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quarta-feira, janeiro 13, 2010
terça-feira, janeiro 12, 2010
Da série adeus às ilusões-1

Millor Fernandes, autointitulado o guru do Méier é um gênio, todos dizem. De longa permanência na imprensa, vasto e importante currículo, já gostei muito. Com o tempo, me cansei do machismo explícito, tão corrente na geração dele que ninguém reparava. Hoje o machismo continua corrente na sociedade, mas ao menos muitos (as) notam.
Há tempos não o acompanho.
Também sempre admirei o fato de ele dizer que cobrava quanto queria por seu trabalho e nunca teve problemas de desemprego. Que sorte!
Tem grandes lances, tem estilo- embora um de seus bordões fosse “enfim um escritor sem estilo”, e tal. Há muito tempo não leio Veja, mas sei que ele ficou lá por anos.
Não entendi.
Ouvi dizer que saiu de lá e entrou com processo, pois a revista queria manter seu trabalho na edição online.
Acabo de saber que está no Twitter que, dizem, é uma resposta mais sofisticada e sensível às pessoas que têm pruridos com o Orkut, mais massivo e popular. Dei uma olhada e vi que, entre as pessoas e entidades que Millor segue, estão:
Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Lauro Jardim, Barbara Gancia, o site de Veja, William Bonner, CQC, Casseta& Planeta, Ancelmo Gois.
Então, finalmente, entendi.
Acabo de saber que está no Twitter que, dizem, é uma resposta mais sofisticada e sensível às pessoas que têm pruridos com o Orkut, mais massivo e popular. Dei uma olhada e vi que, entre as pessoas e entidades que Millor segue, estão:
Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Lauro Jardim, Barbara Gancia, o site de Veja, William Bonner, CQC, Casseta& Planeta, Ancelmo Gois.
Então, finalmente, entendi.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
O fim da civilização ocidental-1
Gostei muito da série de posts que alguns simpáticos blogs cariocas, como o Buteco do Edu, tem colocado com este título sugestivo. Adotei, e vou juntar duas notas do citado blog, embora não com esse título, mas achei apropíadissimo.
1-De O Globo, 24.12.2009
Jantar nas alturas
Jantar nas alturas

2-Da coluna de Ancelmo Gois, O Globo, 4.1.2010
domingo, janeiro 10, 2010
Gimme Shelter, outubro 2009
Mick, Fergie, Bono, Will.i.am
Oh, a storm is threat'ning Uma tempestade está ameaçando
My very life today Minha própria vida hoje
If I don't get some shelter Se eu não arrumar algum abrigo
Oh yeah, I'm gonna fade away Oh yeah, Vou esmorecer
Guerra, crianças, está a um tiro de distância
War, children, it's just a shot away Está a um tiro de distância
Oh, see the fire is sweepin' Ooh, veja o fogo varrendo
Our very street today A nossa rua hoje
Burns like a red coal carpet Queima como um tapete vermelho de carvão
Mad bull lost its way Touros enfurecidos que perderam sua direção
Guerra, crianças, está a um tiro de distância
War, children, it's just a shot away Está a um tiro de distância
Rape, murder! Estupro, assassinato!
It's just a shot away Está a um tiro de distância
The floods is threat'ning My very life today
Gimme, gimme shelter
Or I'm gonna fade away
War, children, it's just a shot away A enchente está ameaçando
It's just a shot away (4x) Minha própria vida hoje
Dê-me, dê-me abrigo
Ou vou esmorecer
I tell you love, sister, it's just a kiss away
Eu lhe digo amor, irmã
Está apenas a um beijo de distância
Um beijo de distância
E Bob Dylan
que tiraram do ar, dançou, direto autoral né? tá
Oh, a storm is threat'ning Uma tempestade está ameaçando
My very life today Minha própria vida hoje
If I don't get some shelter Se eu não arrumar algum abrigo
Oh yeah, I'm gonna fade away Oh yeah, Vou esmorecer
Guerra, crianças, está a um tiro de distância
War, children, it's just a shot away Está a um tiro de distância
Oh, see the fire is sweepin' Ooh, veja o fogo varrendo
Our very street today A nossa rua hoje
Burns like a red coal carpet Queima como um tapete vermelho de carvão
Mad bull lost its way Touros enfurecidos que perderam sua direção
Guerra, crianças, está a um tiro de distância
War, children, it's just a shot away Está a um tiro de distância
Rape, murder! Estupro, assassinato!
It's just a shot away Está a um tiro de distância
The floods is threat'ning My very life today
Gimme, gimme shelter
Or I'm gonna fade away
War, children, it's just a shot away A enchente está ameaçando
It's just a shot away (4x) Minha própria vida hoje
Dê-me, dê-me abrigo
Ou vou esmorecer
I tell you love, sister, it's just a kiss away
Eu lhe digo amor, irmã
Está apenas a um beijo de distância
Um beijo de distância
E Bob Dylan
que tiraram do ar, dançou, direto autoral né? tá
sábado, janeiro 09, 2010
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Modrian e a teoria
Piet Mondrian, The red tree,c.1909. Oil on canvas. 27 3/8" x 39". Gemeentemuseum, the Hague, Netherlands.Eric Ponty
Uma maça não cai
da macieira
horizontal oposta
porque a lei da gravidade
determinou.
Uma maça cai
da macieira
porque estivesse
madura.
Um poema não se faz
da lei da gramatica
determina.
Um poema não se faz
poesia
porque o acadêmico
determina ou
linhas gerais do partido
do icto determinam
talvez estivesse
madura na concepção .
quinta-feira, janeiro 07, 2010
São Luiz do Paraitinga é um cenário de guerra
Do jornalista, geógrafo e amigo da cidade Mouzar Benedito
"Estive em São Luís do Paraitinga na segunda-feira, dia 4. É um cenário de guerra. Parece um filme daqueles catastróficos.
Fora as casas derrubadas, como se tivessem sido bombardeadas, havia muita gente pasma, depois de perder tudo o que tinha. Ninguém acreditava que a água podia subir tanto. De repente tiveram que sair depressa, com água no joelho, sem tempo de pegar nada. Era preciso subir o morro e ficar em lugar seguro. Muitos amigos ficaram com a roupa do corpo. Mas não tem faltado solidariedade. No tempo em que fiquei lá tentando entrar na cidade com amigos, levando roupas e alimentos, e a Defesa “Civil” impedindo, chegavam (e eram barradas) muitas pessoas de outras cidades, com sacolas de comida e roupa. De vez em quando chegava uma caminhonete com água, leite, material de limpeza etc. e também tinha que parar. Algumas coisas eram colocadas em caminhonetes de pessoas que podiam entrar na cidade e levadas para as pessoas.
O motivo da proibição de entrar lá nem a pé era que um poste ameaçava cair sobre a ponte – único meio de acesso atualmente – e atingir alguém. E também a parede de um casarão podia desabar logo depois da ponte. Estranho era que autoridades passavam direto por ali. Será que poste não cai em cabeça de autoridade?
Apesar de tudo, das perdas e do trauma, a população parece disposta a reconstruir a cidade e suas vidas. Mas é preciso identificar as causas de uma enchente tão volumosa. Em 1996 houve uma – até antes desta última, recordista – em que a água chegou até a praça, mas não destruiu nada. Depois, ficou-se sabendo que uma represa abriu as comportas sem avisar ninguém.
Agora, uma enchente dezenas de vezes maior, a imprensa não procura saber as causas, fica tudo por conta da chuva. Será que não houve sangramento de represas? Será que a monocultura do eucalipto não tem nada com isso? Lá, em vez de fazer curvas de nível, as plantações de eucalipto fazem uma rua morro abaixo, de maneira que a água que cai corre toda para baixo, levando barro e nutrientes da terra. E tem a ocupação exagerada de certas margens.
Finalmente quero dizer que ouvi muita gente e todos disseram a mesma coisa: é mentira que o governo do estado está presente lá desde o início. Os bombeiros chegaram muito tarde, com um único bote inflável motorizado, demoraram horas para inflar e depois perceberam que não levaram combustível. Fizeram só duas viagens, enquanto os rapazes do rafting tiravam as pessoas da enchente em botes a remos. Todos dizem que se não fossem eles – e portanto se dependesse do governo do estado – haveria umas 400 mortes.
Defesa Civil, bombeiros e militares, segundo disseram, têm cometido muitas trapalhadas. Ainda sobra ironia para alguns moradores dizerem quando eles se aproximam: “Lá vêm os Trapalhões”.
"Estive em São Luís do Paraitinga na segunda-feira, dia 4. É um cenário de guerra. Parece um filme daqueles catastróficos.
Fora as casas derrubadas, como se tivessem sido bombardeadas, havia muita gente pasma, depois de perder tudo o que tinha. Ninguém acreditava que a água podia subir tanto. De repente tiveram que sair depressa, com água no joelho, sem tempo de pegar nada. Era preciso subir o morro e ficar em lugar seguro. Muitos amigos ficaram com a roupa do corpo. Mas não tem faltado solidariedade. No tempo em que fiquei lá tentando entrar na cidade com amigos, levando roupas e alimentos, e a Defesa “Civil” impedindo, chegavam (e eram barradas) muitas pessoas de outras cidades, com sacolas de comida e roupa. De vez em quando chegava uma caminhonete com água, leite, material de limpeza etc. e também tinha que parar. Algumas coisas eram colocadas em caminhonetes de pessoas que podiam entrar na cidade e levadas para as pessoas.
O motivo da proibição de entrar lá nem a pé era que um poste ameaçava cair sobre a ponte – único meio de acesso atualmente – e atingir alguém. E também a parede de um casarão podia desabar logo depois da ponte. Estranho era que autoridades passavam direto por ali. Será que poste não cai em cabeça de autoridade?
Apesar de tudo, das perdas e do trauma, a população parece disposta a reconstruir a cidade e suas vidas. Mas é preciso identificar as causas de uma enchente tão volumosa. Em 1996 houve uma – até antes desta última, recordista – em que a água chegou até a praça, mas não destruiu nada. Depois, ficou-se sabendo que uma represa abriu as comportas sem avisar ninguém.
Agora, uma enchente dezenas de vezes maior, a imprensa não procura saber as causas, fica tudo por conta da chuva. Será que não houve sangramento de represas? Será que a monocultura do eucalipto não tem nada com isso? Lá, em vez de fazer curvas de nível, as plantações de eucalipto fazem uma rua morro abaixo, de maneira que a água que cai corre toda para baixo, levando barro e nutrientes da terra. E tem a ocupação exagerada de certas margens.
Finalmente quero dizer que ouvi muita gente e todos disseram a mesma coisa: é mentira que o governo do estado está presente lá desde o início. Os bombeiros chegaram muito tarde, com um único bote inflável motorizado, demoraram horas para inflar e depois perceberam que não levaram combustível. Fizeram só duas viagens, enquanto os rapazes do rafting tiravam as pessoas da enchente em botes a remos. Todos dizem que se não fossem eles – e portanto se dependesse do governo do estado – haveria umas 400 mortes.
Defesa Civil, bombeiros e militares, segundo disseram, têm cometido muitas trapalhadas. Ainda sobra ironia para alguns moradores dizerem quando eles se aproximam: “Lá vêm os Trapalhões”.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
História: jornal na era do linotipo
Interessantissimos filmes sobre a confecção do Estadão. O primeiro, narrado por Guilherme de Almeida, "crítico social-cinematográphico" do jornal, de 1935.
Aqui, o jornal em 1941, anda tempo de linotipo, clichês, calandras, revisores: "Um bom jornal moderno deve sair sem erros". Pois é...
Aqui, o jornal em 1941, anda tempo de linotipo, clichês, calandras, revisores: "Um bom jornal moderno deve sair sem erros". Pois é...
terça-feira, janeiro 05, 2010
Jornalista proibe entrada de Sindicato
O Sindicato dos Garis e Varredores tentou entregar, no dia 4, uma carta de protesto ao Boris Casoy e à TV Bandeirantes.
Uma jornalista que se apresentou como Albertina e se disse chefe de redação não quis assinar o protocolo de recebimento.
Não autorizou que os diretores do Sindicato entrassem nas dependências da emissora.
Pior do que o âncora desrespeitando trabalhadores -- ele conhecemos bem e dele nada esperamos de melhor, embora sempre nos surpreendamos com barbáries - é saber que existem jornalistas como esta moça, cumprindo fielmente ordens superiores, proibindo a entrada de representantes sindicais, sequer recebendo a carta. Lembra aqueles tempos plúmbeos.
Jornalistas assim, conhecemos bem. Prestam o serviço, replicam a voz do dono, e um dia qualquer, quando não mais interessam, são tratados como os garis.
A história não é nova, mas sempre se repete.
Uma jornalista que se apresentou como Albertina e se disse chefe de redação não quis assinar o protocolo de recebimento.
Não autorizou que os diretores do Sindicato entrassem nas dependências da emissora.
Pior do que o âncora desrespeitando trabalhadores -- ele conhecemos bem e dele nada esperamos de melhor, embora sempre nos surpreendamos com barbáries - é saber que existem jornalistas como esta moça, cumprindo fielmente ordens superiores, proibindo a entrada de representantes sindicais, sequer recebendo a carta. Lembra aqueles tempos plúmbeos.
Jornalistas assim, conhecemos bem. Prestam o serviço, replicam a voz do dono, e um dia qualquer, quando não mais interessam, são tratados como os garis.
A história não é nova, mas sempre se repete.
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