiné. Mais je me suis vite aperçu que le seul mot que j'avais en tête était le mot liberté. [...] Aussi la femme que j'aimais incarnait un désir plus grand qu'elle. Je la confondais avec mon aspiration la plus sublime." Paul Eluard, Oeuvres Complètes, Tome 1 La Pléiade. Photo: Eluard et Nusch.

Bréton e Eluard

Yer Blues, 1968

totalmente demais

sexta-feira, janeiro 27, 2012

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Artistas repudiam "política do coturno" em Pinheirinho

Há muito tempo não vejo isso, dignidade ao vivo no meio cultural, há muito tempo de boca calada . Tratou-se de um texto coletivo previamente combinado, e quem fosse chamado primeiro leria. Leram Juliana Rojas e Marco Dutra, diretores de "Trabalhar Cansa". TEXTO LIDO NA CERIMÔNIA DE ENTREGA DO PRÊMIO GOVERNADOR DO ESTADO, NA PRESENÇA DE GERALDO ALCKMIN E ANDREA MATARAZZO. Moção de repúdio à política do coturno em Pinheirinho De um lado, pelo menos 1.600 famílias que lutam pelo direito de morar no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), ocupação que tem oito anos de existência. Do outro, mais de 2.000 policiais militares e civis cumprindo ordens da Justiça Estadual e da Prefeitura de São José dos Campos, em favor da massa falida da empresa Selecta, pertencente ao mega-especulador Naji Nahas. Ainda que não houvesse outras circunstâncias agravantes no caso, já seria possível constatar que as instâncias dos poderes executivo e judiciário fizeram a opção, em Pinheirinho, pela lei que protege a especulação imobiliária, em detrimento do direito das pessoas à moradia. Vence mais uma vez a política do coturno em prol do capital. De um lado, bombas, armas, gases, helicópteros, tropa de choque. Do outro, dois revólveres apreendidos. Não há notícia de que tenham sido usados. Uma praça de guerra é instalada - numa batalha em que um exército ataca civis. Não há plano de realocação das famílias. As que não conseguiram ou não quiseram fugir, ou receberam dinheiro para passagens para outras cidades, ou estão sendo mantidas cercadas, com comida racionada, como num campo de concentração. A imprensa não pode entrar no local, não pode fazer entrevistas, e os hospitais da região não podem informar sobre mortos e feridos. O que se quer esconder? O Governo do Estado lavou as mãos diante do caso, assim como o Superior Tribunal de Justiça. O Governo Federal tardou em agir. A chamada "função social da propriedade", prevista na Constituição Brasileira, revelou-se assim como peça de ficção, justamente onde a ficção não deveria ser permitida. Mais uma vez, o Estado assume o papel de "testa de ferro" para as estripulias financeiras da "selecta" casta de milionários e bilionários. A política do coturno em prol do capital vem ganhando espaço. Assim está acontecendo na higienização do bairro da Luz, em São Paulo, preparando-o para a especulação imobiliária; assim vem acontecendo na repressão ao movimento estudantil na USP, minando a resistência à privatização do ensino; assim acontece no campo brasileiro há tanto tempo, em defesa do agronegócio. Os exemplos se multiplicam. E não nos parece fato isolado que, hoje, a quase totalidade dos subprefeitos da cidade de São Paulo sejam coronéis da reserva da PM. Nós, trabalhadores artistas, expressamos nosso repúdio veemente a esse tipo de política. Mais 1.600 famílias estão nas ruas: a lei foi cumprida. Para quem?

terça-feira, janeiro 24, 2012

domingo, janeiro 22, 2012

Pinheirinho, São José dos Campos, SP, século XXI

"O século XXX vencerá" Maiakovski Será?

sábado, janeiro 21, 2012

Renata Palottini

Poemas não são para serem publicados/ poemas são Drag Queens/ rolando piteiras em puteiros/ ou somos nós,/ poetas velhos de caras borradas/ poetas de cinco centavos./ Poemas não são para serem publicados/ Poemas são para serem escritos/ às vezes rasgados/ às vezes guardados/ Podem ser confessionais,/ imorais de vanguarda/ Podem ser apenas/ a voz humílima do guarda/ Podem ser criança/ Mas em geral/ são sem esperança/ de serem publicados/ Poemas custam caro/ e não fazem o mesmo efeito de um choque/ não fazem o efeito de um baseado/ Poemas não servem para trepar/ nem nada./ Nem sequer tente publicar seus poemas/ faça-os voltar calados às gavetas/ Com eles ninguém se meta/ Dormirão como dormem os drogados:/ tristes, gelados, pesados/ mas serão sempre únicos/ Sempre ineditamente mediúnicos/ Sempre salvos das graças das prebendas/ Sempre coisas pudendas (ainda que sujos)/ Poemas, sempre úmidos/ Noviços, fim de feira/ maus de venda e de vida/ Não são nem mesmo um incentivo à leitura, pois quem vai ler linhas quebradas oriundas de alma idem?