quinta-feira, julho 09, 2009

Justiça é lenta, mas não para os donos do poder

O jornalista Lúcio Flávio Pinto, meu amigo de longa data, premiado e respeitado internacionalmente como especialista em Amazônia, foi condenado pela Justiça do Pará.
Este é mais um dos vários processos contra Lucio, que sozinho luta com seu Jornal Pessoal contra o poder das oligarquias de lá.

Mas hoje em dia ao menos uma coisa mudou: vários blogs divulgam a noticia e iniciam até uma movimentação apra ajudar Lucio a pagar o que a Justiça achou por bem decretar, mas ele aidna pode recorrer, parece.
A seguir a noticia :


O repórter e editor do Jornal Pessoal, de Belém do Pará, Lúcio Flávio Pinto, foi condenado pelo juiz Raimundo das Chagas Filho, da 4ª Vara Cível da capital, a pagar uma indenização de R$ 30 mil aos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, proprietários das Organizações Romulo Maiorana, uma das empresas de comunicação mais influentes da Região Norte, cuja emisssora de TV é afiliada à Rede Globo. A sentença, expedida no último dia 6 de junho, segunda-feira, refere-se a uma das quatro ações indenizatórias movidas pelos irmãos contra o jornalista que, em 2005, publicou artigo em um livro organizado pelo jornalista italiano Maurizio Chierici, depois reproduzido no Jornal Pessoal, no qual abordava as atividades de contrabandista do fundador das ORM, Romulo Maiorana, nos anos de 1950, o que teria motivado a ação, pois os irmãos consideraram ofensivo o tratamento dispensado à memória do pai. Além da indenização por supostos danos morais, o juiz ainda obriga o jornalista a não mais referir-se aos irmãos em seus próximos artigos.

O juiz Chagas Filho entende que o jornalista à frente de seu jornal, que é um alternativo, tem ampla capacidade de pagamento da indenização, como se comprova a partir da sua sentença, na qual ainda afirma que o jornalista agiu de forma mentirosa com a intenção de obter lucros. Diz o texto: “A fixação do valor da indenização por danos morais deve valorar a extensão do dano, a capacidade de pagamento do autor do ilícito e o efeito pedagógico da medida que tem objetivo de evitar novas ocorrências. A capacidade de pagamento dos requeridos (Jornal Pessoal e Lúcio Flávio Pinto) é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhes garante um bom lucro. Assim sendo, a indenização não poderá ser insignificante, sob pena de restar inócua, perdendo seu caráter preventivo e educativo, posto que seria mais vantajoso enfrentar pedidos de indenização na justiça do que ser mais comedido em informações inverídicas, mas que aumentam a audiência e, por conseguinte, o faturamento da empresa com a venda dos exemplares”, argumentou.

Não é a primeira vez que o jornalista sofre um revés em função de artigos envolvendo a família Maiorana. No dia 12 de janeiro de 2005, Lúcio Flávio Pinto foi agredido fisicamente por Ronaldo Maiorana e seus dois seguranças (policiais militares exercendo funções privadas) em um restaurante de Belém, alegando o empresário ter sido motivado pela publicação de “O Rei da Quitanda”, artigo que versava sobre o irmão, Romulo Maiorana Júnior, e sua atuação como empresário de comunicação. Condenado ao pagamento de cestas básicas, Ronaldo Maiorana levou adiante as ações inibitórias da atividade do jornalista.

Lúcio Flávio Pinto, de 59 anos, em quatro décadas de jornalismo é um dos profissionais mais respeitados no Brasil e no exterior. Seu Jornal Pessoal resiste, de forma alternativa, há 22 anos, sem aceitar patrocínio ou anúncios, garantindo a independência de seu editor frente aos temas públicos do Pará, sobretudo na seara política. Por sua atuação intransigente frente aos desmandos políticos, às injustiças sociais e ao desrepeito aos direitos humanos, recebeu prêmios internacionais importantes: em 1997, em Roma, o prêmio Colombe d’oro per La Pace; e em 2005, em Nova Iorque, o prêmio anual do CPJ (Comittee for Jornalists Protection). Além disso, é premiado com vários Esso. É também autor de 14 livros, tendo como tema central a Amazônia, sendo os mais recentes “Contra o Poder”, “Memória do Cotidiano” e “Amazônia Sangrada (de FHC a Lula)”.

quarta-feira, julho 08, 2009

Walter Franco

Aquele que minha vó Julia gostaria de ter conhecido




domingo, julho 05, 2009

Que falta!


"Estive na Flip e me lembrei de você", manda a foto meu amigo Vitral, com "Que falta ele faz" na livraria. Foi bom, porque acabava de comentar com uma amiga como é difícil encontrar esse livro por aqui. Se a pessoa sabe de sua existência, pode encomendar nas grandes livrarias pessoalmente ou pela internet. Se não, nunca saberá, porque apenas o encontro na prateleira de Comunicação da Livraria Cultura da Pompéia, além de na loja da Imprensa Oficial, na XV de Novembro.
Ao mesmo tempo, também fiquei feliz de saber, por acaso, que ele consta do acervo de algumas bibliotecas de universidades norte-americanas, como Yale, Cornell, Tulane.
Já nas nossas -- casa de ferreiro-- que eu saiba apenas na ECA-USP ( de onde é fruto) e na PUC. Entreguei pessoalmente em ambas, e na da ECA ouvi o seguinte: "Por favor, deixe seu telefone para retornarmos dizendo se a oferta foi aceita ou não".
É mole?

Risco de vida...

O Zé Eduardo não conseguiu postar seu comentário, e por isso eu reproduzo. Ele disse:
"O Viva Babel não está permitindo enviar comentários. Queria só contar que há 40 anos explicava aos meus focas "quem corre risco de vida é espermatozoide ou ovulo".

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
PS :Acho que o formato pop up permite comentários aqora.

quinta-feira, julho 02, 2009

O que quer essa língua?

O professor Sirio Possenti, do Departamento de Linguística da Unicamp, tem uma coluna ótima no Terra Magazine. Gosto muito quando se ressalta as pessoas que criticam os outros em pretensa defesa da lígua portuguesa e cometem erros sem vergonha. Como o intelectual , poeta e ultimamente analista politico Ferreira Gullar.


"Foi curioso ler a seguinte nota na coluna semanal de Ferreira Gullar do dia 28/06/2009, na Folha de S. Paulo: "Cismado que sou contra o mal (sic!) uso de nosso idioma, gostei de ouvir, por duas vezes um locutor de televisão dizer que alguém, acidentado, 'não corre risco de vida', em vez de 'não corre risco de morte', expressão forjada por algum redator obtuso. Naquela noite, fui dormir aliviado".
Também tive um bom domingo. Embora não entenda muito bem o que seja "mau uso" de um idioma, fiquei aliviado pelo fato de Ferreira Gullar não adotar a lógica fajuta da expressão "risco de morte", mas também por seu escorregão (ou será da revisão? nunca se sabe!) em "mal uso". É bom ver que coisas assim acontecem com todo mundo!

segunda-feira, junho 29, 2009

Vitoria de Samotracia


elizabeth lorenzotti


Existe algo mais belo?





Festa de caraiba

Pedro Martinelli

Estava vendo pela tevê alguma coisa da - não sei como se chama- festa do boi de Parintins (AM) e tive a impressão de assistir a uma Marquês de Sapucaí amazônica, pero no mucho.
Tudo muda, e fica muito esquisito, com a embalagem pra turismo.
Dai li no blog do Pedrão Martinelli- que está lá na festa - o comentário que explica o que eu estava intuindo.
"A festa simples dos caboclos que chegavam nas suas embarcações para assistir o seu boi de uma arquibacada de madeira não existe mais. Os artistas regionais faziam fantasias e alegorias com materiais recicláveis da terra. A animação dos bichos era feita com varas de bambu, forquilias e alavancas que hoje deram lugar a uma parafernália de ferro, motores movidos a eletrecidade que são gerados por uma termoéletrica que ocupa um quarteirão na cidade de Parintins, para dar movimento a figuras nunca imaginadas pelos pajés mais loucos da Amazônia. Os carnavelescos do Rio e São Paulo aproveitaram estas idéias simples e de baixo custo dos caboclos que foram ensinar a técnica e voltaram deslumbrados com o conforto do maquinário moderno.
Esta certo, ninguém é bobo, conforto é muito bom.
Acontece que o caboclo e suas lendas que originaram a festa estão cada vez mais distantes do que se apresenta hoje na arena.
“Pai que bicho é esse?” perguntou o menino para o pai que estava do lado de fora do bumbódromo vendo a entrada dos carros alegóricos. O pai ficou mudo. A cara do bicho era uma mistura de Homem Aranha num corpo de jacaré com garras de unhas retorcidas, aliás todos os monstros tem unhas que fazem lembrar as do Zé do Caixão.
Dentro do bumbódromo é uma ginástica tentar assistir a apresentação sem alguma interferência no primeiro plano. Fotografar então, um martírio. São operadores de TV que querem entrar com suas câmeras dentro do vestido da sinházinha, gruas que cruzam o espaço sem parar. Balões e banners dos patrocinadores fluturam por todo o recinto. O boi Garantido tinha dezenas de pessoas para orientar o traçado simples dos “cavalinhos dos parques de diversão”, tinha tanta gente dentro da pista que atrapalhava a evolução do próprio boi.
Este ano o público caiu bastante. Dizem que foram as águas grandes do rio Amazonas que atrapalharam, mas acho que não. Já tem muita gente enjoada com a pegada comercial desta festa popular. A festa não é mais dos caboclos."

domingo, junho 28, 2009

Telefonica abusa do poder econômico

Finalmente a Anatel resolveu suspender a venda de Speedy pela vergonhosa Telefonica. Mas e o resto dos problemas? Eu, por exemplo, quis trocar e não me deixaram: diz a Telefonica que tenho seis meses de uma tal "fidelidade" e se não, pagar multa de R$ 299,00. Mas eu nao assinei nada, digo. Responde a atendente: ah, os contratos sao por telefone. Assim, candida.

O que é isso minha gente?? Agora temos de ser chantageados e ficar presos a essa odiosa e incompetente e monopolista prestadora de serviços? Não é inconstitucional isso?

sábado, junho 27, 2009

O último defensor das donzelas desamparadas

Relato veridico, a mim e uma amiga, de um nosso singularissimo amigo, um senhor de mais de 60, que passou há poucos anos por grande cirurgia cardíaca, mas é reincidente nos seus princípios de cavalheirismo :


"Levei tanta paulada de médicos, amigos e parentes que achei que já era de conhecimento público Maricota me dá pitos atér hoje quase diariamente. Mas já expliquei a todos que se acontecer de novo vou novamente para o entrevero. Se estiver muito velho vou de bengala, mas vou.
Foi só um impulso juvenil srsrsrsr E já fazem dois meses.
Estava saindo do banco, a 50 metros de casa.
Na esquina há um semáforo manual. Consciente da minha velhice apertei o sinal e fiquei aguardando abrir (sempre que faço isso fico com saudades da época em que, bêbado, toureava carros na Av. São João.)
Em seguida postou-se ao meu lado uma menina-moça, mais menina que moça.
Como ainda ando atento ao meu redor, vi, de relance que vinha pela calçada um rapaz de pouco mais de 20 anos. Bem, vestido, nem sombra de alcool ou tóxico.
Passou por trás de mim.
Quando passou pela menina, enfiou a mão por sob a saia até a xota. E ainda gritou rindo “ela esta de Modess” (Talvez fosse uma das primeiras vezes) e começou a continuar descendo a rua.
Nem tomei consciência de que sou ancião e doente.
Voei sobre ele já agarrando-o pela nuca. Caímos os dois, mas como eu já o segurava pela nuca, ele caiu de bruços e eu de lado. Era forte, mas o coitado não tinha nenhuma técnica.
Montei sobre as costas dele. Coloquei meus joelhos sobre os braços, imobilizando (os músculos da coxa são sempre bem mais fortes que os dos braços). Ele ficou com as pernas livres e poderia te-las usadas para uma torção e mudança de posição. Mas o tonto as utilizou para tentar chutar-me, dobrando-as para trás.
Deixei-o chutando a prória bunda. Agarrei seus sedosos cabelos, e fiquei levantando e baixando a cabeça, para o rosto bater na guia e abalar o cérebro. Sabia que tinha que ser rápido se não estava fodido, Que belo som cada vez que a face batia na guia. Que muúica maravilhosa cada berro que o jumento dava.
Ali há um ponto de taxi e os motoristas tinham assistido toda a cena. Um velho foi consolar a menina os outros esperaram um tempo e daí vieram me tirar de cima do rapaz.
Ele, nariz arrebentado, dentes quebrados, laáios partidos e zonzo de tanto o cérebro chacoalhar no crânio ouviu o “nem tente sair daqui”, sentou-se na guia choramingando
Daí fui dar atenção à menina. Ela agarrou-se em mim. Não chorava lágrimas mas com o corpo inteiro. Tremia inteira. Tentei acalmaála e fazer com que o episódio não deixasse marcas. O bla-bla-bla de sempre. Tudo o que fazem com a gente por fora não tem importância. Só não deixe que isso a atinja por dentro. Amanhã você vai por essa saia de novo, e vai passar por aqui nessa mesma hora. Etc.
Quando acalmou-se um pouco expliquei que tinhamos que ir os 3 mais uma ou duas testemunhas à Delegacia, que é perto, fazer ocorrência. Ela desesperou-se de novo. "Não quero isso registrado. Não quero que ninguém saiba." Dava tanta pena que concordei. Então deixe-me levá-la até sua casa. De novo uma crise. Daí deixei que se fosse. Foi pela rua da minha casa
Só daí é que me dei conta da embrulhada que havia me metido. Tinha lá o agresssor com a cara toda arrebentada. Com possibilidades remotas de ter algum problema cerebraldevido as batidas e não tinha a vítima que eu defendera para fazer a ocorrência. Bastaria o canalha negar a existência dela e pronto Ele seria a vítima de um velho louco e , para fazer aquele estrago num jovem forte, muito perigoso.
Mas a solidariedade humana existe. Quando expuz isso aos motoristas a reação foi imediata. Um adiantou-se pegou o rapaz pelo cangote, fez com que entrrasse no porta malas do carro, e deu a solução final. Largo esse filho da puta longe daqui, o senhor vai embora, ninguem viu o que aconteceu e ninguem sabe que o senhor mora por aqui (muitos já tinham ido me pegar em casa, quando não podia dirigir ou estava sem carro)
Como já faz um bom tempo, e não recebi nenhuma intimação, acho que realmente o problema está resolvido.
Assim que cheguei em casa medi a pressão 8 X 13 e pulso 96 (o normal para mim é 8X12e pulso 85). Achei que os médicos iam me aplaudir. Pois não é que me espinafram?
Os amigos idem. A Mariana ficou puta e me chama quase toda hora de defensor de donzelas inocentes. Já expliquei que não deu tempo de deflorar a menina antes, mas não adianta
Fisicamente na hora sai sem um arranhão. Depois começou uma pequena dor muscular no braço direito, que vem diminuindo aos poucos . É por erro meu. Se tivesse batido a cara dele com um pouco menos de força teria tido o mesmo efeito e não me teria forçado tanto os músculos…Mas já tomei tanta porrada, que vocês duas não precisam dar mais nenhuma.

sexta-feira, junho 26, 2009

A aventura do Santa Maria, ou Santa Liberdade

Luis Nassif reproduz hoje artigo sobre biografia do capitão Galvão, no Estadão. Como o episódio do navio Santa Maria faz parte da minha vida, por vias transversas, escrevi um comentário. O nome deste blog se deve ao seu Junqueira, digo lá, e digo aqui em cima, um dos mentores do episódio de denúncia das ditaduras da península ibérica em 1961.
Outros tempos em que ainda havia a Utopia e homens dispostos a ela.

Luis Nassif online

26/06/2009 - 08:53
Lembranças do capitão Galvão
Em 1961, o capitão Henrique Carlos Malta Galvão entusiasmou o mundo ao apresar o navio Santa Maria, em protesto contra a ditadura de Salazar em Portugal.
Uma bela resenha de sua biografia, recentemente lançada, no Estadão de hoje.
Clique aqui.


1 comentário para "Lembranças do capitão Galvão"
26/06/2009 - 10:58 Enviado por: elizabeth lorenzotti
Aos 18 anos tive a sorte de conhecer um grande homem, o galego Jose Velo Mosquera, que conhecemos como seu Junqueira, um de seus outros nomes. Ele havia se exilado no Brasil , com seus companheiros, após o episodio do navio Santa Maria. Foi o mentor intelectual, ao lado de Galvão, da ação de apresamento do navio turistico em protesto contra as ditaduras de Salazar e de Franco.
Não eram piratas, como a imprensa internacional os taxou, mas revolucionarios e de sua ação, em um navio com acho que 600 passageiros, não houve feridos.Aventura singular, que mobilizou até o governo dos EUA, Kennedy no poder, foi na minha opinião o primeiro lance politico do que hoje se chama marketing: chamar a atenção do mundo para as ditaduras ibéricas.E conseguiu. Mas acabaram aportando no Brasil, porto de Recife, onde Janio lhes deu abrigo.
Seu Junqueira era professor e poeta, o primeiro editor da poeta Rosalia de Castro no Brasil. Ainda colegial, eu e uma amiga faziamos para ele um jornaliznho semanal no bairro do Paraiso. E ouviamos, encantadas, suas historias e suas análises iconoclastas sobre a aventura humana e a política.“Quem se militariza não se humaniza”, ele dizia.“A direita nunca nos desencanta, a esquerda sim”
Entre tantas frases que bebiamos literalmente às tardes, na editora Nós, ali perto da Cubatão.
Há muitos livros sobre o Santa Maria, entre eles um romance ótimo do jornalista espanhol, que acaba de se aposentar do El Pais, Miguel Bayon, e que se chama Santa Liberdade. Há o documentário de mesmo nome, uma produção brasileiro-galaica, editada por uma professra de Jornalismo da Universidade de Santiago de Compostela, Margarita Ledo.
Na tomada do navio, por coincidência Junqueira estava ao alto falante e era passageiro um de seus alunos, que surpreso, reconheceu a voz do professor. Ele tinha uma filmadora, e há preciosos registros da época no documentário.
Na Galicia, o nome de Pepe Velo é hoje lembrado nas escolas.O capitão Galvão é o nome histórico do episodio , mas Pepe Velo era a grande figura intelectual e mediadora da questão. Avesso a falar de si, ficou em segundo plano nessa aventura que depois rendeu tanta historia.Camilo Mortagua, citado no artigo do Estado como autor da biografia de Galvão era um dos jovens participantes do episódio. Seu livro deve ser bem interessante.Como interessante foi o apoio que o Estadão deu aos exilados politicos portugueses naquela época. Outros tempos, mesmo.
Maa a figura do seu Junqueira, ou Pepe Velo, foi tão marcante que sua lembrança nunca me abandonou. O nome do meu blog, Viva Babel,, é uma homenagem a ele. Tenho um conto que tem por titulo uma linda frase sua: “Un é nengum”.
Seu filho, guardião zeloso da Historia, Victor Velo, ele também um jovem participante do episódio, na época, prepara a antologia poética do pai, e a tradução do livro que deixou “Muera España! Viva Hespaña! Prólogo para la inauguracion de Ibéria”.Ninguém ficou rico: Galvão foi enterrado no Imirim acompanhado por seis pessoas. Junqueira morreu infelizmente num hospital, e não com os sapatos calçados, na luta, como ele queria.
Figuras como estas não são possíveis de se imaginar hoje: gente que vivia pela Utopia.
Graças a homens como estes o mundo caminhava .