quarta-feira, setembro 28, 2011

terça-feira, setembro 27, 2011

Isn't it a pitty?



Some things take so long
But how do I explain
When not too many people
Can see we're all the same
And because of all their tears
Their eyes can't hope to see
The beauty that surrounds them
Isn't it a pity

segunda-feira, setembro 26, 2011

Fazemos falta?

Céu Azul

É uma cidade do Paraná, que me visita aqui. Descubro lindos nomes de cidades brasileiras no meu contador de visitas.

Eu vi Luis Trimano na Rua da Carioca


Na sexta-feira, eu vi Trimano de um microonibus que ia para Santa Tereza.
Um de nossos maiores artistas graficos, argentino/brasileiro, colaborador de heróicos jornais alternativos, como Opiniao, e que nunca deixou a peteca cair..

A Paz

quarta-feira, setembro 21, 2011

Para que servem os poetas?


Poemas não são para serem publicados

Renata Pallotini

“Poemas custam caro

Não fazem o mesmo

efeito de um choque

De um baseado

Poemas não servem para trepar, nem nada”

A terra é azul como uma laranja, diz um

E outro, que o leitor é hipócrita, semelhante, irmão

Ainda alguém fala do universo num cabeleira, e que devemos embriagar-nos

De vinho, poesia, ou virtude --a escolher

Ela, a delicada, manda uma carta ao mundo

Enquanto outra, aos pés do leitor, também escreve cartas

Lori Lamb escandaliza o mercado, alinhavando poemas pretensamente pornôs

A mineira diz que não carrega a maldição de homem: é desdobrável

(Peixes solúveis no Jardim da Luz?)

(Café com pão, café com pão)

Poetas perversos, sem gênero, poetas.

E o da rua dos Douradores, onde a Vida e a Arte são vizinhas de porta?

Aqueloutro da metafísica dos chocolates ?

"Tudo me pertence porque eu sou pobre", vem este pela estrada

(e tantos mais)

Homens e mulheres com e sem caráter como quaisquer

Se tivessem de prestar contas a Osires ( eu sei, eu sei)

o coração deles todos estaria tão leve quanto uma pluma

na balança do juízo final

e seriam benvindos na terceira margem

Itaipu, 16/9/2011

terça-feira, setembro 20, 2011

As Dez Mil Coisas, na Amazon.com

Esta no ar, no site da Amazon.com, meu livro de poemas As dez Mil Coisas, que pode ser encomendado sob forma de ebook e em papel.

http://www.amazon.com/s/ref=nb_sb_noss?url=search-alias%3Dstripbooks&field-keywords=elizabeth+lorenzotti&x=0&y=0



Aqui, o prefácio do mestre Claudio Willer:


Entre outras qualidades da poesia de Elizabeth Lorenzotti, impressiona a simplicidade que confere ao mais complexo; a facilidade aparente do que é mais difícil; o talento para evidenciar o não-dito, valendo-se da força das entrelinhas. O que é despertado por cenas da vida urbana em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Tejo, em Berlim e em Westminster, por praias não-nomeadas corresponde a pretextos – pré-textos – para iluminações profanas, epifanias que recebem um registro apurado, preciso em sua ambivalência e no que tem de sugestivo.
Em “Por quem os sinos dobram?”, sobre Roberto Piva e Wesley Duke Lee, o poeta e o artista plástico que então chegavam ao fim (pouco depois faleceriam), desaparece a delimitação entre poema e crônica. A evocação de encontros poderia suscitar toda sorte de derramamento emotivo; mas basta a frase precisa, o registro direto, que em outro contexto seria jornalística – e que continua a sê-lo, sem deixar de ser poética.
Este conjunto de poemas, se oscila entre o poético e o prosaico, não os confunde, mas supera essa distinção, ultrapassa a fronteira entre modos de expressar-se. Um concerto sinfônico de Brahms na Sala Cecília Meirelles, ainda mais com o título “Aimez-vous Brahms?” – um poeta mais ingênuo, ou com uma sensibilidade menos apurada desfiaria chavões para transmitir a experiência do sublime. Já a autora de “As dez mil coisas” evoca o “Allegro ma non troppo poderoso / demais para a pequena Cecília /a explodir os poros de todos os tijolos”: condensação, um perfeito correlato objetivo do monumento musical e do que sua audição suscita.
A epígrafe do livro é reveladora: trata do uno e do múltiplo, o “um” e as “dez mil coisas”. É o Aleph borgeano, com a diversidade do mundo condensada em um impossível ponto – impossível, porém manifesta no poema; não representada, mas tornado presente. E como a poeta transita bem de um a outro desses planos, do todo e das partes, do macrocosmo e do microcosmo, da extensão e do ponto, da temporalidade e do instante, do subjetivo e objetivo, da emoção e reflexão.
Uma série de fragmentos registra a diversidade do mundo em “Rio, 40”; mas a síntese é a manifestação do belo. Esse poema pode ser confrontado, em uma leitura cruzada, com “Criado-mudo”. Em um deles, todas as impressões suscitadas pelo Rio de Janeiro condensam-se em um ponto. No outro, tudo o que existe pode caber no móvel de cabeceira. Isso também vale para o minimalismo de “há de ter a maresia” (lembrando que a maresia é a condensação do úmido): o final aberto mostra que tudo pode acontecer; tudo pode estar contido no momento, no fragmento.
E assim Elizabeth Lorenzotti dialoga com as principais correntes da poesia contemporânea brasileira. É, de modo evidente, leitora de Manuel Bandeira; dialoga com um surrealista como Roberto Piva; mas resiste à classificação em escolas e movimentos: é plural e mantém sua singularidade.
Já foi dito que poesia é sedução. Elizabeth Lorenzotti o sabe e proclama com ênfase, na
abertura deste livro. Leitores responderão a seu convite.



quinta-feira, setembro 15, 2011

Do meu livro de poemas no prelo As Dez Mil Coisas

ha de ter a maresia
e a louca geografia
ha de arder o sol de sempre
ha de ter suor e riso
sabor do que nao devia
um escandalo? um poema?

nesse dia