José Ramos Tinhorão completa hoje 82 anos bem vividissimos.
Pioneiro na pesquisa de cultura urbana, na década de 1950, quando não havia nada disso, nem de perto, na Academia, o jornalista começou a fazer pesquisa para coluna de jornal. Nunca mais parou.
Excluido das redações, porque à industria cultural não interessavam seus temas, começou a escrever livros. Tem 27, o mais recente a ser lançado breve pela Editora 34, sobre a musica na Revolução Francesa.
A partir de março deve sair a biografia que escrevi sobre essa figura impar, "Tinhorao o Legendário", com uma bela contracapa do amigo desde o primeiro emprego no Diário Carioca, Janio de Freitas. "O Brasil não precisa de vanguarda, mas de retaguarda", é uma de suas frases ferinas.
Pesquisadores, músicos, jornalistas, historiadores só temos a agradecer ao Tinhorão, mesmo não concordando com suas teses, muitas vezes.
Retrospectiva Desenho de Mão, de Arnaldo Pedroso d'Horta (1914-1973) , com curadoria de sua filha Vera d’Horta. São 118 obras, entre gravuras, ilustrações, pinturas e documentos pessoais. Jornalista e crítico de arte, encontrou seu caminho desenhando, no conjunto Esqueletos de Animais, anatomias de insetos e aves, embora não tivesse formação de zoólogo. Daí que ele conheceu o zoólogoo e sambista Paulo Vanzolini, e até viajou de barco com ele lá pelo Pará. Recebeu o prêmio de Melhor Desenhista Nacional na 2a Bienal de São Paulo, em 1954. No mesmo ano, foi também o primeiro brasileiro a ser premiado na Bienal de Veneza.
Hoje, na abertura da expô, reuniram-se Antonio Candido, Vera, Renina Katz, o maravilhoso multimidia portugês Fernando Lemos, -pintor, poeta, fotógrafo, desenhista- e o pintor pernambucano José Claudio da Silva numa mesa-redonda, após um documentário sobre Arnaldo, do qual participaram.
O professor Candido lembrou de quando militaram juntos na fundação do Partido Socialista, em SP. Na época, quem não era do Partidão era considerado trotsquista, " e esse era um grande xingamento", disse. "As pessoas achavam que trotsquista era sinonimo de ladrão, etc". Eles nunca foram trotsquistas, aliás.
Que Arnaldo era muito calado, sério, bom organizador, mas às vezes muito mal humorado, e o partido era pequeno, mas tinha grande repercussão. Que o jornalista e artista era acima de tudo um homem íntegro. "Não entendo de arte, portanto nao vou falar , apenas que uma vez ele me presenteou com um retrato meu de que gosto muito, a barba preta, parece um luto" Realmente é um belissimo retrato. Mas integridade era a marca desses amigos, juntos pela vida: Candido, Paulo Emilio Sales Gomes, Decio de Almeida Prado, entre outros, que participaram - Candido criou, Decio dirigiu- do Suplemento Literário do Estadão, desde 1956, um paradigma dos cadernos culturais, sobre o qual falo no meu livro aí do lado.
Arnaldo Pedroso D'Horta era um dos refinados ilustradores. Fiz um capitulo só para eles, Aldemir Martins, Renina Katz, Odilea Toscano, Rita Rosenmayer, Di, Portinari, tantos...
Lembraram muitas historias, rimos muito e especialmente com o pernambucano que nao parava de falar.Vanzolini , sentadinho, falou pouco. Mas disse que um dia Arnaldo comentou algo sobre uma música de Capoeira, que Vanzolini nao tinha nenhuma, e no dia seguinte o cientista/compositor mostrou:
Capoeira do Arnaldo. Sabiam disso?
O pernambucano contou que, na viagem de pesquisa de barco para o Pará, na época da guerrillha do Araguaia, eles eram sempre barrados. Começaram a ser vigiados por um policial chamado Felizardo. Um dia, Vanzolini perguntou: "Seu Felizardo , é verdade que o senhor durante muito tempo matou um homem por dia?" "Ainda não consegui me livrar desse vício", respondeu.
Esqueci de dizer que o professor Candido abriu assim:"Falo de um tempo e de uma cidade que não existem mais". (Meu coração chora, porque a minha também já não reconheço, só em dias assim,luminosos,tão raros.)
Não percam Arnaldo Pedroso d'Horta, muito linda exposição.
Livro novo do grande Mouzar Benedito saindo do forno: Meneghetti o gato dos telhados. Na nova obra Mouzar, grande contador de causos, apresenta as peripécias de Gino Amleto Meneghetti, um dos mais encantadores gatunos da desvairada.
(*Pisa, 1 de julho de 1878 — +São Paulo, 23 de maio de 1976, morreu com 98 anos!)
Trecho: Meneghetti era isso: uma lenda, até então viva. Seu nome virou sinônimo de ladrão em boa parte do Brasil. Na minha infância no sul de Minas, por exemplo, eu me lembro que, para xingar alguém de ladrão, chamava-se a pessoa de Meneghetti ou de Sete Dedos. Eram os ladrões mais famosos da história de São Paulo. Os dois chegaram a conviver na prisão, numa das passagens de Meneghetti. Sete Dedos era um mulato bem falante, que tinha mesmo apenas sete dedos. Era famoso também. Mas aqui na Pauliceia, embora Meneghetti e Sete Dedos fossem sinônimos de ladrão, os dois xingamentos tinham sentidos diferentes. Chamar alguém de Sete Dedos equivalia a xingá-lo de ladrão. Mas de Meneghetti era diferente. Era ladrão, mas não um ladrão ruim. Era esperto, humano, adepto da não violência, anarquista, contestador da sociedade capitalista, da burguesia e da aristocracia... Enfim, um herói popular. Um sujeito que fazia com a burguesia o que muita gente tinha vontade de fazer: roubá-la e gozá-la. O mesmo em relação à polícia, que ele provocava pelos jornais. Era uma polícia violenta e extremamente preconceituosa contra imigrantes pobres, como a maioria dos italianos. Meneghetti, enfim, “era isso”, “era aquilo”... Parecia uma figura da literatura, resultado da imaginação de um escritor policial e incorporado ao imaginário popular.
"Há uns cinqüenta anos não estavam na moda escolas de jornalismo. Aprendia-se nas redações, nas oficinas, no botequim do outro lado da rua, nas noitadas de sexta-feira. O jornal todo era uma fábrica que formava e informava sem equívocos e gerava opinião num ambiente de participação no qual a moral era conservada em seu lugar." "Não haviam sido instituídas as reuniões de pauta, mas às cinco da tarde, sem convocação oficial, todo mundo fazia uma pausa para descansar das tensões do dia e confluía num lugar qualquer da redação para tomar café. Era uma tertúlia aberta em que se discutiam a quente os temas de cada seção e se davam os toques finais na edição do dia seguinte. Os que não aprendiam naquelas cátedras ambulantes e apaixonadas de vinte e quatro horas diárias, ou os que se aborreciam de tanto falar da mesma coisa, era porque queriam ou acreditavam ser jornalistas, mas na realidade não o eram." "O jornal cabia então em três grandes seções: notícias, crônicas e reportagens, e notas editoriais. A seção mais delicada e de grande prestígio era a editorial. O cargo mais desvalido era o de repórter, que tinha ao mesmo tempo a conotação de aprendiz e de ajudante de pedreiro. O tempo e a profissão mesma demonstraram que o sistema nervoso do jornalismo circula na realidade em sentido contrário. Dou fé: aos 19 anos, sendo o pior dos estudantes de direito, comecei minha carreira como redator de notas editoriais e fui subindo pouco a pouco e com muito trabalho pelos degraus das diferentes seções, até o nível máximo de repórter raso. A prática da profissão, ela própria, impunha a necessidade de se formar uma base cultural, e o ambiente de trabalho se encarregava de incentivar essa formação. A leitura era um vício profissional. Os autodidatas costumam ser ávidos e rápidos, e os daquele tempo o fomos de sobra para seguir abrindo caminho na vida para a melhor profissão do mundo - como nós a chamávamos. Alberto Lleras Camargo, que foi sempre jornalista e duas vezes presidente da Colômbia, não tinha sequer o curso secundário. A criação posterior de escolas de jornalismo foi uma reação escolástica contra o fato consumado de que o ofício carecia de respaldo acadêmico. Agora as escolas existem não apenas para a imprensa escrita como para todos os meios inventados e por inventar. Mas em sua expansão varreram até o nome humilde que o ofício teve desde suas origens no século XV, e que agora não é mais jornalismo, mas Ciências da Comunicação ou Comunicação Social. O resultado não é, em geral, alentador. Os jovens que saem desiludidos das escolas, com a vida pela frente, parecem desvinculados da realidade e de seus problemas vitais, e um afã de protagonismo prima sobre a vocação e as aptidões naturais. E em especial sobre as duas condições mais importantes: a criatividade e a prática.
Em sua maioria, os formados chegam com deficiências flagrantes, têm graves problemas de gramática e ortografia, e dificuldades para uma compreensão reflexiva dos textos. Alguns se gabam de poder ler de trás para frente um documento secreto no gabinete de um ministro, de gravar diálogos fortuitos sem prevenir o interlocutor, ou de usar como notícia uma conversa que de antemão se combinara confidencial.
Do meu amigo Jorge, jornalista e editor que viveu em Portugal: Beth, É de um poeta português muito conhecido, que escreveu o poema depois de ter tido uns problemas cardíacos. Ele não conhecia nada do sincretismo brasileiro, e ficou espantado depois que a Maria Bethânia gravou o poema. Se não estou errado, é de 1998. Mas lê só para veres como é belíssimo, não foi no dia 2 de fevereiro, mas todo dia é dia de poesia.
*Senhora das Tempestades* _de Manuel Alegre
Senhora das tempestades e dos mistérios originais quando tu chegas a terra treme do lado esquerdo trazes o terramoto a assombração as conjunções fatais e as vozes negras da noite Senhora do meu espanto e do meu medo.
Senhora das marés vivas e das praias batidas pelo vento há uma lua do avesso quando chegas crepúsculos carregados de presságios e o lamento dos que morrem nos naufrágios Senhora das vozes negras.
Senhora do vento norte com teu manto de sal e espuma nasce uma estrela cadente de chegares e há um poema escrito em página nenhuma quando caminhas sobre as águas Senhora dos sete mares.
Conjugação de fogo e luz e no entanto eclipse trazes a linha magnética da minha vida Senhora da minha morte teu nome escreve-se na areia e é uma palavra que só Deus disse quando tu chegas começa a música Senhora do vento norte.
Escreverei para ti o poema mais triste Senhora dos cabelos de alga onde se escondem as divindades quando me tocas há um país que não existe e um anjo poisa-me nos ombros Senhora das Tempestades.
Senhora do sol do sul com que me cegas a terra toda treme nos meus músculos consonância dissonância Senhoras das vozes negras coroada de todos os crepúsculos.
Senhora da vida que passa e do sentido trágico do rio das vogais Senhora da litúrgia sibilação das consoantes com seu absurdo mágico de que não fica senão a breve música.
Senhora do poema e da oculta fórmula da escrita alquimia de sons Senhora do vento norte que trazes a palavra nunca dita Senhora da minha vida Senhora da minha morte.
Senhora dos pés de cabra e dos parágrafos proibidos que te disfarças de metáfora e de soprar marítimo Senhora que me dóis em todos os sentidos como um ritmo só ritmo como um ritmo.
Batem as sílabas da noite na oclusão das coronárias Senhora da circulação que mata e ressuscita trazes o mar a chuva as procelárias batem as sílabas da noite e és tu a voz que dita.
Batem os sons os signos os sinais trazes a festa e a despedida Senhora dos instantes fica o sentido trágico do rio das vogais o mágico passar das consoantes.
Senhora nua deitada sobre o branco com tua rosa-dos-ventos e teu cruzeiro do sul nascem faunos com tridentes no teu flanco Senhora de branco deitada no azul.
Senhora das águas transbordantes no cais de súbito vazio Senhora dos navegantes com teu astrolábio e tua errância teu rosto de sereia à proa de um navio tudo em ti é partida tudo em ti é distância.
Senhora da hora solitária do entardecer ninguém sabe se chegas como graça ou como estigma onde tu moras começa o acontecer tudo em ti é surpresa Senhora do grande enigma.
Tudo em ti é perder Senhora quantas vezes Setembro te levou para as metrópoles excessivas batem as sílabas do tempo no rolar dos meses tudo em ti é retorno Senhora das marés vivas.
Senhora do vento com teu cavalo cor de acaso tua ternura e teu chicote sobre a tristeza e a agonia galopas no meu sangue com teu cateter chamado Pégaso e vais de vaso em vaso Senhora da arritmia.
Tudo em ti é magia e tensão extrema Senhora dos teoremas e dos relâmpagos marinhos batem as sílabas da noite no coração do poema Senhora das tempestades e dos líquidos caminhos.
Tudo em ti é milagre Senhora da energia quando tu chegas a terra treme e dançam as divindades batem as sílabas da noite e tudo é uma alquimia ao som do nome que só Deus sabe Senhoras das tempestades.
(Senhora das tempestades, Publicações Dom Quixote,Lisboa, 1998 P. 25. Manuel Alegre,1936. Manuel de Melo Duarte Alegre nasceu em 1936 em Águeda. Estudou na Faculdade de Direito de Coimbra onde fundou o CITAC (Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra) e participou no TEUC (Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra). Voz inconformada e inconformista destacou-se em vários géneros literários mas é na poesia que o seu nome é bem conhecido.
Mas não é mesmo inqualificável essa gente que rouba vagas de idosos e deficientes? Muito bem fez a Regina Helena de Paiva Ramos , deu nas cartas do jornal.
No filme Tomates verdes fritos, a maravilhosa atriz passa pelo mesmo problema. Duas garotas dizem que ela é velha e entram no supermercado. Ela diz: "mas o meu seguro é maior do que o de vocês.Towandaaaaa"! E bate várias vezes no carro das peruas.
"Aconteceu há alguns dias: estava saindo da vaga de idosos de um shopping de São Paulo quando um carro estacionou numa vaga de deficientes e dele sairam dois alegres jovens de cerca de 17 ou 18 anos. Parei perto e perguntei se não tinham vergonha de ocupar vagas de deficientes. Um deles riu na minha cara depois de me chamar de velha, acrescentando adjetivos impróprios para publicação. Não esperei para reagir. Saí do meu carro com a minha bengala - estou usando bengala provisoriamente, enquanto me refaço de uma cirurgia para colocação de prótese no joelho - e dei uma bengalada no que estava mais próximo de mim, enquanto o outro fugia. Refeita do aborrecimento, com o coração saindo pela boca de tanta raiva - o que certamente faz mal aos meus 78 anos! -, comecei a pensar e desejaria repartir minhas reflexões com os leitores do Estadão. Rapazes como esses - que ocupam vagas de deficientes físicos e xingam uma velhinha indefesa (reconheço que nem tanto, afinal, eu tinha a minha bengala...), certamente, se eleitos para qualquer cargo - vereador, deputado, senador ou presidente -, farão exatamente aquilo que temos visto: receberão gordos pacotes de dinheiro sem sequer se levantarem do sofá, enfiarão dinheiro na cueca, no bolso, na bolsa, nas meias, e tudo com a maior naturalidade do mundo! É de pequeno que se torce o pepino. Se a educação não começa em casa, dentro da família, não é mais tarde - lá na Assembleia ou no Congresso - que irão se corrigir. Farão o que aprenderam - ou o que não aprenderam - em casa. Só há um caminho certo para o combate à corrupção e à safadeza e esse começa numa educaçãozinha básica em casa, com introdução de valores éticos e cívicos. Como não é isso que tem acontecido neste país, preparemo-nos para uma desgraça total. Quase ninguém educa os filhos como deveria. São preparados para vencer a todo custo, doa a quem doer. O negócio é tentar enricar. Há casos até em que os filhos são elogiados pelos pais como verdadeiros "Ronaldinhos". Dá no que dá. Finalmente, acho que não vou mais abandonar minha bengala, mesmo quando a prótese não me exigir isso. Se essa gentinha não recebe educação em casa, certamente receberá minhas bengaladas. Neste caso acertei no ombro, da próxima vez prometo acertar na cabeça."
Após telefonema de uma amiga, que assistia pela TV Brasil uma entrevista com Octavio Frias Filho sobre um livro que, acho, ele publicou tempinho atrás, "Queda Livre", resolvi pesquisar do que se tratava. Ela também não tinha entendido. Fiquei mais em dúvida ainda. E principalmente não entendemos porque a TV Brasil, que é do governo federal- infelizmente não pega aqui em casa-, faria tal entrevista. Alguém tem ideia? Cartas para a redação, que aqui a gente publica...
Do site da livraria Cultura:
Companhia das Letras R$ 49,50
'Queda livre' compõe-se de sete textos que narram o que Otavio Frias Filho chama de 'investigações participativas' - mergulhos em experiências radicais ou, nas palavras do próprio autor, 'descidas até os círculos do inferno pessoal'. Nesses ensaios de risco, Frias conjuga a objetividade jornalística de cada investigação com uma voz narrativa extremamente pessoal, de distanciamento e humor cáustico. Entre suas experiências estão saltar de pára-quedas, tomar o chá alucinógeno da seita Santo Daime na Amazônia, viajar num submarino, participar como ator do teatro de José Celso Martinez Corrêa, peregrinar pelo caminho de Santiago, explorar o mundo do sexo transgressivo e aproximar-se do suicídio.
Jornalista e escritora, autora de Suplemento Literário-Que falta ele faz! : Tinhorão, o Legendário; As Dez Mil Coisas (poesia) e do e-book Jornalismo Século XXI- O modelo #mídia NINJA
VIVA BABEL
Notícias de Babel.
O título homenageia Xose Velo Mosquera, Pepe Velo, professor, poeta, revolucionário galego, que criou o lema e viveu por ele.
Sonhos de Leonardo
CRUEL
Sérgio Sampaio
Tudo cruel, tudo sistema Torre Babel, falso dilema É uma dor que não
esconde o seu papel São Carlos, morro, Borel Eu subo e nunca estou no céu
Torres
Orides Fontela
Construir torres abstratas
porém a luta é real. Sobre a luta
Nossa visão se constrói. O real
Nos doerá para sempre
CONTADOR DE ACESSOS - 06/03/2009
Páginas que revelam uma época . Autora discute legado do Suplemento Literário,
editado nos anos 50 e 60 (clique na imagem para ler)
Uma análise da relação entre imprensa e cultura. No prefácio do livro, Antonio Candido relembra
o contexto em que surgiu o Suplemento (clique na imagem)
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imagin...
DESPUÉS DE LA HUELGA MAGISTERIAL: ¿QUÉ?
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Sigfredo Chiroque Chunga De junio a agosto del presente año, alrededor de
un 92% de los docentes del país han participado de manera directa o
indirecta en ...
Le corbillard d'Achab le Prophète.
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Prémonition de mort civile.
Le monde moderne est une immense machine à détruire les signes.
Le voyant ne peut pas plus y vivre que le grand corps du no...
PANORAMA
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Bilhete postal triplo, circulado em 1913.
Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
*"Povo que não conhece sua história está condena...
A política na Figueira está escaldante...
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*"Diferendos envolvem dois autarcas eleitos pela mesma força política - a
coligação FAP"*. Segundo o Diário as Beiras *"autarcas de São Julião e
Buarcos já...