sexta-feira, junho 04, 2010

Mulheres

O jornal eletrônico gaúcho Sul21- é uma nova iniciativa com foco na "discussão sobre questões relevantes para o desenvolvimento da sociedade no Século 21, especialmente política e cultura, através de um olhar crítico e da resignificação das mídias tradicionais".

Tem colunistas e matérias interessantes e sempre dou um pulo lá. Hoje a manchete é sobre o trabalho da mulher na construção civil, e os preconceitos:

O presidente Luis Inácio Lula da Silva declarou esta semana: “a mulher pode fazer qualquer coisa que o homem faça". A afirmação ocorreu durante formatura de mais 1,5 beneficiados com o programa federal Próximo Passo, do qual 77% eram mulheres. O presidente referia-se no discurso às profissões de pedreiro, azulejista e outras tarefas que exigem força braçal.
Conheça a história da pedreira Cláudia Mendes, exemplo da capacidade das mulheres na área da Construção Civil, e as possibilidades que se abrem no setor.
Cinquenta quilos de argamassa roldana abaixo e 25 quilos nas costas, escada acima. E mais 44 pás de massa até a betoneira, dois blocos de concreto nos ombros e o forte sol do verão de 2008. As árduas tarefas fizeram parte da rotina da pedreira Cláudia Mendes durante três meses, quando foi contratada pela Prefeitura de Gravataí para construir uma das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), daquela região."


Eu, que sempre fui uma militante feminista, fiquei pensando se realmente as mulheres podem fazer tudo o que os homens fazem, como disse o presidente.

"25 quilos nas costas, escada acima. E mais 44 pás de massa até a betoneira, dois blocos de concreto nos ombros e o forte sol do verão??"

Muitas mulheres têm bastante força, mas nunca teremos os mesmos músculos dos homens e a mesma estrutura física. Fiquei pensando no estrago que esse peso todo provocará nas colunas, nos delicados úteros e ovários.
Sim, eu sei, muitas mulheres pelo mundo estão sujeitas a trabalhos estafantes. Mas, no caso específico,realmente não sei se é realmente uma conquista o espaço na construção civil.

Vejam o que diz o diretor da empresa de engenharia Goldsztein Cyrela, Ricardo Sessegolo. Para ele, a contratação de mulheres é algo cada vez mais comum e faz parte de uma segunda mudança de paradigma na história do país. “Há 20 anos os canteiros de obras eram vistos como locais insalubres e sujos. Hoje eles são considerados como chão de fábrica."

Não sei de onde o engenheiro tirou essa conclusão. É só acompanhar o trabalho dos operários do prédio em construção ao lado da sua casa. Entre lá dentro, espie. E leia o clássico livro do arquiteto e hoje artista plástico reconhecido internacionalmente, o ex-preso político Sérgio Ferro, "O canteiro e o desenho".

Na definição dele, em uma entrevista:

A tese central de O Canteiro e O Desenho vem de Marx – e da visão da
miséria dos canteiros. É bastante simples: como tudo sob o Capital, Arquitetura é
mercadoria que o serve – e isto fornece o essencial do seu contorno entre nós. Se é
mercadoria, procura sobretudo a mais-valia que alimenta o lucro. Para que haja mais valia,há forçosamente exploração do trabalho, sua mutilação e submissão às
autoridades representantes do capital.

Na maioria esmagadora dos casos, a arquitetura faz parte destes representantes. Pouco importa a ideologia do arquiteto: nas condições « normais » de produção, ele serve ao capital (ou aos estados ditos socialistas – que o [Robert] Kurz já demonstrou serem variantes do capital). Segue uma série de conseqüências: irracionalidade do projeto (a simplicidade da construção exige injeções de boas doses de mistificação para justificar a « necessidade » da dominação) ; desaparecimento de qualquer vestígio de arte (que fruto exclusivo de trabalho livre) – e, no pólo operário, miséria, salários baixíssimos, doenças, acidentes, desqualificação, etc. E a conseqüência positiva a tirar ainda: só uma arquitetura do trabalho livre (incluindo o trabalho do arquiteto) merecerá respeito. "

No início da década de 1980 ajudei os operários da Oposição da Construção Civil de São Paulo a fazerem suas publicações. Naquela época existiam oposições sindicais combativas. Estive em vários canteiros e eles me contaram suas histórias e estatísticas de acidente de trabalho e de exploração. Não ganharam as eleições nunca, os pelegos bem relacionados com os empresários continuaram, e assim deve ser até hoje.Nada mudou, apenas as fachadas.

Isto posto, que condições de trabalho as mulheres - o novo contigente de mão-de-obra para servir as necessidades do capitalismo -- enfrentarão na construção civil?Em breve as barreiras cairão, e elas serão plenamente integradas, como em tantos setores da vida econômica. Não porque os empresários do setor sejam adeptos da igualdade de gêneros, mas porque elas serão interessantes para o capital, com seus salários menores que os dos homens, por exemplo.

Não há informações na matéria sobre as condições de trabalho dos operários desta empresa, se são registrados em carteira, qual sua jornada, se recebem pagamento de horas extras, qual o índice de acidentes do trabalho, que assistência os trabalhadores mutilados recebem, etc.

O que aguardará as moças na construção civil?

A liberação feminina tem sido uma faca de dois gumes para nós todas. Com suas duplas e triplas jornadas, com a responsabilidade da maioria das brasileiras assumirem a chefia da família, com as precárias condições de trabalho, e com a economia informal, que oprime a todos, de todos os gêneros. Com os preconceitos que até hoje enfrentamos no cotidiano.

A estrada é sem volta, e deveria ser esta uma história de conquistas, mas nem sempre: ainda é uma história que nos pesa nos ombros e nos dobra a coluna, como os 25 quilos nas costas, escada acima, e mais 44 pás de massa até a betoneira, dois blocos de concreto nos ombros sob o forte sol do verão que a pedreira Cláudia Mendes enfrentou.


Oparários da oposição sindical da construção civil nos anos 80.

quinta-feira, junho 03, 2010

Florestan Fernandes



Tania Mendes disse...
Este sim, foi/é uma das figuras intelectuais e políticas da maior envergadura. Tive a felicidade e o privilégio de estar algumas vezes em seu gabinete quando era deputado federal ou em debates políticos para os quais era sempre convidado e sempre ovacionado. Aliás, debate político de alto nível não se vê mais, não é? Na campanha do Lula Presidente (a primeira, 1989) estive com ele várias vezes (tenho uma foto com ele aqui junto aos meus livros e de certa forma isso me redime dessa minha falta de motivação hoje em dia para qualquer ativismo político). Faz uma grande falta este grande professor, pensador, idealista e combativo. Sinto saudade dele e de mim própria naquela época em que o combate era travado 24 horas por dia. E a gente nunca se cansava.

Tânia, eu também tive o grande privilégio de conhecer o professor, uma tarde fomos à sua casa pedir apoio para não me lembro mais que causa , e claro que ele sempre era solidário. Conversamos um tempão, ouvindo suas grandes análises. De intelectuais desta estirpe, só resta o mestre Antonio Candido, que espero fique conosco por muitos anos mais.
Depois deles, o dilúvio, o deserto.De idéias, de ética, de solidariedade, de clareza, de discernimento.
Também sinto saudades deles e de nós, quando tínhamos condições de lutar e companheiros de luta. O poder corrompe é uma frase que eu negava, mas tive de comprovar com a História que vivemos.Gente como eles nunca aceitaria o poder.
É pena, porque os melhores nunca estão lá.

quarta-feira, junho 02, 2010

Carta de Silvio Tendler ao governo israelense

Achei que já tinha sido bastante postada esta carta na blogosfera, mas como lembra a Tânia, é importante divulgá-la mais e mais.


"Senhores que me envergonham:



Judeu identificado com as melhores tradições humanistas de nossa cultura, sinto-me profundamente envergonhado com o que sucessivos governos israelenses vêm fazendo com a paz no Oriente.Médio.

As iniciativas contra a paz tomadas pelo governo de Israel vem tornando cotidianamente a sobrevivência em Israel e na Palestina cada vez mais insuportável.

Já faz tempo que sinto vergonha das ocupações indecentes praticadas por colonos judeus em território palestino. Que dizer agora do bombardeio do navio com bandeira Turca que leva alimentos para nossos irmãos palestinos? Vergonha, três vezes vergonha!

Proponho que Simon Peres devolva seu prêmio Nobel da Paz e peça desculpas por tê-lo aceito mesmo depois de ter armado a África do Sul do Apartheid.
Considero o atual governo, todos seus membros, sem exceção, merecedores por consenso universal do Prêmio Jim Jones por estarem conduzindo todo um pais para o suicídio coletivo.
A continuar com a política genocida do atual governo nem os bons sobreviverão e Israel perecerá baixo o desprezo de todo o mundo..

O Sr. Lieberman, que trouxe da sua Moldávia natal vasta experiência com pogroms, está firmemente empenhado em aplicá-la contra nossos irmãos palestinos. Este merece só para ele um tribunal de Nuremberg.

Digo tudo isso porque um judeu humanista não pode assistir calado e indiferente o que está acontecendo no Oriente Médio. Precisamos de força e coragem para, unidos aos bons, lutar pela convivência fraterna entre dois povos irmãos.


Abaixo o fascismo!

Paz Já!


Silvio Tendler
Cineasta

Jornalista tem de ter lado

Robert Fisk, no The Independent (10 de janeiro)

Reprisando, e sempre é bom ler essa voz de jornalista que redime essa nossa categoria, voz que dá esperança, ainda que seja uma das poucas no deserto da mídia mundial


"Terminei a semana num daqueles debates do Serviço Internacional da BBC, com um sujeito do The Jerusalem Post, outro da rede al-Jazeera, um intelectual inglês e um Fisk. Dançamos a valsa de sempre em torno da catástrofe de Gaza. Foi eu dizer que é grotesco comparar os 600 palestinos mortos aos 20 mortos israelenses perto de Gaza em dez anos, e os presentes pró-Israel puseram-se a me linchar por sugerir (o que eu não fiz) que só haviam morrido 20 israelenses em todo o território de Israel em dez anos. Claro que morreram centenas de israelenses fora de Gaza em dez anos – mas no mesmo período morreram milhares de palestinos.

Meu momento preferido aconteceu quando eu disse que jornalistas têm de ter lado, e que o lado dos jornalistas têm de ser o lado dos que mais sofrem. Se me mandassem cobrir o tráfico de escravos no século 18, eu jamais daria destaque, no que escrevesse, à opinião do capitão do navio mercador de escravos. Se me mandassem cobrir a libertação num campo de concentração nazista, eu não entrevistaria o porta-voz da SS. Nesse ponto, um jornalista do Jewish Telegraph em Praga “argumentou” que “o exército israelense não é Hitler”. Claro que não. Eu não disse que é. Aqueles jornalistas, sim, é que temem que seja."

terça-feira, junho 01, 2010

Todo se transforma

Logomarca do Brazil com Z, na Copa


Epa! Brasil com 'Z'?!! Essa logomarca foi feita no exterior! Será lançada em 8 de julho, em plena Copa da África do Sul.
FIFA/CBF, pelo visto, pisaram no tomate ao ignorar os designers locais. Lembram do cartaz feito por Miró na Copa da Espanha? FIFA/CBF não prestigiaram o talento brasileiro por desconhecimento, visto que convocaram 5 artistas do Brasil (entre os quais o curitibano Rogério Dias) para compor o 2010FINEART, uma coleção de arte criada especialmente para exibição na 2010 FIFA WORLD CUP, a qual contará com artistas de outros 31 países.
A sacanagem foi deliberada.
Gol contra da CBF. (Sem falar que, desenhando uma lágrima, resulta um torcedor chorando, com a mão no rosto. Putz!)

segunda-feira, maio 31, 2010

Louise Bourgeois ( 1911-2010)

The Spider, a mundialmente famosa obra do ícone da arte moderna, morta hoje aos 98 anos.

Da série a espécie humana não deu certo

"Todo mundo cale a boca!"

Do Velho Nick




Do Blog do Planalto

Brasil condena ataque israelense a ativistas pró-Gaza e defende convocação do Conselho de Segurança da ONU

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nota nesta segunda-feira (31/5) condenando o ataque israelense a um dos barcos da flotilha que levava ajuda humanitária internacional à Gaza, que acabou resultando na morte de mais de uma dezena de pessoas – muitos outros ficaram feridos. Informa ainda que a representante brasileira na ONU foi instruída a apoiar a convocação de reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para discutir a operação militar israelense. O Brasil, segundo a nota, defende que a ação seja “objeto de investigação independente, que esclareça plenamente os fatos à luz do Direito Humanitário e do Direito Internacional como um todo”.

O embaixador de Israel no Brasil foi chamado ao Itamaraty para “que seja manifestada a indignação do governo brasileiro com o incidente e a preocupação do País com a situação da cidadã brasileira Iara Lee, que está numa das embarcações da flotilha.

Os trágicos resultados da operação militar israelense denotam, uma vez mais, a necessidade de que seja levantado, imediatamente, o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, com vistas a garantir a liberdade de locomoção de seus habitantes e o livre acesso de alimentos, remédios e bens de consumo àquela região.

As revelações da Folha

Governo espionou críticos mesmo após fim da ditadura
Documentos liberados após 25 anos de sigilo revelam alvos na gestão Sarney
Entre os investigados estão o PT, os sem-terra, sindicatos, grupelhos de esquerda e membros de entidades como OAB


Sobre esta matéria publicada hoje na Folha de S. Paulo, recebi comentário de um amigo:

"Embora seja importante fazer circular a notícia (sobretudo entre os mais jovens), nada há de novo ou surpreendente, é assunto requentado e nada acrecenta do que deveria acrescentar.
Qualquer um que haja pedido seu habeas data e outros documentos desse tipo em Brasília, encontra informações como essas".

Também notei a frase "grupelhos de esquerda", no olho do texto do jornal: exatamente igual à redação usada em relatórios policiais desse tipo.

domingo, maio 30, 2010

Sobre Mephistos

Mephisto, do diretor István Szabó, com Klaus Maria Brandauer (1981).
Na Alemanha de 1930, o ator Hendrik Höfgen importa-se mais com sua ascensão do que com política,e então vende sua alma ao diabo. Começa a interpretar peças de propaganda nazista para o Reich, e logo acaba se transformando no mais popular ator da Alemanha.

Sempre que, no cotidiano, sei de casos de gente que tem preço, eu me lembro de Mephisto. Muitos e cada vez mais, têm preço: preço altissimo, médio, mixuruca. Em $$$ e em poder. Mas a verdade é que todos pagamos o preço: por ter e por não ter preço.

Lembrei desse grande filme mais uma vez a propósito de comentários na blogosfera sobre a atriz Fernanda Torres. 1- fazendo propaganda da "nova" Folha de S. Paulo.
2- escrevendo crônica para o mesmo jornal, dizendo que o político tem o dom de iludir.Uma análise rasteira, bem ao nível da despolitização mediana que nos cerca.
Um amigo, de excelente memória, me lembra que a mãe de Torres, Fernanda Montenegro, foi a responsável por um abaixo-assinado, na época da eleição de Collor, de pretenso desagravo a outra atriz, Marilia Pera, que fora vaiada por petistas em uma passeata. Pera declarara seu apoio a Collor.
E que o pretenso desagravo na verdade encobria um velado apoio àquele senhor , depois defenestrado.
Não está em questão o valor artístico dessas senhoras, mas a ética, tão pisoteada e cada vez mais por tantos setores, nowadays.

A mãe pode ser vista em inúmeras propagandas, desde a indústria de remédios até qualquer coisa. A filha, seguindo o exemplo, faz comercial de banco, que me lembre, e agora estréia a publicidade televisiva da "nova" Folha de S. Paulo. Além de inciar sua colaboração com o mesmo órgão.

A industria de remédios é apontada por aquele norte-americano que criou os Doutores da Alegria, como a praga mais devastadora de todas as indústrias (temo que ele tenha se esquecido da indústria de armamentos). Os bancos, todos sabemos, são os campeões de reclamação de qualquer Procon do país.E têm os lucros mais exorbitantes de todo o mundo, os brasileiros. E estão na Justiça há anos com o argumento que não vendem produtos e portanto, não podem ser enquadrados nas leis de defesa do consumidor...

Lembrei-me também de Paulo Autran, que não fazia publicidade alguma, e disse que colocava o preço altíssimo, para desistirem logo.

O que significa um ator conhecido ceder sua imagem para vender produtos do mercado?
Sobrevivência? Não, esse é o problema da maiorias dos atores e artistas em geral deste país, não de quem tem emprego fixo e bem remunerado na TV Globo.

Não me lembro de ter visto Glauber Rocha jamais fazendo anúncios, ou Plínio Marcos, ou Ester Goes, Renato Borghi, Gianfrancesco Guarnieri, Zé Celso Martinez Correia, Chico Buarque, Elis Regina. Alguns que me ocorrem.

Esses dias, li uma carta que Leo Lama, um dos filhos, escreveu na época da morte de Plinio Marcos. Um trecho:
Mas A novela era na Tupi. A Tupi faliu. Meu pai foi fazer novela na Rede Globo: "Bandeira 2". Mas a Globo é no Rio, o Rio tem praia, ele cabulava as gravações e ia pra praia: "Novela é chato pra caralho, porra! O direito da gente coçar o saco é sagrado.", ele dizia. Ele ia pra praia e lá ficava indignado porque naquela época a Globo não punha negros nas novelas e quando punha era nos papéis de escravo ou mordomo. Meu pai escreveu no jornal "A Última Hora" do Samuel Wainer, onde ele trabalhava, que a Globo botou a Sônia Braga dois meses tomando sol pra ficar escura, em vez de chamar uma mulata pra fazer "Gabriela". A Globo não gostou. Os "poderosos" da Rede Globo não gostaram. Fizeram ameaças, juraram de morte. Em fim, a Globo não dava mais. Quando ele tava por lá, ele bem que quis escrever novela. Afinal, eu queria dinheiro pra comprar tênis, disco, guitarra. Mas novela de puta, cafetão e cigano sem dente? Não, novela de puta, cafetão e cigano sem dente não dá. Se fosse cigano com dente, musculoso e mau ator, aí dava. Agora, cigano sem dente, pobre e fudido, não dá. Então não dá. "Na televisão brasileira, artista estrangeiro morto trabalha mais do que artista brasileiro vivo."

Vivemos em um tempo em que só podemos sentir saudades desses grandes e íntegros de se foram. E não só atores, gente de todo canto. Não se faz mais.
Porque hoje, afinal, precisam sobreviver né? Precisam ganhar $$$ para fazer suas peças idiotas, precisam trabalhar na Globo para que o público que pode pagar os altos preços das entradas vá aplaudi-los pessoalmente.

Não sei até quando tentarão enganar a todos o tempo todo. Enganam apenas os que querem ser enganados.
Não montariam Mephisto. Muito menos Pequenos Assassinatos, grande texto do cartunista Jules Feiffer, outro que me ocorre.

Mephisto