quinta-feira, setembro 23, 2010

Tolstói e Gorki

Recebi do jornalista Gutemberg Medeiros, especialista em literatura russa, entre outras coisas. Ele diz que a foto, tirada em Iasnaia Poliana, é interessante pelo fato do Tolstói usar a tradicional roupa de mujique, o que o notabilizou em termos de fotos no fim da vida. Já Gorki está com roupa comum de viajante. Este se fez uma espécie de continuidade do velho conde na literatura russa.

Ao mestre, com carinho

Se dançássemos a vida, como nossos mais remotos ancestrais, eu te digo, Bernardo.
Se dançássemos até o que não tem solução, talvez, quem sabe, nos tornássemos mais fortes e mais sábios.

Talvez nos tornásemos mais belos, diz Bernardo.

Este é um trecho do conto Valsa para Bernardo, dedicado ao heterônimo de Pessoa, que escrevi inspirada pelo que Ivaldo dizia nas suas aulas, que frequentei durante sete anos, na Escola de Reeducação do Movimento.

Lá aprendi a andar, a pisar sem torcer mais os tornozelos, a conhecer as cadeias musculares, a bater palmas e a bater pés. A percurtir os ossos. A definir os movimentos. A escovar a pele para ativar a circulação e retirar células mortas.

Principalmente, a entender a função do centro do nosso corpo, o quadril. Aprender a organização motora. Porque perdemos, perdemos o que conquistamos na aurora da humanidade.

Mas como este é um aprendizado que exige treinamento diário, e como o mundo nos leva, vou perdendo. O importante é que esses ensinamentos estão aqui dentro, e é só lembrar e dizer: atenção- que a posição natural se manifesta. ( E depois fui por outros caminhos, sempre parecidos com o do mestre paulistano e cheguei ao Tai Chi Chuan, onde permaneço e encontrei outro mestre, este chinês, Liu Pai Lin. Que já se foi mas deixou seus ensinamentos plantados em todo o país e até fora daqui.)

Enquanto os belos bailarinos clássicos querem desafiar a gravidade, aprendi na Escola de Reeducação do Movimento que as danças orientais e étnicas têm o princípio do movimento sempre com os pés bem plantados no chão.

Eu cheguei lá com a coluna travada e alguns meses depois participava de um espetáculo dos cidadãos dançantes: Entre duas Portas, no Sesc Pompéia. Não passei por momentos mais felizes do que aqueles, de ensaios intensos com muita, muita gente, e de pisar num palco, com tantos cidadãos comuns como eu, e de todas as idades. Por que todos nós podemos nos expressar pela dança, assim como podemos cantar e fazer tantas artes.

O mundo moderno separou a arte da vida. Em Bali, todas as pessoas dançam. Não é uma profissão.

A arte existe para nos salvar. A mim, pelo menos, é o que salva.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Nada mais apropriado ao momento atual

Repetindo do post abaixo frase do grande artista e antena da raça

"Quem não arrisca não pode berrar. Leve um homem e um boi ao matadouro. O que berrar mais na hora do perigo é o homem. Mesmo que seja o boi."Torquato Neto

terça-feira, setembro 21, 2010

Torquato Neto por Macalé e Paulo José

"Quem não arrisca não pode berrar. Leve um homem e um boi ao matadouro. O que berrar mais na hora do perigo é o homem. Mesmo que seja o boi." Torquato Neto


Julian Lennon, sobre o pai


Relações entre pais e filhos nunca são fáceis, imaginem neste caso.



E mais Keith Richards

domingo, setembro 19, 2010

Coleção Massao Ohno na Mário de Andrade


É sempre bom ouvir o samurai.


Amanhã, dia 20 de setembro, das 18h00 às 20h00, haverá um encontro, na Biblioteca Mário de Andrade, de amigos de Massao Ohno e colaboradores, para um bate-papo sobre a vida e a obra de Massao e para o lançamento ‘oficial’ da Coleção, com as primeiras doações de publicações da editora.

Massao Ohno, editor paulistano falecido em junho deste ano, foi frequentador da Biblioteca Mário de Andrade e foi tema de uma das matérias da Revista da Biblioteca n.65 – O editor dos Novíssimos, por Heitor Ferraz.
A Coleção Massao Ohno na Biblioteca Mário de Andrade será colocada à disposição, para consulta e pesquisa de interessados na história literária e das artes gráficas no Brasil. O núcleo básico é composto pelas obras existentes na biblioteca e será enriquecido com doações de colaboradores – pessoas e instituições – e aquisições de outras obras. Vários desses colaboradores estarão presentes nessa edição da Revista falada, destacando-se: Renata Pallotini, Eunice Arruda, Cláudio Willer, Clóvis Besnos, Claudio Giordano, Celso de Alencar e José Armando Pereira da Silva.
Vagas limitadas (60). Inscrição pelo e-mail bma@prefeitura.sp.gov.br ou pessoalmente, na Circulante.

Primavera