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sábado, janeiro 09, 2010
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Modrian e a teoria
Piet Mondrian, The red tree,c.1909. Oil on canvas. 27 3/8" x 39". Gemeentemuseum, the Hague, Netherlands.Eric Ponty
Uma maça não cai
da macieira
horizontal oposta
porque a lei da gravidade
determinou.
Uma maça cai
da macieira
porque estivesse
madura.
Um poema não se faz
da lei da gramatica
determina.
Um poema não se faz
poesia
porque o acadêmico
determina ou
linhas gerais do partido
do icto determinam
talvez estivesse
madura na concepção .
quinta-feira, janeiro 07, 2010
São Luiz do Paraitinga é um cenário de guerra
Do jornalista, geógrafo e amigo da cidade Mouzar Benedito
"Estive em São Luís do Paraitinga na segunda-feira, dia 4. É um cenário de guerra. Parece um filme daqueles catastróficos.
Fora as casas derrubadas, como se tivessem sido bombardeadas, havia muita gente pasma, depois de perder tudo o que tinha. Ninguém acreditava que a água podia subir tanto. De repente tiveram que sair depressa, com água no joelho, sem tempo de pegar nada. Era preciso subir o morro e ficar em lugar seguro. Muitos amigos ficaram com a roupa do corpo. Mas não tem faltado solidariedade. No tempo em que fiquei lá tentando entrar na cidade com amigos, levando roupas e alimentos, e a Defesa “Civil” impedindo, chegavam (e eram barradas) muitas pessoas de outras cidades, com sacolas de comida e roupa. De vez em quando chegava uma caminhonete com água, leite, material de limpeza etc. e também tinha que parar. Algumas coisas eram colocadas em caminhonetes de pessoas que podiam entrar na cidade e levadas para as pessoas.
O motivo da proibição de entrar lá nem a pé era que um poste ameaçava cair sobre a ponte – único meio de acesso atualmente – e atingir alguém. E também a parede de um casarão podia desabar logo depois da ponte. Estranho era que autoridades passavam direto por ali. Será que poste não cai em cabeça de autoridade?
Apesar de tudo, das perdas e do trauma, a população parece disposta a reconstruir a cidade e suas vidas. Mas é preciso identificar as causas de uma enchente tão volumosa. Em 1996 houve uma – até antes desta última, recordista – em que a água chegou até a praça, mas não destruiu nada. Depois, ficou-se sabendo que uma represa abriu as comportas sem avisar ninguém.
Agora, uma enchente dezenas de vezes maior, a imprensa não procura saber as causas, fica tudo por conta da chuva. Será que não houve sangramento de represas? Será que a monocultura do eucalipto não tem nada com isso? Lá, em vez de fazer curvas de nível, as plantações de eucalipto fazem uma rua morro abaixo, de maneira que a água que cai corre toda para baixo, levando barro e nutrientes da terra. E tem a ocupação exagerada de certas margens.
Finalmente quero dizer que ouvi muita gente e todos disseram a mesma coisa: é mentira que o governo do estado está presente lá desde o início. Os bombeiros chegaram muito tarde, com um único bote inflável motorizado, demoraram horas para inflar e depois perceberam que não levaram combustível. Fizeram só duas viagens, enquanto os rapazes do rafting tiravam as pessoas da enchente em botes a remos. Todos dizem que se não fossem eles – e portanto se dependesse do governo do estado – haveria umas 400 mortes.
Defesa Civil, bombeiros e militares, segundo disseram, têm cometido muitas trapalhadas. Ainda sobra ironia para alguns moradores dizerem quando eles se aproximam: “Lá vêm os Trapalhões”.
"Estive em São Luís do Paraitinga na segunda-feira, dia 4. É um cenário de guerra. Parece um filme daqueles catastróficos.
Fora as casas derrubadas, como se tivessem sido bombardeadas, havia muita gente pasma, depois de perder tudo o que tinha. Ninguém acreditava que a água podia subir tanto. De repente tiveram que sair depressa, com água no joelho, sem tempo de pegar nada. Era preciso subir o morro e ficar em lugar seguro. Muitos amigos ficaram com a roupa do corpo. Mas não tem faltado solidariedade. No tempo em que fiquei lá tentando entrar na cidade com amigos, levando roupas e alimentos, e a Defesa “Civil” impedindo, chegavam (e eram barradas) muitas pessoas de outras cidades, com sacolas de comida e roupa. De vez em quando chegava uma caminhonete com água, leite, material de limpeza etc. e também tinha que parar. Algumas coisas eram colocadas em caminhonetes de pessoas que podiam entrar na cidade e levadas para as pessoas.
O motivo da proibição de entrar lá nem a pé era que um poste ameaçava cair sobre a ponte – único meio de acesso atualmente – e atingir alguém. E também a parede de um casarão podia desabar logo depois da ponte. Estranho era que autoridades passavam direto por ali. Será que poste não cai em cabeça de autoridade?
Apesar de tudo, das perdas e do trauma, a população parece disposta a reconstruir a cidade e suas vidas. Mas é preciso identificar as causas de uma enchente tão volumosa. Em 1996 houve uma – até antes desta última, recordista – em que a água chegou até a praça, mas não destruiu nada. Depois, ficou-se sabendo que uma represa abriu as comportas sem avisar ninguém.
Agora, uma enchente dezenas de vezes maior, a imprensa não procura saber as causas, fica tudo por conta da chuva. Será que não houve sangramento de represas? Será que a monocultura do eucalipto não tem nada com isso? Lá, em vez de fazer curvas de nível, as plantações de eucalipto fazem uma rua morro abaixo, de maneira que a água que cai corre toda para baixo, levando barro e nutrientes da terra. E tem a ocupação exagerada de certas margens.
Finalmente quero dizer que ouvi muita gente e todos disseram a mesma coisa: é mentira que o governo do estado está presente lá desde o início. Os bombeiros chegaram muito tarde, com um único bote inflável motorizado, demoraram horas para inflar e depois perceberam que não levaram combustível. Fizeram só duas viagens, enquanto os rapazes do rafting tiravam as pessoas da enchente em botes a remos. Todos dizem que se não fossem eles – e portanto se dependesse do governo do estado – haveria umas 400 mortes.
Defesa Civil, bombeiros e militares, segundo disseram, têm cometido muitas trapalhadas. Ainda sobra ironia para alguns moradores dizerem quando eles se aproximam: “Lá vêm os Trapalhões”.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
História: jornal na era do linotipo
Interessantissimos filmes sobre a confecção do Estadão. O primeiro, narrado por Guilherme de Almeida, "crítico social-cinematográphico" do jornal, de 1935.
Aqui, o jornal em 1941, anda tempo de linotipo, clichês, calandras, revisores: "Um bom jornal moderno deve sair sem erros". Pois é...
Aqui, o jornal em 1941, anda tempo de linotipo, clichês, calandras, revisores: "Um bom jornal moderno deve sair sem erros". Pois é...
terça-feira, janeiro 05, 2010
Jornalista proibe entrada de Sindicato
O Sindicato dos Garis e Varredores tentou entregar, no dia 4, uma carta de protesto ao Boris Casoy e à TV Bandeirantes.
Uma jornalista que se apresentou como Albertina e se disse chefe de redação não quis assinar o protocolo de recebimento.
Não autorizou que os diretores do Sindicato entrassem nas dependências da emissora.
Pior do que o âncora desrespeitando trabalhadores -- ele conhecemos bem e dele nada esperamos de melhor, embora sempre nos surpreendamos com barbáries - é saber que existem jornalistas como esta moça, cumprindo fielmente ordens superiores, proibindo a entrada de representantes sindicais, sequer recebendo a carta. Lembra aqueles tempos plúmbeos.
Jornalistas assim, conhecemos bem. Prestam o serviço, replicam a voz do dono, e um dia qualquer, quando não mais interessam, são tratados como os garis.
A história não é nova, mas sempre se repete.
Uma jornalista que se apresentou como Albertina e se disse chefe de redação não quis assinar o protocolo de recebimento.
Não autorizou que os diretores do Sindicato entrassem nas dependências da emissora.
Pior do que o âncora desrespeitando trabalhadores -- ele conhecemos bem e dele nada esperamos de melhor, embora sempre nos surpreendamos com barbáries - é saber que existem jornalistas como esta moça, cumprindo fielmente ordens superiores, proibindo a entrada de representantes sindicais, sequer recebendo a carta. Lembra aqueles tempos plúmbeos.
Jornalistas assim, conhecemos bem. Prestam o serviço, replicam a voz do dono, e um dia qualquer, quando não mais interessam, são tratados como os garis.
A história não é nova, mas sempre se repete.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Os garis, Casoy e a internet
“Feliz Ano Novo, muita paz, muita saúde, muito trabalho”. Sorridentes, os dois garis, de sotaque nordestino, encerravam uma edição de telejornal da TV Bandeirantes, a mesma que exibe o aqui já comentado CQC, entre outras pérolas.
Sim, garis sorridentes, aqueles mesmos que viram notícia quando acham pastas de dinheiro e devolvem. Mas desta vez não acharam nada, só desejavam feliz ano novo.
Até agora tem 936 mil acessos no Youtube o vídeo em que o âncora Boris Casoy, acreditando estar em OFF, declara:
“Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho."
Seu colega de casa, Fabio Pannunzio, parte para a defesa e afirma em seu blog:
“O diálogo permite várias interpretações diferentes. Segundo a Vanessa Kalil, que é minha amiga querida e é também a editora-executiva do Jornal da Noite, o sentido verdadeiro não era o que foi abstraído pela opinião pública. O que ele estaria querendo dizer é que havia restado aos garis, que estão na base da pirâmide social, dar a mensagem de boas festas naquela edição do telejornal”. Diz ainda que a frase "do alto de suas vassouras" -- sequer foi pronunciada ( o que o áudio desmente. Há também risos de pessoas não identificadas).
O episódio parecer ser condenado pela maioria.
Fiquei pensando na força da internet, a única responsável pelo “pedido de desculpas” do âncora no ar, no dia seguinte. Até há pouco, comentários ofensivos, edições manipuladas, baixarias televisivas de toda espécie não permitiam resposta em tempo real ou em qualquer tempo. Mas cerca de 700 mil acessos de um vídeo em apenas dois dias são algo a se considerar.
Fiquei pensando também que o argumento da editora-executiva não se sustenta.Casoy estaria penalizado porque restou aos garis dar boas festas? Coitados, tão pobres e ainda tendo de cumprimentar??Não entendi.
Casoy estaria criticando a edição, pois preferiria que os votos fossem externados por seres acima na escala social? Ou talvez Pannunzio não tenha conseguido explicar à altura o raciocínio da editora-executiva?
Tudo dá no mesmo.Não há explicação outra além do que se viu e ouviu.
Pergunta uma comentarista do blog de Pannunzio: “Poderia então, você ou sua editora, explicar as risadas que se seguem ao diálogo?”
No blog do jornalista, entretanto, há alguma discordância entre os comentaristas, como o que se assina João, um cidadão, afirmando que tem mais de 60 anos, não deve satisfação a ninguém e é contra a hipocrisia:
”Na minha opinião ele deveria ter falado tudo que falou durante a apresentação do jornal, inclusive finalizando com a famosa frase “Isto é uma vergonha”. Onde já se viu, eu com a família reunida, comemorando a data e sou obrigado a ver garis desejando boas festas?”
Extrapolou o seu João, que ao menos é sincero com seus preconceitos em ON.
Mas o ano novo, o ano do Tigre no horóscopo chinês, que começou com trágicas enchentes, e com essa infeliz declaração, traz boas novas:daqui para a frente tem volta, tem resposta, tem feedback.E em tempo real.
Sim, garis sorridentes, aqueles mesmos que viram notícia quando acham pastas de dinheiro e devolvem. Mas desta vez não acharam nada, só desejavam feliz ano novo.
Até agora tem 936 mil acessos no Youtube o vídeo em que o âncora Boris Casoy, acreditando estar em OFF, declara:
“Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho."
Seu colega de casa, Fabio Pannunzio, parte para a defesa e afirma em seu blog:
“O diálogo permite várias interpretações diferentes. Segundo a Vanessa Kalil, que é minha amiga querida e é também a editora-executiva do Jornal da Noite, o sentido verdadeiro não era o que foi abstraído pela opinião pública. O que ele estaria querendo dizer é que havia restado aos garis, que estão na base da pirâmide social, dar a mensagem de boas festas naquela edição do telejornal”. Diz ainda que a frase "do alto de suas vassouras" -- sequer foi pronunciada ( o que o áudio desmente. Há também risos de pessoas não identificadas).
O episódio parecer ser condenado pela maioria.
Fiquei pensando na força da internet, a única responsável pelo “pedido de desculpas” do âncora no ar, no dia seguinte. Até há pouco, comentários ofensivos, edições manipuladas, baixarias televisivas de toda espécie não permitiam resposta em tempo real ou em qualquer tempo. Mas cerca de 700 mil acessos de um vídeo em apenas dois dias são algo a se considerar.
Fiquei pensando também que o argumento da editora-executiva não se sustenta.Casoy estaria penalizado porque restou aos garis dar boas festas? Coitados, tão pobres e ainda tendo de cumprimentar??Não entendi.
Casoy estaria criticando a edição, pois preferiria que os votos fossem externados por seres acima na escala social? Ou talvez Pannunzio não tenha conseguido explicar à altura o raciocínio da editora-executiva?
Tudo dá no mesmo.Não há explicação outra além do que se viu e ouviu.
Pergunta uma comentarista do blog de Pannunzio: “Poderia então, você ou sua editora, explicar as risadas que se seguem ao diálogo?”
No blog do jornalista, entretanto, há alguma discordância entre os comentaristas, como o que se assina João, um cidadão, afirmando que tem mais de 60 anos, não deve satisfação a ninguém e é contra a hipocrisia:
”Na minha opinião ele deveria ter falado tudo que falou durante a apresentação do jornal, inclusive finalizando com a famosa frase “Isto é uma vergonha”. Onde já se viu, eu com a família reunida, comemorando a data e sou obrigado a ver garis desejando boas festas?”
Extrapolou o seu João, que ao menos é sincero com seus preconceitos em ON.
Mas o ano novo, o ano do Tigre no horóscopo chinês, que começou com trágicas enchentes, e com essa infeliz declaração, traz boas novas:daqui para a frente tem volta, tem resposta, tem feedback.E em tempo real.
Ajuda para vítimas das enchentes
Pedido de ajuda para as vítimas de São Luiz do Paraitinga e Cunha (SP)
A Delegacia da JK em Taubate e a base da Policia Militar estão recebendo os donativos.
Água, fraldas e comida são essenciais neste momento.
Contamos com voces.
Maria Lúcia
Vale do Paraiba, Serras e Mar
As bases da Policia de São José dos Campos e Taubaté estão recebendo as doações para as vitimas desta tragedia que abalou o Vale:alimentos não perecíveis, água, colchões, roupas, lanternas, etc.
Os telefones para informações são 147 para quem está na cidade ou 3633-4544.
Quem não puder ir até o local pode ligar para o celular do plantão: 8119-5612 que eles buscam as doações.
Locais para doação:- Plantão da delegacia da JK- Rua Marquês de Rabicó, 33 - Gurilândia- Rua José Dantas, 266 - Pq Aeroporto - rua da igreja- Rua Monsenhor Miguel Martins, 361 - Vila Marli- Rua Padre Faria Fialho, 315 - Jd Maria Augusta
A Delegacia da JK em Taubate e a base da Policia Militar estão recebendo os donativos.
Água, fraldas e comida são essenciais neste momento.
Contamos com voces.
Maria Lúcia
Vale do Paraiba, Serras e Mar
As bases da Policia de São José dos Campos e Taubaté estão recebendo as doações para as vitimas desta tragedia que abalou o Vale:alimentos não perecíveis, água, colchões, roupas, lanternas, etc.
Os telefones para informações são 147 para quem está na cidade ou 3633-4544.
Quem não puder ir até o local pode ligar para o celular do plantão: 8119-5612 que eles buscam as doações.
Locais para doação:- Plantão da delegacia da JK- Rua Marquês de Rabicó, 33 - Gurilândia- Rua José Dantas, 266 - Pq Aeroporto - rua da igreja- Rua Monsenhor Miguel Martins, 361 - Vila Marli- Rua Padre Faria Fialho, 315 - Jd Maria Augusta
domingo, janeiro 03, 2010
São Luiz do Paraitinga
Desde ontem, sábado, 2, começaram a chegar notícias das chuvas em São Luiz do Paraitinga (SP).Uma cidade histórica , com 11 mil habitantes e o maior numero de prédios do século 19 tombados pelo Patrimônio.
É onde mais se celebra a cultura popular interiorana paulista e seus mitos, como o valoroso saci.
Ontem vimos o desabamento das torres de uma igreja, a cidade alagada, cerca de 4 mil pessoas desabrigadas na cidade e outras 5 mil foram para casa de parentes e abrigos improvisados.
O socorro estava sendo prestado pela própria polulação e por autoridades locais. Nada de governo do Estado. O governador, em seu twitter, despediu-se no dia 30 e foi para a Bahia.
"Estou na Bahia para passar o feriadão de Ano Novo com meus netos. Domingo, de volta a São Paulo. 9:17 PM Dec 30th, 2009 from web
Aqui, Rita/Gilda canta e dança uma rumba, Amado Mio: http://migre.me/eXWy. E canta Put the Blame on Mame: http://migre.me/eXWJ 9:24 PM Dec 30th, 2009 from web
Bom feriado a todos. 9:29 PM Dec 30th, 2009 from web "
Somente hoje à tarde, domingo, noticiou-se que o governador sobrevoou a cidade, deu uma coletiva à imprensa dizendo que vai ajudar na reconstrução.
O jornal O Estado de S. Paulo deu uma página inteira, ao lado da cobertura da tragédia em Angra dos Reis (RJ).
O jornal Folha de S. Paulo não deu nada, além de uma notinha dizendo que , devido ao transbordamento do rio Paraitinga, a rodovia Oswaldo Cruz foi fechada. Uma colunista falava mal do o governador do Rio, que não deu as caras na tragedia de Angra, mas nenhuma linha sobre o de SP.
Que os deuses nos protejam das águas de janeiro, fevereiro e março e de quantas mais houver que cairão sobre nós, porque a depender de autoridades estaduais, as populações ficarão mesmo é soterradas e sem teto.
2- Segundo Jefferson Mello, diretor da TV Comunitária local, a TV Cidade:
" José Serra veio ver a tragédia em São Luiz do Paraitinga e Cunha. De helicóptero olhou tudo de cima e não falou com uma viva alma. A Prefeita de São Luiz do Paraitinga esperava o Governador para juntos assinarem o Decreto de Calamidade Pública e afirmou “agora São Luiz do Paraitinga vai ficar nas mãos do Governo do Estado. Temos que reconstruir nossa cidade e isto só será possível com o Governo, sem ele nada podemos fazer ou esperar”. A Prefeita saiu frustrada, pois nem um aceno recebeu de Serra, nem um telefonema.. Passou pela tragédia como quem passa por cima de um lamaçal."
sábado, janeiro 02, 2010
quinta-feira, dezembro 31, 2009
Feliz 2010
Vitória de Samotracia, Louvre, maio de 2009Aproveito as preciosas indicações do meu amigo, astrólogo, mestre em Historia Social, Rui Sá Silva Barros, aqui, que sempre faz análises astrológicas pontuadas por elementos politicos e econômicos.
No cenário do novo ano, nada muito animador, mas, diz o Rui
" no meio deste tumulto devemos trabalhar, amar e viver. Tempo para leituras e práticas:
- Bagavad gîta, com especial ênfase na questão da ação sem identificação.
- Tao te king e outros textos taoístas centrados na questão do não-agir.
- As parábolas dos Evangelhos, em especial a do vinhateiro e os trabalhadores da undécima hora.
- Os Salmos de ascensão (120 a 135).
- A linguagem dos pássaros de Attar.
Leituras e práticas em grupo potencializam a eficácia. Música religiosa genuína, de qualquer tradição, acalma e ajuda na concentração. Tente não se irritar com a tolice, a ignorância e a inércia ao seu redor. Elas são o resultado da interação de dezenas de forças, fora de nosso controle. O coletivo não pode escapar disto, mas indivíduos e pequenos grupos, sim. O mundo humano reverbera sentimentalismo e moralismo, falta doutrina espiritual sólida que está disponível em textos extraordinários, pouco lidos e pior compreendidos".
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